DENGUE - Clima favoreceu epidemia, afirma Sesa






Na avaliação da superintendente de Vigilância em Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, Cleide de Oliveira, o clima favoreceu a proliferação do mosquito. Segundo dados disponíveis no site do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Londrina teve um janeiro e fevereiro bastante chuvoso em 2016, com acumulado de 726,2 milímetros entre os dois meses, e temperaturas máximas de até 34 graus, só para tomar como exemplo. O forte calor e a água acumulada das chuvas resultam no ambiente perfeito para a reprodução do Aedes aegypti.

Cleide aponta que bastam alguns mosquitos e uma pessoa com o vírus da dengue para uma epidemia se instalar rapidamente. Por isso a importância de eliminar os criadouros. "O fumacê elimina o mosquito alado, não as larvas e ovinhos", ressalta. Segundo ela, 60% dos criadouros estão presentes nas residências e outros 30% em lixo mal acondicionado. "Se não houver um olhar cuidadoso de todos com o ambiente, dificilmente conseguiremos eliminar o Aedes", avisa. Em cidades pequenas, como é o caso de muitas do Norte Pioneiro, as chances de o mosquito circular é maior e basta a confirmação de poucos casos para se instalar uma epidemia.

A superintendente de Vigilância em Saúde destaca que, além de campanhas educativas, de orientação e conscientização no combate à dengue, e aplicação do fumacê, o Estado também ofereceu a vacina contra a doença nas 30 cidades paranaenses que concentraram o maior número de casos. Infelizmente, a procura ficou abaixo da expectativa. Mesmo assim, a segunda dose será aplicada em março deste ano e quem não se vacinou na primeira oportunidade e está dentro do grupo de risco, poderá receber a imunização.

RISCO
Cleide afirma que, em dezembro de 2016, o Paraná já tinha 313 municípios com infestação. "Se não diminuirmos o número de criadouros, teremos uma proliferação enorme do mosquito neste verão", alerta. E o combate ao Aedes aegypti é essencial também para bloquear a chegada de outras doenças transmitidas por ele, como a Zika e a Chikungunya. Segundo ela, além do trabalho dos agentes de endemias – que não terão férias neste período -, a Sesa se reuniu com os prefeitos que deixaram seus cargos e com os gestores que assumiram as administrações a partir deste mês para garantir que as ações de combate à dengue não sejam interrompidas.

MAIS RECURSOS
O Ministério da Saúde informou nesta semana que vai repassar R$ 4,9 milhões aos 399 municípios do Paraná para o enfrentamento do mosquito transmissor da dengue. "Com este reforço financeiro, os municípios vão poder concentrar mais esforços no combate ao mosquito evitando a proliferação e, consequentemente, a transmissão da dengue, Zika e Chikungunya. A necessidade de realização de levantamentos de índices de infestação será uma ferramenta fundamental para qualificar as ações de prevenção e controle do mosquito", reforçou o ministro da Saúde, Ricardo Barros, em nota enviada à imprensa. (A.S.)
Amanda de Santa
Especial para a FOLHA DE LONDRINA
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