Vacinação contra a gripe deve imunizar 3,5 milhões no Estado



Previsão da 17ª Regional de Saúde é vacinar 270 mil pessoas nos 21 municípios da área de abrangência


A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) começa na próxima segunda-feira (17) a campanha de vacinação contra a gripe. Cerca de 3,5 milhões de pessoas devem ser imunizadas com a vacina que oferece proteção contra contra os três tipos do vírus da gripe que mais circulam no País: Influenza A H1N1, Influenza A H3N2 e Influenza B. A campanha será realizada nos 399 municípios do Estado e vai até 26 de maio.

Para o dia 13 de maio está marcada a mobilização nacional, também conhecida como Dia D. Nesta data, as unidades de saúde ficarão abertas durante todo o dia para vacinar a população que pertence aos grupos da campanha. De acordo com o chefe da divisão de Vigilância em Saúde da 17ª Regional de Saúde de Londrina, José Carlos de Moraes, a previsão é de vacinar 270 mil pessoas nos 21 municípios da área de abrangência.

A população-alvo inclui pessoas com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a 4 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), profissionais de saúde, indígenas, portadores de doenças crônicas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional. Neste ano, o Ministério da Saúde também incluiu os professores do ensino regular e superior de escolas públicas e privadas em atividade.

No ano passado, 238 pessoas morreram vítimas de influenza no Paraná. Neste ano, a primeira morte foi em Maringá. Segundo a Sesa, o óbito por Influenza B aconteceu em fevereiro. A paciente tinha 79 anos e não tinha tomado a vacina em 2016, apesar de fazer parte do público-alvo da campanha. Por meio de nota, o secretário estadual de Saúde, Michele Caputo Neto, destacou a vacinação como a principal forma de prevenção. "Quem dera todas as doenças tivessem uma vacina específica, mas, infelizmente, não é assim. Se temos a possibilidade de se vacinar contra a gripe, devemos aproveitar. Para esta campanha, a meta é chegar a 90% do público-alvo, nada menos do que isso", salientou.

Segundo o último boletim da Sesa, divulgado no dia 5 de abril, entre e janeiro e março deste ano foram anotados 12 casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG), sendo oito de Influenza H3, três de Influenza B e um de H1N1. Londrina lidera a lista com quatro ocorrências, seguida por Curitiba (2), além de Almirante Tamandaré, São José dos Pinhais, Ponta Grossa, Francisco Beltrão, Cascavel e Maringá, com um caso cada.

Moraes também reforçou a importância dos cuidados básicos no dia a dia. "Lavar as mãos, manter as janelas abertas e os ambientes ventilados e evitar aglomerações em caso de suspeita de gripe continuam sendo cuidados essenciais", recomendou. O estoque do medicamento Oseltamivir (Tamiflu), prescrito para o tratamento da gripe, foi abastecido no Estado. No mês de março, a Secretaria da Saúde distribuiu 18,6 mil tratamentos e mantém 166,2 mil em estoque no Centro de Medicamentos do Paraná.

MUDANÇA
Durante um evento recente para jornalistas em São Paulo, a pediatra e presidente da Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm), Isabella Ballalai ressaltou que não há a expectativa de aumento de casos de gripe neste ano como ocorreu em 2016. Entretanto, espera-se uma mudança no sorotipo. " O influenza A do tipo H3N2 está prevalecendo este ano e até fez surtos na Europa", comentou.

Até a décima semana deste ano, das 3.793 amostras pesquisadas das ocorrências de influenza, 63% apresentaram o tipo H3N2, enquanto o H1N1, responsável pela pandemia em 2016, acometeu 1,9% dos pacientes. Para fins comparativos, o H1N1, no ano passado, foi responsável pelo registro de 10.625 (87,3%) casos e o sorotipo H3N2, por 49 (0,4%).

Na ocasião, a pediatra reforçou que a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima 1,2 milhão de pessoas com risco elevado para complicações da influenza. Deste total, 385 milhões são idosos, 140 milhões são crianças e 700 milhões, crianças e adultos com doença crônica.

"Além disso, pacientes com diabetes apresentam aumento do risco de complicações relacionadas à influenza", acrescentou. A cada ano, até 30 mil mortes são registradas entre pessoas com diabetes, em decorrência de pneumonia relacionada à influenza. Além disso, a infecção pelo vírus pode causar um desequilíbrio no controle metabólico em diabéticos.

Isabella lembrou ainda que nenhuma gripe é igual a outra e que na maioria das vezes se caracteriza pelo início súbito, com sintomas como febre alta, dores no corpo, tosse, dor de garganta, coriza, calafrios, tremores, cefaleia e anorexia. "Os adultos transmitem gripe em até 7 dias e as crianças, em 10. Já os imunodeprimidos, em até 14 dias", salientou.

Sesa já aplicou 241 mil doses contra a dengue
A segunda fase da campanha de vacinação contra a dengue terminou na última sexta-feira (7) com 241 mil doses aplicadas, sendo 149 mil vacinas referentes à segunda dose e 92 mil à primeira dose, disponibilizada em agosto do ano passado. Os números ainda são preliminares e o relatório final deve ser divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) no dia 20 de abril.

Londrina, que havia terminado a primeira fase com a pior cobertura do Estado, com apenas 29% do público-alvo imunizado, desta vez conseguiu elevar a cobertura para 72%, considerando apenas a segunda dose. De acordo com o chefe de Setor de Vigilância em Saúde da 17ª Regional de Saúde, José Carlos de Moraes, de 121 mil imunizações previstas, 44 mil foram feitas até agora no município, uma média de 36% de cobertura.

"Com a imunização de pouco mais de um terço do público-alvo em Londrina, a redução nos casos confirmados de dengue não deverá ser tão significativa como imaginávamos, mas de qualquer forma isso diminui o risco de óbitos e casos graves da doença", explicou. Moraes explica que a terceira dose da vacina, para quem tomou a primeira dose em 2016, será em setembro. Já quem se imunizou pela primeira vez na segunda fase, poderá tomar a segunda dose em setembro e a terceira em março de 2018.

Dos 30 municípios contemplados pela campanha, Bela Vista do Paraíso foi a que mais vacinou, atingindo 100% do público-alvo para a segunda dose. Dezessete cidades vacinaram entre 80% e 99%, entre elas Assaí, Porecatu e Sertanópolis. Os outros 11 municípios tiveram coberturas entre 60% e 79%, grupo do qual fazem parte Paranaguá, Foz do Iguaçu, Maringá, Ibiporã, Jataizinho, Cambé e Londrina. O pior desempenho foi da cidade de Mandaguari, que vacinou 59% da população-alvo.

De acordo com o último boletim epidemiológico das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, divulgado pela Sesa em 4 de abril, Tamboara, município de 5 mil habitantes no Noroeste, é o primeiro a apresentar situação de epidemia de dengue neste ano no Paraná. São 15 casos autóctones e um importado no atual ciclo epidemiológico, iniciado em agosto do ano passado. Os municípios com o maior número de casos são Maringá (120), Londrina (71) e Paranaguá (35). (C.F.)
Celso Felizardo e Micaela Orikasa
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA
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