Commodities puxam superávit recorde em 2017



Nos três primeiros meses do ano, o Porto de Paranaguá já registra sua maior movimentação de todos os tempos para o período - 11,67 milhões de toneladas operadas de janeiro a março, 77 mil toneladas a


Quando se olha para a balança comercial brasileira, as commodities sempre estão no topo da lista – soberanas – auxiliando de forma significativa para os números de transações no mercado externo. Essas mercadorias primárias, que têm maioria dos preços balizados em bolsas internacionais, ditam o ritmo de boa parte dos produtores paranaenses, que se desdobram para melhorar os índices de produtividade e, claro, de rentabilidade. Uma roda viva mercadológica que precisa de grande atenção e conhecimento.

Uma análise dos números deste primeiro quadrimestre do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) mostra a pujança da balança comercial brasileira neste início de ano, mais uma vez, puxada por esses produtos básicos do agronegócio. O superávit da balança ficou em US$ 21,4 bilhões, com as exportações em US$ 68,1 bilhões contra US$ 46,8 bilhões de importações. É o melhor resultado para o período desde o começo da série histórica, em 1989.

"Considerando o resultado recorde, a estimativa do MDIC é a de que tenhamos mais de US$ 55 bilhões de dólares de superávit anual", ressalta o
secretário de Comércio Exterior do MDIC, Abrão Neto. O número projetado anteriormente era de US$ 50 bilhões.

A força do produtor se mostra novamente em números. No acumulado de janeiro a abril, a categoria que apresentou maior crescimento foi dos básicos - em que se incluem as commodities - com elevação de 32,1%. Os semimanufaturados ficaram em segundo, com 14,8% e, os manufaturados, fecham o pódio com 12%.



No "top 10" dos produtos exportados pelo País, sete são ligados ao agronegócio e todos são considerados uma "commodity". Todos eles apresentaram melhor movimentação econômica, na seguinte ordem: soja (33,8%), carne de frango (19,7%) , farelo de resíduos da extração de óleo de soja (11,5%), café cru em grão (18,8%), carne bovina (6,51%), carne suína (36,2%) e milho em grãos (2,40%). "Em relação aos destinos, houve crescimento para praticamente todos eles, com atenção para China com aumento de 46,8%; EUA, com crescimento de 21,7%; México com acréscimo de 12,6% e Argentina, com 26,6%", destaca Neto.

No Paraná, as exportações de soja (inclusive triturada) até o momento atingiram a marca de US$ 1,49 bilhão, contra US$ 1,38 bilhão do mesmo período de 2016: uma alta de 7% e representatividade nas exportações de 27% dos números estaduais. Na sequência, estão os pedaços e miudezas de carnes avícolas, com montante de US$ 513,5 milhões, elevação de 20,9% frente aos US$ 424,5 milhões do ano passado.

A professora do Departamento de Economia Rural e Extensão do Setor de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Vania Di Addario Guimarães, conceitua "commodity" como uma "mercadoria que tem qualidade homogênea, sendo mesmo produto em qualquer lugar do mundo, sempre produzido ou consumido em grande volume". "Não teríamos todo esse volume de produção de soja, milho, café, açúcar e carnes, entre outros se não fossem commodities e não tivessem alcançado o mercado mundial. Elas são de enorme importância, um motor da economia brasileira e mundial, que envolvem uma cadeia gigantesca", complementa.
Victor Lopes-FOLHA DE LONDRINA
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