Violência faz AL adiar debate sobre a venda de cerveja nos estádios




"Os fatos que aconteceram em Curitiba demonstraram que a cerveja em nada tem a ver com atos de violência. A violência decorre de razões sociais", defende Luiz Cláudio Romanelli (PSB)

Curitiba – Após os episódios de violência verificados nos arredores do Estádio Couto Pereira, em Curitiba, no último domingo (18), os deputados estaduais decidiram adiar a discussão sobre a venda de bebidas alcoólicas nos estádios do Paraná. Apesar de o incidente, que deixou ao menos seis feridos, todos membros da torcida visitante, a do Corinthians, não ter relação direta com o consumo de cerveja, os parlamentares preferiram deixar o "clima esfriar" antes de votar o assunto, que é considerado polêmico.

O líder do governo Beto Richa (PSDB) na Assembleia Legislativa (AL), Luiz Cláudio Romanelli (PSB), pediu inclusive a retirada do regime de urgência da matéria. Com isso, não existe mais um prazo certo para que ele seja examinado. "O episódio de ontem (anteontem) acabou gerando certa dúvida. Vou aguardar e, no momento oportuno, coloco na pauta. Não há razão para atropelar o processo (…) Eu tenho essa leitura [de que a briga não tem relação com a comercialização de bebidas], mas a própria base, que estava com tendência de votar a favor, recuou", contou o presidente da AL, Ademar Traiano (PSDB).

De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), três dos 50 ônibus de corintianos, além de uma van, não acataram as ordens e fizeram um trajeto diferente do que havia sido acordado com a polícia, desembarcando muito próximo dos rivais. Imagens feitas por um morador mostram um dos corintianos sendo espancado por torcedores do Coritiba, mesmo depois de ter caído no chão. O jovem chegou a ser levado ao Hospital do Trabalhador, também na capital, e recebeu alta na sequência. As cenas foram registradas pela manhã, antes do início da partida, às 11 horas.

Na avaliação de Romanelli, que é um dos autores da matéria, uma iniciativa como essa não pode ser debatida sob forte emoção. Os 54 parlamentares também ainda estariam divididos, não sendo possível prever se a mensagem seria ou não aprovada. "A votação está equilibrada, bem como a opinião pública. Há uma parcela favorável e outra contra (…) Achamos melhor acabar com essa tensão desnecessária. É um projeto interessante, tramitou normalmente pelas comissões da Casa, mas nesse momento optei por retirar (o regime de urgência) e debater mais", afirmou.

Conforme o texto, a comercialização nas arenas desportivas só poderia ser realizada em copos plásticos, descartáveis, admitindo o uso de copos promocionais de papel. "Alguns que nunca colocaram os pés num estádio de futebol acabam ditando normas de conduta para aqueles que frequentam. Indiscutivelmente, os fatos que aconteceram em Curitiba ontem (anteontem) demonstraram mais uma vez que a cerveja em nada tem a ver com atos de violência. A violência decorre de razões sociais e é um problema mundial", opinou o político do PSB.
Mariana Franco Ramos
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA
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