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Rede estadual se prepara para a volta às aulas

Ano letivo começa na próxima quinta-feira para cerca de 75 mil alunos de Londrina e região

A partir da próxima quinta-feira (14) mais de um milhão de estudantes retornarão às aulas na rede estadual de ensino após dois meses de férias. No NRE (Núcleo Regional de Educação) de Londrina, assim como nas escolas, o momento é de fase final de preparação para receber os alunos. Somando os 19 municípios que compõe o núcleo são 75 mil jovens, sendo cerca de 44 mil somente em Londrina, que dispõe de 64 instituições.

Nos últimos meses foram realizadas intervenções e obras em diversas escolas do NRE de Londrina, que, segundo a chefe do órgão, Estela Camata, já foram encerradas. "Na parte estrutural está tudo pronto. Tínhamos alguns processos de reforma e manutenção que faltavam, como pintura, reforma de banheiros, troca de forro, instalação de ar-condicionado, mas terminaram", elencou. Todas as obras são de contratos correspondentes a 2018.

No ano passado foram autorizadas, e feitas, em nível de núcleo de educação, melhorias em 42 unidades pelo programa Escola Mil, outras duas instalações de ar-condicionado, 18 reparos rápidos e construção de uma quadra esportiva. Investimento de R$ 13,4 milhões. Foram concluídos em janeiro deste ano reparos no Colégio Estadual 11 de Outubro (laje da biblioteca e laboratório de informática, reconstrução de parte do muro), em Cambé (Região Metropolitana de Londrina); e Colégio Estadual Kazuco Ohara (pintura de salas, troca forro, telhado, piso, porta, banheiros), na zona oeste de Londrina.

AR-CONDICIONADO
Maior colégio estadual de Londrina, com 1.500 jovens, o Vicente Rijo recebeu aparelhos de ar-condicionado em 25 salas de aula. Apesar de instalados, os
os estudantes não poderão usufruir ainda. "Teve empresa que ganhou licitação, mas não conseguiu instalar o ar por completo. Teve um problema com a Copel, que precisa fazer alguns trabalhos técnicos para que seja finalizada a passagem de fios pela terceirizada contratada pelo Estado", pontuou a diretora-geral da escola, Eliane Pinheiro Arruda. Houve ainda um aditivo contratual devido a erro no orçamento licitado, que foi assinado em janeiro.

A expectativa é que até a a primeira quinzena de março o ar-condicionado esteja em funcionamento. "Fizemos obra na entrada, sendo esta com verba do fundo rotativo e associação de pais e mestres. Trocamos pisos, pois tinham muitos quebrados, pintura interna, recuperação da secretaria. Reformamos banheiro masculino", disse. O colégio oferta ensino fundamental do 6º ao 9º ano, médio, técnico, cursos de línguas estrangeiras e Mediotec em logística e informática. "Temos vagas no ensino médio noturno e diurno. É só procurar a escola", orientou a diretora.

Outra instituição que deverá ter equipamentos neste ano letivo de 2019 é o colégio Olavo Bilac, em Cambé (Região Metropolitana de Londrina). "Temos 122 escolas em todo o núcleo e um dos planos de ação é fazer levantamento nas unidades para ver quais já têm o ar instalado e aquelas que precisam. O calor prejudica o aprendizado, então precisamos garantir qualidade. Buscaremos junto ao Fundepar (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional) verba para instalação. Não é a aquisição do ar-condicionado que é cara, mas sim a troca de fiação", afirmou a chefe do Núcleo.

OBRA PARADA
Uma obra que não avançou durante as férias escolares é a do Centro Estadual de Educação Profissional Professora Maria do Rosário Castaldi, zona oeste de Londrina. A construção de seis salas e um laboratório de informática está parada desde 2013. "É um recurso do MEC (Ministério da Educação) e teve problema com a empresa responsável. Houve falta de pagamento, venceu o contrato e não foi feito o aditivo no tempo correto. Já cobramos a Seed (Secretaria de Estado da Educação) para saber o encaminhamento que será dado", apontou a chefe do NRE de Londrina. Aproximadamente 30% do projeto estão inacabados.

PEDAGÓGICO
Nesta semana, cerca de 500 coordenadores pedagógicos participaram de uma formação, que vai ser replicada para docentes durante três dias da próxima semana. O foco da Seed é melhorar a aprendizagem, visando os indicadores de provas institucionais, como Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e Prova Brasil. No último resultado do Ideb, referente a dados de 2017, o Paraná subiu 0,1 ponto, porém ficou abaixo da meta de 6,5 que havia sido proposta, ficando em 6,3. As piores estatísticas estão justamente no ensino médio, que teve 4, enquanto que projeção do governo federal era 5. "Precisamos reverter os números negativos e isso envolve escolas e núcleos. Temos que analisar os erros e acertos a partir dos indicadores para ver onde é necessário atuar", ressaltou Camata.


Pedro Marconi
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA

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