NOVE PREFEITOS E DEZ PRESIDENTES DE CÂMARAS MUNICIPAIS DO PARANÁ PODEM TER O MANDATO CASSADO POR NÃO TER PRESTADO CONTAS DO EXERCÍCIO DE 2012 AO TC-PARANÁ
Nove
prefeitos e dez presidentes de Câmaras Municipais do Paraná podem ter o
mandato cassado por não ter prestado contas do exercício de 2012 ao
Tribunal de Contas do Estado (TC) – conforme determina a Constituição
Federal. O tribunal deu mais 30 dias de prazo e encaminhou uma
notificação para que os agentes públicos regularizem a situação até o
fim deste mês. Se a pendência não for resolvida, as prefeituras e
câmaras ficarão impedidas de receber recursos públicos – já que terão
certidão positiva do TC. A cassação de mandato é a punição final em caso
de ausência de prestação de contas.
O
impedimento de receber dinheiro público, por causa da certidão
positiva, pode comprometer as administrações municipais e,
consequentemente, o atendimento aos cidadãos – já que os municípios não
poderão firmar convênios com entes públicos. O levantamento foi feito
pela Diretoria de Contas Municipais do TC, responsável por analisar as
contas das prefeituras paranaenses.
O presidente do TC, conselheiro Artagão de Mattos Leão (foto),
explicou que deu um prazo maior, até o fim deste mês, para que
prefeitos e presidentes das câmaras apresentem a prestação de contas.
“Estamos dando um mês a mais de prazo por causa das eleições municipais
realizadas ano passado”, disse. “Os gestores podem fazer esta prestação
de contas pela internet”, complementou Artagão.
Além
dos administradores públicos, 26 entidades estão na mira do TC pelo
mesmo motivo. Onze delas não prestaram contas em 2012 e as outras 15
estão com pendências antigas – algumas desde 2002. Essas 15 entidades
receberam R$ 39,1 milhões em recursos públicos e os gastos não passaram
por qualquer tipo de análise do tribunal.
O
presidente do TC explicou que, em relação a essas 26 entidades, o TC
pode abrir uma comunicação de irregularidade que pode se transformar em
uma tomada de contas extraordinária – resultando na responsabilização do
gestor da época e dos responsáveis por estas empresas. Há casos, por
exemplo, de entidades que receberam recursos públicos há mais de dez
anos e ainda não prestaram contas ao tribunal.
É
o caso, por exemplo, da empresa de obras e serviços públicos de Rio
Branco do Sul (Emprosul), que recebeu, desde 2004, segundo dados do TC,
R$ 22 milhões. A empresa deixou de prestar contas ao tribunal nos anos
de 2004, 2008, 2009, 2010 e 2011. Procurada pela reportagem, a Emprosul
não foi localizada para comentar o caso.
Veja quais são os municípios que estão devendo informações sobre dinheiro público:
PREFEITURAS
Cerro Azul
Cornélio Procópio
Guaraqueçaba
Honório Serpa
Luiziana
Nova Fátima
Rio Branco do Ivaí
São Jerônimo da Serra
São Sebastião da Amoreira
CÂMARAS MUNICIPAIS
Assaí
Campo Largo
Cândido de Abreu
Cantagalo
Cerro Azul
Itaperuçu
Japira
Santa Cecília do Pavão
Santa Mariana
São Manoel do Paraná.
FONTE - NP DIÁRIO

