TRATAMENTOS Fisioterapia contra doença de Parkinson
Projeto desenvolvido por professores e alunos da UEL oferta atendimento fisioterápico gratuito a portadores da enfermidade

"Os sintomas não motores
também são beneficiados; é possível notar que os pacientes apresentam
melhora no sono, nos sintomas depressivos e na qualidade de vida",
garante a professora Suhaila Santos
Manter o paciente da doença
de Parkinson o mais independente possível para que possa cumprir as
tarefas mais simples do dia a dia, reduzindo assim os problemas motores
causados pela enfermidade, é um dos principais objetivos do tratamento
fisioterápico gratuito ofertado por professores e estudantes de
Fisioterapia da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
O projeto que funciona há três anos atende cerca de 20 pacientes. Durante as sessões que ocorrem duas vezes por semana, os integrantes do grupo realizam exercícios específicos de reabilitação. "A intervenção da fisioterapia no projeto é mensurada em todos os sentidos e abrange tanto os aspectos motores quanto os não motores da doença", comenta Suhaila Smaili Santos, professora de Fisioterapia Neurológica da UEL e pesquisadora da área de doenças encefálicas – especialmente a doença de Parkinson. Ela enfatiza que só o fato do paciente sair de casa para fazer a terapia já traz vários benefícios. "O encontro com os outros pacientes que estão melhores, a convivência em comunidade, a confiança no terapeuta... tudo isso é muito importante", garante.
Falta dopamina
Segundo pesquisas, a doença de Parkinson aparece em pessoas que possuem predisposição genética, mas as causas do problema ainda não foram esclarecidas. Sabe-se que pacientes com este problema apresentam diminuição da dopamina, que é um neurotransmissor (substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas). Suhaila explica que a falta da dopamina está relacionada à dificuldade apresentada pelos pacientes de planejar e cronometrar os movimentos, por isso os tremores aparecem.
Os tratamentos convencionais fazem a reposição da dopamina por via medicamentosa, mas as células que armazenam esta substância vão se degenerando e, com o passar dos anos, a eficácia da droga diminui. Suhaila destaca que é neste ponto que a fisioterapia tem um papel muito importante. "Há várias pesquisas que trazem informações sobre a intervenção da fisioterapia e sua interferência direta nos mecanismos celulares para evitar que as células sejam destruídas, bem como aumentar a capacidade do cérebro em remodelar os circuitos neurais e superar a lesão provocada pela doença", detalha a fisioterapeuta.
Além de exercer um papel de neuroproteção do cérebro, a fisioterapia desenvolve o equilíbrio, o planejamento dos movimentos, a agilidade e a marcha. "Os sintomas não motores também são beneficiados; é possível notar que os pacientes apresentam melhora no sono, nos sintomas depressivos e na qualidade de vida", salienta Suhaila.
De acordo com diversos estudos científicos, os exercícios fisioterápicos inciados logo após o diagnóstico podem retardar a progressão da doença, além de trazer bem-estar aos pacientes.
Conforme a professora, o projeto é apoiado pelo neurologista Lucio Baena de Melo, que auxilia no acompanhamento dos pacientes inscritos. O projeto é aberto a todos que têm diagnóstico de doença de Parkinson.
O projeto que funciona há três anos atende cerca de 20 pacientes. Durante as sessões que ocorrem duas vezes por semana, os integrantes do grupo realizam exercícios específicos de reabilitação. "A intervenção da fisioterapia no projeto é mensurada em todos os sentidos e abrange tanto os aspectos motores quanto os não motores da doença", comenta Suhaila Smaili Santos, professora de Fisioterapia Neurológica da UEL e pesquisadora da área de doenças encefálicas – especialmente a doença de Parkinson. Ela enfatiza que só o fato do paciente sair de casa para fazer a terapia já traz vários benefícios. "O encontro com os outros pacientes que estão melhores, a convivência em comunidade, a confiança no terapeuta... tudo isso é muito importante", garante.
Falta dopamina
Segundo pesquisas, a doença de Parkinson aparece em pessoas que possuem predisposição genética, mas as causas do problema ainda não foram esclarecidas. Sabe-se que pacientes com este problema apresentam diminuição da dopamina, que é um neurotransmissor (substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas). Suhaila explica que a falta da dopamina está relacionada à dificuldade apresentada pelos pacientes de planejar e cronometrar os movimentos, por isso os tremores aparecem.
Os tratamentos convencionais fazem a reposição da dopamina por via medicamentosa, mas as células que armazenam esta substância vão se degenerando e, com o passar dos anos, a eficácia da droga diminui. Suhaila destaca que é neste ponto que a fisioterapia tem um papel muito importante. "Há várias pesquisas que trazem informações sobre a intervenção da fisioterapia e sua interferência direta nos mecanismos celulares para evitar que as células sejam destruídas, bem como aumentar a capacidade do cérebro em remodelar os circuitos neurais e superar a lesão provocada pela doença", detalha a fisioterapeuta.
Além de exercer um papel de neuroproteção do cérebro, a fisioterapia desenvolve o equilíbrio, o planejamento dos movimentos, a agilidade e a marcha. "Os sintomas não motores também são beneficiados; é possível notar que os pacientes apresentam melhora no sono, nos sintomas depressivos e na qualidade de vida", salienta Suhaila.
De acordo com diversos estudos científicos, os exercícios fisioterápicos inciados logo após o diagnóstico podem retardar a progressão da doença, além de trazer bem-estar aos pacientes.
Conforme a professora, o projeto é apoiado pelo neurologista Lucio Baena de Melo, que auxilia no acompanhamento dos pacientes inscritos. O projeto é aberto a todos que têm diagnóstico de doença de Parkinson.
SERVIÇO
■ Tratamento Fisioterápico/Projeto UEL – Mais informações pelo telefone 43 3342-9008, com a Lucinda.
■ Tratamento Fisioterápico/Projeto UEL – Mais informações pelo telefone 43 3342-9008, com a Lucinda.
Michelle Aligleri
Reportagem Local-folha de londrina
Reportagem Local-folha de londrina

