Londrinense debuta na Meia Maratona de Nova Iorque
A administradora Luciane Koetz se juntará a dezenas de brasileiros na tradicional prova norte-americana

Luciane Koetz fez sua preparação na região do Lago Igapó
Nova York é uma das cidades mais atrativas e glamourosas do mundo. São inúmeras lojas de grifes famosas, pontos turísticos memoráveis, como a Times Square, universidades... Mas não foi bem isso que fez a administradora londrinense Luciane Soutello Koetz atravessar a América mais uma vez. Ao invés das compras e dos passeios, ela escolheu a adrenalina. E é por ela que será uma entre as dezenas de brasileiros que participam hoje da Meia Maratona de Nova York, que terá largada às 7h30 (horário local), no Central Park.
Luciane já fez o trajeto Brasil-Estados Unidos nove vezes para participar de provas de corrida na "Terra do Tio Sam", mas esta será a primeira vez na tradicional prova nova-iorquina, que recebe atletas do mundo todo – neste ano serão 20 mil no total. Se dependesse apenas da vontade dela, esse desejo já era para ter sido realizado há pelo menos três anos, tempo que ela se inscreve para tentar uma vaga na prova americana. "Essa é diferente, você se inscreve para um sorteio e fica esperando. Havia três anos que estava tentando e não conseguia, mas agora deu certo", conta, empolgada.
Nem mesmo obstáculos como o frio, o cansaço de uma sequência de provas e treinos e o temor em relação à segurança tiram o fôlego da corredora. A previsão é de que a temperatura na hora da prova esteja perto de 0º, inclusive com direito à geada leve, mas o que lhe preocupa mais é a lembrança do que aconteceu em Boston no ano passado, quando um atentado na reta final da maratona fez três vítimas fatais e feriu mais de 150 pessoas.
"Não há como negar que fica o receio, mas tem que ir na fé, tomar os cuidados necessários, pois infelizmente é uma coisa que não dá para prever. Por outro lado, depois que aconteceu aquilo em Boston, a segurança ficou ainda maior. Na Disney, por exemplo, ninguém entrava com mochila ou qualquer outra coisa suspeita", relembra a administradora, citando a prova que correu em janeiro passado também nos EUA.
A disposição para participar desta prova tem uma motivação mais que especial para Luciane. É que em 2014 ela vai completar dez anos desde que experimentou a corrida pela primeira vez. "É um ano especial, pois são dez anos de corrida sem lesões, em que consegui fazer sempre a coisa certa. Então cada prova tem um significado e estou refletindo sobre tudo que já ganhei com ela. Quero desfrutar de cada momento", diz a corredora.
Nesta primeira década, ela já até perdeu as contas de quantas provas participou, mas não esquece os benefícios que o esporte trouxe para sua vida. "A corrida transformou minha vida, hoje sou mais disciplinada, mais forte e aprendi a lidar melhor com as dificuldades. Ela foi muito importante também em um momento delicado da minha vida, que foi quando perdi meu pai. Era muito ligada a ele, foi um momento complicado, mas a corrida foi uma terapia e me ajudou a superar", revela.
Em Nova York, ela não colocou nenhuma meta em termos de resultados. A ideia é apenas tentar finalizar os 21 quilômetros da prova com um bom tempo em sua categoria: 35 a 39 anos. Aí quem sabe sobre até um tempinho para aproveitar os demais atrativos nova-iorquinos...
Luciane já fez o trajeto Brasil-Estados Unidos nove vezes para participar de provas de corrida na "Terra do Tio Sam", mas esta será a primeira vez na tradicional prova nova-iorquina, que recebe atletas do mundo todo – neste ano serão 20 mil no total. Se dependesse apenas da vontade dela, esse desejo já era para ter sido realizado há pelo menos três anos, tempo que ela se inscreve para tentar uma vaga na prova americana. "Essa é diferente, você se inscreve para um sorteio e fica esperando. Havia três anos que estava tentando e não conseguia, mas agora deu certo", conta, empolgada.
Nem mesmo obstáculos como o frio, o cansaço de uma sequência de provas e treinos e o temor em relação à segurança tiram o fôlego da corredora. A previsão é de que a temperatura na hora da prova esteja perto de 0º, inclusive com direito à geada leve, mas o que lhe preocupa mais é a lembrança do que aconteceu em Boston no ano passado, quando um atentado na reta final da maratona fez três vítimas fatais e feriu mais de 150 pessoas.
"Não há como negar que fica o receio, mas tem que ir na fé, tomar os cuidados necessários, pois infelizmente é uma coisa que não dá para prever. Por outro lado, depois que aconteceu aquilo em Boston, a segurança ficou ainda maior. Na Disney, por exemplo, ninguém entrava com mochila ou qualquer outra coisa suspeita", relembra a administradora, citando a prova que correu em janeiro passado também nos EUA.
A disposição para participar desta prova tem uma motivação mais que especial para Luciane. É que em 2014 ela vai completar dez anos desde que experimentou a corrida pela primeira vez. "É um ano especial, pois são dez anos de corrida sem lesões, em que consegui fazer sempre a coisa certa. Então cada prova tem um significado e estou refletindo sobre tudo que já ganhei com ela. Quero desfrutar de cada momento", diz a corredora.
Nesta primeira década, ela já até perdeu as contas de quantas provas participou, mas não esquece os benefícios que o esporte trouxe para sua vida. "A corrida transformou minha vida, hoje sou mais disciplinada, mais forte e aprendi a lidar melhor com as dificuldades. Ela foi muito importante também em um momento delicado da minha vida, que foi quando perdi meu pai. Era muito ligada a ele, foi um momento complicado, mas a corrida foi uma terapia e me ajudou a superar", revela.
Em Nova York, ela não colocou nenhuma meta em termos de resultados. A ideia é apenas tentar finalizar os 21 quilômetros da prova com um bom tempo em sua categoria: 35 a 39 anos. Aí quem sabe sobre até um tempinho para aproveitar os demais atrativos nova-iorquinos...
Rafael Souza
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA

