O perigo das dietas restritivas
Este tipo de alimentação compromete o funcionamento do organismo e pode deixar sequelas neurológicas e emocionais, alerta especialista

Em busca da perda de peso rápida, há quem encare dietas restritivas que podem comprometer a saúde. Recentemente uma jovem de 20 anos ganhou destaque na mídia nacional após enfrentar sequelas deixadas por uma alimentação deficiente. Durante oito meses ela substituiu as refeições por chás e shakes. Conseguiu emagrecer 13 quilos, mas perdeu temporariamente os movimentos das pernas.
A nutricionista Patrícia Rachel André explica que uma alimentação restritiva leva o organismo ao desequilíbrio de nutrientes. "Esta mulher em questão teve uma deficiência de vitamina B1, que compromete o sistema neurológico e neste caso atingiu o movimento das pernas", explica. De acordo com ela, os sinais apresentados pelo organismo precisam ser levados em conta. "Queda de cabelos, unhas quebrando, pele flácida e irritabilidade podem ter relação com deficiência nutricional. É preciso manter uma alimentação equilibrada e em alguns casos usar suplementos para corrigir o problema", afirma.
Toda e qualquer monotonia alimentar é perigosa, segundo a nutricionista. Dietas famosas - como a da sopa, a da lua ou à base de clara de ovos e batata doce - são incompletas. "As pessoas precisam lembrar que os nutrientes da laranja são diferentes dos encontrados na banana, carne, arroz e feijão. Por isso, precisamos de uma variedade de alimentos no dia a dia. Não podemos escolher um alimento e viver apenas daquilo", salienta.
Além de deixar o metabolismo mais lento, as dietas restritivas também estão relacionadas à queda da imunidade. "Se a pessoa já tiver alguma deficiência nutricional e optar por uma dieta restritiva, ela pode ter o quadro agravado", destaca. O fator emocional também pode ser afetado pela falta de nutrientes no organismo. Patrícia explica que, dependendo do tipo de dieta, faltam elementos que são usados na produção de neurotransmissores e dão a sensação de bem-estar. Isso acontece quando as pessoas eliminam o carboidrato da dieta. E com a falta da glicose no organismo, é inevitável apresentar sintomas como irritabilidade, cansaço e insônia.
Sem os nutrientes necessários as toxinas não são eliminadas adequadamente e acabam se acumulando na gordura. "Quando a pessoa perde peso rápido e não tem um organismo em equilíbrio, estas toxinas saem do tecido adiposo e se instalam em outras regiões, como o cérebro, por exemplo, e isso pode trazer sérios problemas", aponta a nutricionista.
Patrícia ressalta que as dietas precisam partir de uma alimentação balanceada e a melhor maneira de identificar se as refeições estão adequadas é fazer uma análise das cores do prato. "As cores estão relacionadas aos diferentes nutrientes. Um prato colorido também é saudável. Variando as cores dos alimentos nós conseguimos ingerir uma gama maior de minerais e vitaminas, tanto nas frutas quanto nas hortaliças, carboidratos, proteínas e gorduras de boa qualidade", destaca.
Diante da necessidade de fazer uma dieta, é mais seguro procurar um profissional do que consumir produtos "milagrosos" ou restringir a alimentação sem orientação. Patrícia lembra que cada cardápio deve ser elaborado de acordo com características e necessidades individuais. "Tem gente que acha que o abacate é vilão, mas esta fruta tem uma gordura de ótima qualidade e é muito indicada para pessoas com o nível de estresse muito alto. É possível perder peso comendo abacate, mas cada pessoa tem uma individualidade bioquímica que precisa ser levada em conta", complementa.
A nutricionista Patrícia Rachel André explica que uma alimentação restritiva leva o organismo ao desequilíbrio de nutrientes. "Esta mulher em questão teve uma deficiência de vitamina B1, que compromete o sistema neurológico e neste caso atingiu o movimento das pernas", explica. De acordo com ela, os sinais apresentados pelo organismo precisam ser levados em conta. "Queda de cabelos, unhas quebrando, pele flácida e irritabilidade podem ter relação com deficiência nutricional. É preciso manter uma alimentação equilibrada e em alguns casos usar suplementos para corrigir o problema", afirma.
Toda e qualquer monotonia alimentar é perigosa, segundo a nutricionista. Dietas famosas - como a da sopa, a da lua ou à base de clara de ovos e batata doce - são incompletas. "As pessoas precisam lembrar que os nutrientes da laranja são diferentes dos encontrados na banana, carne, arroz e feijão. Por isso, precisamos de uma variedade de alimentos no dia a dia. Não podemos escolher um alimento e viver apenas daquilo", salienta.
Além de deixar o metabolismo mais lento, as dietas restritivas também estão relacionadas à queda da imunidade. "Se a pessoa já tiver alguma deficiência nutricional e optar por uma dieta restritiva, ela pode ter o quadro agravado", destaca. O fator emocional também pode ser afetado pela falta de nutrientes no organismo. Patrícia explica que, dependendo do tipo de dieta, faltam elementos que são usados na produção de neurotransmissores e dão a sensação de bem-estar. Isso acontece quando as pessoas eliminam o carboidrato da dieta. E com a falta da glicose no organismo, é inevitável apresentar sintomas como irritabilidade, cansaço e insônia.
Sem os nutrientes necessários as toxinas não são eliminadas adequadamente e acabam se acumulando na gordura. "Quando a pessoa perde peso rápido e não tem um organismo em equilíbrio, estas toxinas saem do tecido adiposo e se instalam em outras regiões, como o cérebro, por exemplo, e isso pode trazer sérios problemas", aponta a nutricionista.
Patrícia ressalta que as dietas precisam partir de uma alimentação balanceada e a melhor maneira de identificar se as refeições estão adequadas é fazer uma análise das cores do prato. "As cores estão relacionadas aos diferentes nutrientes. Um prato colorido também é saudável. Variando as cores dos alimentos nós conseguimos ingerir uma gama maior de minerais e vitaminas, tanto nas frutas quanto nas hortaliças, carboidratos, proteínas e gorduras de boa qualidade", destaca.
Diante da necessidade de fazer uma dieta, é mais seguro procurar um profissional do que consumir produtos "milagrosos" ou restringir a alimentação sem orientação. Patrícia lembra que cada cardápio deve ser elaborado de acordo com características e necessidades individuais. "Tem gente que acha que o abacate é vilão, mas esta fruta tem uma gordura de ótima qualidade e é muito indicada para pessoas com o nível de estresse muito alto. É possível perder peso comendo abacate, mas cada pessoa tem uma individualidade bioquímica que precisa ser levada em conta", complementa.
FOLHA DE LONDRINA
Michelle Aligleri
Reportagem Local
Reportagem Local

