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Valor do táxi em Londrina supera Curitiba e Rio

Administração municipal autorizou reajuste, que passa a valer em 10 de abril

Marcos Zanutto
Frota londrinense é formada por 377 veículos, cuja idade média é de 2,7 anos
Londrina - A partir do próximo dia 10, a corrida de táxi em Londrina será mais cara do que o valor cobrado em cidades do mesmo porte, como Joinville, e em pelo menos duas capitais – Curitiba e Rio de Janeiro. O prefeito Alexandre Kireeff autorizou o reajuste de 11,45% no valor da tarifa, proposto pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Atualmente, a corrida inicia com o taxímetro marcando R$ 4,50, sendo que os valores praticados por quilômetro rodado são de R$ 2,30 na bandeira 1 (das 6 às 18 horas em dias de semana) e R$ 2,60 na bandeira 2 (das 18 às 6 horas). Com o reajuste, que entrará em vigor a partir da próxima quinta-feira, a bandeirada inicial passará a valer R$ 4,90 e o quilômetro rodado subirá para R$ 2,60 na bandeira 1 e R$ 2,90 na bandeira 2. O valor da hora parada também mudará, dos atuais R$ 14,60 para R$ 16,40.

A FOLHA apurou os preços das tarifas de táxi cobrados em Joinville, cidade volta e meia comparada com Londrina quando se medem os índices econômicos e de desenvolvimento, Curitiba e Rio de Janeiro. Nas três, o valor da corrida será em média mais barato em comparação ao que o passageiro londrinense vai ter que pagar a partir da próxima semana. Segundo a Secretaria de Infraestrutura Urbana de Joinville, na cidade do norte catarinense a bandeirada inicial é fixada em R$ 4,64 e o quilômetro rodado vale R$ 2,30 na bandeira 1 e R$ 2,99 na bandeira 2. A frota joinvilense é de 309 carros, menor que a de Londrina, que tem 377.

Em Curitiba, os valores do táxi convencional são, respectivamente, R$ 4,60, R$ 2,30 e R$ 2,80, conforme dados da Urbanização de Curitiba (Urbs). Já a Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro informou que na Cidade Maravilhosa, onde a frota dos famosos táxis amarelinhos passa de 33 mil veículos, são cobrados R$ 4,80 pela bandeira inicial e R$ 1,90 pelo quilômetro rodado na bandeira 1 e R$ 2,34 na bandeira 2.

Isso significa que para percorrer 10 quilômetros na bandeira 1 num dia de semana, o londrinense pagará R$ 30,90, enquanto o passageiro em Joinville gasta R$ 27,64, o curitibano desembolsa R$ 27,60 e o carioca paga R$ 23,80.

Insumos
O gerente de Transportes da CMTU, Wilson de Jesus, lembra que a planilha do transporte de táxi havia sido reajustada pela última vez há 20 meses (julho de 2012) e que nesse período houve uma alta nos três principais insumos que incidem nos custos do serviço: etanol, gasolina e a retirada média dos taxistas. "O serviço de transporte de táxi ficou sem reajuste nos últimos 20 meses, período em que a própria inflação oficial medida pelo IPCA [Índice de Preços ao Consumidor Amplo] apontou uma variação de 10,9%. Ao analisarmos a variação de preços nos insumos que compõem o serviço, com destaque para etanol [17,8%], gasolina [12,27%] e o salário dos taxistas [28,5%], vimos a necessidade de manutenção do equilíbrio econômico e financeiro do serviço", argumenta.

Sobre o fato da tarifa ficar mais cara em Londrina do que nas três cidades pesquisadas pela reportagem, Jesus explica que a distância média percorrida na cidade é menor do que em Curitiba e Rio de Janeiro, por exemplo. "E aí você tem que distribuir os custos correspondentes à quilometragem média menor", aponta. O gerente de transportes da CMTU vê na constante renovação da frota um indicativo de que o serviço prestado pelo transporte de táxis na cidade tem um alto padrão de qualidade. "A idade média dos 377 veículos que compõem a frota é de 2,7 anos", aponta. Segundo dados da CMTU, 64% da frota (224 unidades) são compostas por veículo de no máximo três anos de uso. A companhia pretende abrir mais 44 licenças de táxi na cidade, o que implica em ampliar as vagas em alguns locais e criar novos pontos. Só no Aeroporto Governador José Richa serão criadas mais cinco vagas. A reportagem não conseguiu localizar o presidente do Sindicato dos Taxistas de Londrina, Antonio Pereira da Silva.
Diego Prazeres
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
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