Lixões ainda sem solução
Dois terços dos municípios do Norte Pioneiro ainda não têm aterro sanitário; prazo para regularização termina em 3 de agosto

Trinta e dois municípios do Norte Pioneiro não encontraram solução para pôr fim ao problema do lixo
Jacarezinho - A pouco mais de dois meses do prazo determinado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, que obriga as prefeituras a eliminar lixões e aterros controlados, mais de dois terços dos municípios do Norte Pioneiro ainda não se adequaram às exigências. Dos 46 municípios, apenas 15 (32%) já depositam os resíduos sólidos em aterros sanitários. Os outros 32 (68%), ainda utilizam lixões ou aterros controlados, estruturas com o mínimo de controle ambiental, como isolamento, acesso restrito, cobertura dos resíduos com terra e controle de entrada de resíduos.
Quem deixou para a última hora corre atrás de projetos para a construção de um aterro sanitário ou torce para que o prazo, que termina em 3 de agosto, seja prorrogado. Jacarezinho, cidade de 40 mil habitantes, polo de uma região que abrange 26 municípios, ainda não se regularizou. Atualmente, um aterro controlado localizado a seis quilômetros da área central recebe 32 toneladas de lixo por dia. No início da semana, o diretor do Meio Ambiente, Ricardo Sfeir de Aguiar, esteve em Curitiba para entregar um projeto de construção do aterro a um engenheiro ambiental.
Mesmo com o prazo curto, Aguiar acredita que vai conseguir regularizar a situação. "Nosso aterro controlado já está em processo de encerramento. Agora vamos aproveitar incentivos estaduais para construirmos um aterro sanitário", adiantou. Segundo ele, o investimento na obra demandaria em torno de R$ 3 milhões. A alternativa de consórcio, adotada em municípios vizinhos foi descartada por Aguiar. Segundo ele, o porte da cidade exige um aterro próprio.
Os únicos municípios da região que mantêm aterros sanitários próprios são Santo Antônio da Platina e Ribeirão do Pinhal. A secretária de Agricultura e Meio Ambiente de Santo Antônio da Platina, Eliani de Fátima Simões, revelou que a vida útil do aterro da cidade está próximo do fim. Na semana passada, ela entregou um projeto de ampliação do aterro para a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) no valor de R$ 4,5 mil. "A aprovação é a única maneira de continuarmos com nosso pioneiro aterro sanitário", frisou.
Ela contou que tentou um consórcio com Jacarezinho, mas por divergências no local de instalação, o plano não foi adiante. "A intenção era usar uma área já degradada para evitar poluir outra, mas não deu certo. Mas, independentemente disso, torcemos para que todos os projetos tenham sucesso". Santo Antônio da Platina produz cerca de 30 toneladas diárias de lixo.
PREOCUPAÇÃO
O secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema), Antonio Caetano de Paula Júnior, admitiu preocupação com a data limite. Segundo ele, até a primeira quinzena do mês, apenas 60 dos 399 municípios haviam procurado o Comitê Gestor Paraná Sem Lixões para fazer a entrega de projetos para financiamento de aterros. No final, 165 entregaram os documentos. Os projetos serão financiados por meio de uma linha de crédito de aproximadamente R$ 140 milhões, concedida pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e operacionalizada pela Fomento Paraná – instituição financeira de desenvolvimento pertencente ao Governo do Estado.
Atualmente, o Paraná ainda tem 214 lixões em funcionamento. Pela quantidade de processos em andamento, a Sema não soube precisar quantos estão localizados no Norte Pioneiro, mas de acordo com o último levantamento do Instituto Ambiental do Paraná, divulgado no ano passado, a região abrigava 14 lixões em Andirá, Barra do Jacaré, Bandeirantes, Cambará, Carlópolis, Itambaracá, Jacarezinho, Ribeirão Claro, Santa Amélia, Sertaneja, Santo Antônio do Paraíso, Salto do Itararé, Santana do Itararé, Wenceslau Braz.
Quem deixou para a última hora corre atrás de projetos para a construção de um aterro sanitário ou torce para que o prazo, que termina em 3 de agosto, seja prorrogado. Jacarezinho, cidade de 40 mil habitantes, polo de uma região que abrange 26 municípios, ainda não se regularizou. Atualmente, um aterro controlado localizado a seis quilômetros da área central recebe 32 toneladas de lixo por dia. No início da semana, o diretor do Meio Ambiente, Ricardo Sfeir de Aguiar, esteve em Curitiba para entregar um projeto de construção do aterro a um engenheiro ambiental.
Mesmo com o prazo curto, Aguiar acredita que vai conseguir regularizar a situação. "Nosso aterro controlado já está em processo de encerramento. Agora vamos aproveitar incentivos estaduais para construirmos um aterro sanitário", adiantou. Segundo ele, o investimento na obra demandaria em torno de R$ 3 milhões. A alternativa de consórcio, adotada em municípios vizinhos foi descartada por Aguiar. Segundo ele, o porte da cidade exige um aterro próprio.
Os únicos municípios da região que mantêm aterros sanitários próprios são Santo Antônio da Platina e Ribeirão do Pinhal. A secretária de Agricultura e Meio Ambiente de Santo Antônio da Platina, Eliani de Fátima Simões, revelou que a vida útil do aterro da cidade está próximo do fim. Na semana passada, ela entregou um projeto de ampliação do aterro para a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) no valor de R$ 4,5 mil. "A aprovação é a única maneira de continuarmos com nosso pioneiro aterro sanitário", frisou.
Ela contou que tentou um consórcio com Jacarezinho, mas por divergências no local de instalação, o plano não foi adiante. "A intenção era usar uma área já degradada para evitar poluir outra, mas não deu certo. Mas, independentemente disso, torcemos para que todos os projetos tenham sucesso". Santo Antônio da Platina produz cerca de 30 toneladas diárias de lixo.
PREOCUPAÇÃO
O secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema), Antonio Caetano de Paula Júnior, admitiu preocupação com a data limite. Segundo ele, até a primeira quinzena do mês, apenas 60 dos 399 municípios haviam procurado o Comitê Gestor Paraná Sem Lixões para fazer a entrega de projetos para financiamento de aterros. No final, 165 entregaram os documentos. Os projetos serão financiados por meio de uma linha de crédito de aproximadamente R$ 140 milhões, concedida pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e operacionalizada pela Fomento Paraná – instituição financeira de desenvolvimento pertencente ao Governo do Estado.
Atualmente, o Paraná ainda tem 214 lixões em funcionamento. Pela quantidade de processos em andamento, a Sema não soube precisar quantos estão localizados no Norte Pioneiro, mas de acordo com o último levantamento do Instituto Ambiental do Paraná, divulgado no ano passado, a região abrigava 14 lixões em Andirá, Barra do Jacaré, Bandeirantes, Cambará, Carlópolis, Itambaracá, Jacarezinho, Ribeirão Claro, Santa Amélia, Sertaneja, Santo Antônio do Paraíso, Salto do Itararé, Santana do Itararé, Wenceslau Braz.
Celso Felizardo
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA

