Londrina tenta resgatar plano de industrialização
Atualização do PDI será discutida no EncontrosFolha, que será realizado amanhã

Entre as empresas que o programa conseguiu atrair para Londrina ainda na década de 1990 está a Elevadores Atlas
Entidades empresariais, a Agência Paraná Desenvolvimento e a Prefeitura de Londrina estão tentando resgatar um projeto que levou dois anos para ser elaborado e custou uma consultoria internacional, mas nunca foi colocado em prática pelo Município. Apesar de ter sido concluído há 17 anos, o Plano de Desenvolvimento Industrial (PDI) só precisa de atualização para ser implantado. Esta é a opinião das lideranças que participaram da elaboração do estudo.
"O PDI, feito com apoio da Andersen Consulting, era o mapa da mina. Mas sua implantação dependia de um tripé que nunca foi concluído: a aprovação da lei do PDI, a criação da agência de desenvolvimento da cidade e de um parque industrial", afirma Marcelo Mafra, consultor convidado pelas entidades para atualizar o plano.
Mafra, junto com o diretor técnico da Agência Paraná Desenvolvimento, Henrique Ricardo dos Santos, o prefeito Alexandre Kireeff (PSD), e o reitor da UniFil, Eleazar Ferreira vão discutir o assunto durante o EncontrosFolha, a ser realizado amanhã no Hotel Blue Tree em Londrina.
"Estamos avaliando as experiências existentes no País para chegarmos a um modelo de agência de desenvolvimento e conselho de desenvolvimento econômico que seja mais adequado para Londrina", afirma Mafra. A atualização do PDI, de acordo com ele, não será tarefa demorada. "70% do caminho já foi trilhado. O plano é muito atual", declara.
Em 2003, durante o primeiro mandato do ex-prefeito Nedson Micheleti (PT), Mafra participou de um estudo de resgate do PDI, desta vez feito pela pela Fundação Getúlio Vargas, instituição para a qual ele trabalhava. O trabalho também ficou engavetado. "O objetivo daquele estudo, com base no PDI, era identificar os setores que, naquela época, eram mais viáveis para atrairmos indústrias. Mas, a gestão do Nedson não levou o projeto para frente", conta.
O consultor lembra que a administração petista tentou criar um parque industrial na zona norte - no chamado lote 70 -, mas que Nedson terminou a gestão sem conseguir implementá-lo. "Só agora, depois de 8 anos, é que a Prefeitura conseguiu desembaraçar aqueles terrenos para instalar indústrias."
Em resumo do PDI consultado pela FOLHA, está escrito que a intenção era obter, após dez anos, um incremento de 21% a 47% na renda per capita da cidade. Sem implantar a política de industrialização, o que ocorreu foi o contrário. A cidade passou a assistir sua renda per capita cair.
No documento, os participantes assinalam que Londrina era a 4ª em atratividade industrial em 1995, segundo ranking da Revista Exame. Na lista da mesma publicação com as 100 cidades mais amigáveis aos negócios de 2014, Londrina está em 40º.
O PDI comparou Londrina com outros cinco municípios brasileiros: Uberlâdia (MG), Bauru (SP), Ponta Grossa, Maringá e Pouso Alegre (MG). E uma das conclusões é que a cidade estava "bem posicionada perante seus concorrentes" porém necessitava de melhorias "principalmente em sua infraestrutura (solos industriais)". Os pontos fracos e fortes levantados em relação a Londrina, descritos no quadro, não sofreram muita alteração até hoje.
"O PDI, feito com apoio da Andersen Consulting, era o mapa da mina. Mas sua implantação dependia de um tripé que nunca foi concluído: a aprovação da lei do PDI, a criação da agência de desenvolvimento da cidade e de um parque industrial", afirma Marcelo Mafra, consultor convidado pelas entidades para atualizar o plano.
Mafra, junto com o diretor técnico da Agência Paraná Desenvolvimento, Henrique Ricardo dos Santos, o prefeito Alexandre Kireeff (PSD), e o reitor da UniFil, Eleazar Ferreira vão discutir o assunto durante o EncontrosFolha, a ser realizado amanhã no Hotel Blue Tree em Londrina.
"Estamos avaliando as experiências existentes no País para chegarmos a um modelo de agência de desenvolvimento e conselho de desenvolvimento econômico que seja mais adequado para Londrina", afirma Mafra. A atualização do PDI, de acordo com ele, não será tarefa demorada. "70% do caminho já foi trilhado. O plano é muito atual", declara.
Em 2003, durante o primeiro mandato do ex-prefeito Nedson Micheleti (PT), Mafra participou de um estudo de resgate do PDI, desta vez feito pela pela Fundação Getúlio Vargas, instituição para a qual ele trabalhava. O trabalho também ficou engavetado. "O objetivo daquele estudo, com base no PDI, era identificar os setores que, naquela época, eram mais viáveis para atrairmos indústrias. Mas, a gestão do Nedson não levou o projeto para frente", conta.
O consultor lembra que a administração petista tentou criar um parque industrial na zona norte - no chamado lote 70 -, mas que Nedson terminou a gestão sem conseguir implementá-lo. "Só agora, depois de 8 anos, é que a Prefeitura conseguiu desembaraçar aqueles terrenos para instalar indústrias."
Em resumo do PDI consultado pela FOLHA, está escrito que a intenção era obter, após dez anos, um incremento de 21% a 47% na renda per capita da cidade. Sem implantar a política de industrialização, o que ocorreu foi o contrário. A cidade passou a assistir sua renda per capita cair.
No documento, os participantes assinalam que Londrina era a 4ª em atratividade industrial em 1995, segundo ranking da Revista Exame. Na lista da mesma publicação com as 100 cidades mais amigáveis aos negócios de 2014, Londrina está em 40º.
O PDI comparou Londrina com outros cinco municípios brasileiros: Uberlâdia (MG), Bauru (SP), Ponta Grossa, Maringá e Pouso Alegre (MG). E uma das conclusões é que a cidade estava "bem posicionada perante seus concorrentes" porém necessitava de melhorias "principalmente em sua infraestrutura (solos industriais)". Os pontos fracos e fortes levantados em relação a Londrina, descritos no quadro, não sofreram muita alteração até hoje.

Nelson Bortolin
Reportagem Local-folha de londrina
Reportagem Local-folha de londrina

