LUTA CONTRA O VÍCIO - Programa de combate ao crack ainda não entrou na 'fase prática' em Londrina
Administração municipal pretende fazer medidas deslancharem a partir deste ano

Defesa Social espera receber equipamentos para intensificar ações de repressão ao uso do crack
Londrina - Um ano depois de aderir ao programa federal Crack, é Possível Vencer, que visa o enfrentamento ao consumo da droga com ações integradas nas áreas de saúde, segurança e assistência social, a administração municipal espera fazer o plano deslanchar a partir deste ano na cidade. No campo da saúde, a secretaria municipal por enquanto recebeu 20% da verba de R$ 2 milhões que o Ministério da Saúde ficou de disponibilizar para a construção de dois novos Centros de Atenção Psicossocial de Álcool e Outras Drogas 24 horas (Caps-AD 3). Uma dessas unidades será exclusivamente para atendimento infanto-juvenil.
Em relação à segurança, a Secretaria de Defesa Social informou que no ano passado agentes da Guarda Municipal fizeram o curso de capacitação bancado pelo programa e que está no aguardo do envio de equipamentos como viaturas e armas de choque, por parte do Ministério da Justiça, considerados necessários para as rondas e ações de repressão ao uso do crack. A Secretaria de Assistência Social, responsável pelas ações de caráter preventivo, outro eixo do programa, não respondeu à FOLHA sobre as políticas que estão sendo desenvolvidas pela pasta.
A gerente de saúde mental da Secretaria Municipal de Saúde, Cláudia Denise Garcia, afirmou que a verba recebida até agora está sendo usada para a elaboração dos projetos arquitetônicos da construção dos Caps-AD 3. O restante dos recursos, explicou, vai ser repassado pelo Ministério da Saúde mediante a aprovação dos projetos. Mas ela garantiu que o processo está correndo normalmente, dentro do cronograma previsto, com previsão de entrega e funcionamento até o final do ano. "Recebemos a visita de uma assessora técnica do Ministério da Saúde, que conversou conosco e conheceu e aprovou os prováveis locais onde os Caps serão erguidos. Como a verba virá do Ministério, não há um prazo definido porque o trâmite envolvendo financiamento de recursos é diferente. O que podemos garantir é que vamos realmente fazer essas obras. A entrega e o funcionamento têm previsão para o final do ano", assegura Cláudia Garcia.
TERRENOS
A execução dos projetos depende também de uma avaliação do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) quanto à localização dos terrenos. O futuro Caps-AD 3, para atendimento a dependentes químicos adultos, deve ser erguido próximo ao local onde funciona a única unidade do gênero na cidade. O espaço atual fica na altura da barragem do Lago Igapó (zona sul), em uma área cedida pela Fundação Tamarozzi. Já o Caps infanto-juvenil será construído na zona norte, segundo informou a gerente de saúde mental da Secretaria. "Depois que tivermos a definição dos terrenos e os projetos forem aprovados pelo Ministério é que sairá a ordem de serviço para a construção das unidades", emenda.
Com uma média mensal de quase 400 pacientes por dia, o Caps-AD tem uma estrutura física insuficiente para dar conta da demanda e prestar o atendimento de internação adequado. "Com a sede nova vamos conseguir ampliar o atendimento e oferecer de oito a dez leitos para internação só para usuários de álcool e drogas, e com o Caps da zona norte poderemos atender uma clientela mais jovem, também com oito a dez leitos de internação. Será a possibilidade de atender a uma faixa etária que precisa de uma política multidisciplinar de tratamento mais próxima de sua realidade", pontua Cláudia Denise. Com os leitos para internamento, salienta, os pacientes poderão receber acolhimento noturno. "Se houver uma intercorrência, ele vai poder pernoitar na unidade", destaca.
A reportagem solicitou informações ao Ministério da Saúde sobre o direcionamento do programa em Londrina e a única informação que recebeu via assessoria de imprensa foi que a pasta destinou verba de custeio no valor de R$ 1,8 milhão à Secretaria Municipal de Saúde. A gerente de saúde mental do Município reiterou que o valor a ser recebido é de R$ 2 milhões. As outras cidades paranaenses que aderiram ao programa são Curitiba, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa.

Defesa Social espera receber equipamentos para intensificar ações de repressão ao uso do crack
Em relação à segurança, a Secretaria de Defesa Social informou que no ano passado agentes da Guarda Municipal fizeram o curso de capacitação bancado pelo programa e que está no aguardo do envio de equipamentos como viaturas e armas de choque, por parte do Ministério da Justiça, considerados necessários para as rondas e ações de repressão ao uso do crack. A Secretaria de Assistência Social, responsável pelas ações de caráter preventivo, outro eixo do programa, não respondeu à FOLHA sobre as políticas que estão sendo desenvolvidas pela pasta.
A gerente de saúde mental da Secretaria Municipal de Saúde, Cláudia Denise Garcia, afirmou que a verba recebida até agora está sendo usada para a elaboração dos projetos arquitetônicos da construção dos Caps-AD 3. O restante dos recursos, explicou, vai ser repassado pelo Ministério da Saúde mediante a aprovação dos projetos. Mas ela garantiu que o processo está correndo normalmente, dentro do cronograma previsto, com previsão de entrega e funcionamento até o final do ano. "Recebemos a visita de uma assessora técnica do Ministério da Saúde, que conversou conosco e conheceu e aprovou os prováveis locais onde os Caps serão erguidos. Como a verba virá do Ministério, não há um prazo definido porque o trâmite envolvendo financiamento de recursos é diferente. O que podemos garantir é que vamos realmente fazer essas obras. A entrega e o funcionamento têm previsão para o final do ano", assegura Cláudia Garcia.
TERRENOS
A execução dos projetos depende também de uma avaliação do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) quanto à localização dos terrenos. O futuro Caps-AD 3, para atendimento a dependentes químicos adultos, deve ser erguido próximo ao local onde funciona a única unidade do gênero na cidade. O espaço atual fica na altura da barragem do Lago Igapó (zona sul), em uma área cedida pela Fundação Tamarozzi. Já o Caps infanto-juvenil será construído na zona norte, segundo informou a gerente de saúde mental da Secretaria. "Depois que tivermos a definição dos terrenos e os projetos forem aprovados pelo Ministério é que sairá a ordem de serviço para a construção das unidades", emenda.
Com uma média mensal de quase 400 pacientes por dia, o Caps-AD tem uma estrutura física insuficiente para dar conta da demanda e prestar o atendimento de internação adequado. "Com a sede nova vamos conseguir ampliar o atendimento e oferecer de oito a dez leitos para internação só para usuários de álcool e drogas, e com o Caps da zona norte poderemos atender uma clientela mais jovem, também com oito a dez leitos de internação. Será a possibilidade de atender a uma faixa etária que precisa de uma política multidisciplinar de tratamento mais próxima de sua realidade", pontua Cláudia Denise. Com os leitos para internamento, salienta, os pacientes poderão receber acolhimento noturno. "Se houver uma intercorrência, ele vai poder pernoitar na unidade", destaca.
A reportagem solicitou informações ao Ministério da Saúde sobre o direcionamento do programa em Londrina e a única informação que recebeu via assessoria de imprensa foi que a pasta destinou verba de custeio no valor de R$ 1,8 milhão à Secretaria Municipal de Saúde. A gerente de saúde mental do Município reiterou que o valor a ser recebido é de R$ 2 milhões. As outras cidades paranaenses que aderiram ao programa são Curitiba, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa.

Defesa Social espera receber equipamentos para intensificar ações de repressão ao uso do crack
Diego Prazeres
Reportagem Local-folha de londrina
Reportagem Local-folha de londrina

