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PR sedia feira internacional de tecnologia de alimentos

São 80 expositores, reunidos no Expo Unimed em Curitiba, que apresentam soluções para processamento e embalagens

Vice-presidente da Koelnmesse, Dietmar Eiden: Curitiba foi escolhida pelo apelo forte em negócios
Fotos: Paulo Lisboa
Máquina alemã que mói, separa em porções de 500 gramas e embala a carne é uma das atrações da feira
Curitiba - A capital paranaense sedia até amanhã a International FoodTec Brasil, uma feira que apresenta soluções para processamento de alimentos e tecnologia de embalagens. São 80 expositores de países como Alemanha, Coreia do Sul, Dinamarca, Estados Unidos, França, Holanda e Itália. O evento, que começou ontem no Expo Unimed, é organizado pela empresa alemã Koelnmesse. De acordo com o vice-presidente da Koelnmesse, Dietmar Eiden, o Brasil tem uma demanda muito grande na área de tecnologia para abatedouros de aves, suínos e bovinos.

Esta é a primeira vez que a feira acontece no Brasil. Segundo Eiden, Curitiba foi escolhida por ser uma cidade com apelo forte em realização de negócios além de ter câmaras de comércio e logística bem estruturadas. Em Colônia, na Alemanha, a Koelnmesse realiza a Anuga FoodTec a cada dois anos com 1.300 expositores e 284 mil metros quadrados de área. No Expo Unimed, são 6 mil metros quadrados, o que, segundo Eiden, mostra o potencial de crescimento dessas feiras no Brasil.

Ele disse que não tinha como fazer projeção de volume de negócios que serão gerados pela feira, por ser a primeira no Brasil. "A feira é importante para os expositores realizarem negócios, networking e se aproximarem dos principais compradores", destacou Eiden.

A empresa alemã Vemag, é uma das expositoras da FoodTec. Entre as máquinas que estão sendo apresentadas, há uma que mói e separa a carne em porções de 500 gramas e coloca o produto em bandejas para vender ao consumidor final. De acordo com o gerente regional da empresa, Eduardo Lourenço, a produção é de 95 porções de 500 gramas de carne por minuto. O equipamento custa cerca de R$ 600 mil.

O diretor da Associação de Agricultura e Tecnologia de Alimentos da Alemanha, Herbert Buckenhuskes, disse que o mercado de alimentos processados movimentou US$ 134 bilhões no Brasil em 2013 e, neste ano, a projeção é de crescimento de 6%.

Ele destacou que o comportamento do consumidor em relação à alimentação mudou muito na última década por vários motivos. Um deles é a concentração de pessoas em grandes centros, com menos acesso a produtos como frutas e verduras direto da terra. Além disso, as pessoas têm uma carga horária de trabalho maior e aumentou o número de mulheres que trabalham fora de casa e, por este motivo, não têm tempo de cozinhar.

Esses fatores, segundo ele, abriram espaço para o mercado de tecnologia de alimentos. De acordo com o diretor, a Alemanha reúne as principais empresas de tecnologia para processamento de alimentos e o Brasil é o 9º comprador. No ano passado, a Alemanha vendeu US$ 293 milhões para o Brasil em máquinas. Os alemães têm 600 empresas de máquinas que tiveram um faturamento de US$ 16 bilhões em 2013 e exportaram 85% da produção para mais de 100 países.

Segundo Buckenhuskes, os consumidores querem cada vez mais produtos baratos, com longa duração, com gosto e aparência bons, que não precisem tanto de geladeira. E não aceitam produtos geneticamente modificados e com muitos conservantes.
Andréa Bertoldi
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
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