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Trânsito já matou 59 londrinenses neste ano

Londrina - No "Placar da Vida", estudo divulgado ontem pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) com dados sobre os acidentes de trânsito ocorridos em Londrina de janeiro a julho deste ano, a imprudência segue levando vantagem. O conjunto de ocorrências e atendimentos fornecido por Siate, Instituto Médico Legal (IML), Delegacia de Trânsito e Secretaria Municipal de Saúde mostrou que o trânsito londrinense já matou 59 pessoas neste ano. Somente em julho foram oito mortes, todas ocorridas em acidentes registrados nas rodovias urbanas e rurais que cortam o município.

No mesmo período do ano passado, segundo a CMTU, foram registradas 34 mortes, mas a companhia não esclarece se esse número se refere apenas às mortes instantâneas ou se abrange os óbitos registrados após o acidente.

O coordenador regional do Siate, major Wilson Oliveira Paulino, observa que o fato do estudo "Placar da Vida 2014" incluir os óbitos pós-acidentes tende a elevar o número de vítimas fatais em relação às estatísticas dos anos anteriores. Ainda assim, ele considera alta a taxa verificada neste ano no trânsito de Londrina. "Cinquenta e nove mortes é um número alto, embora a gente perceba que as estatísticas têm se mantido na média", avaliou.

Por intermédio da assessoria de imprensa, a CMTU informou ontem que o diretor de trânsito da companhia, Arnaldo Sebastião, só poderia falar hoje sobre a pesquisa.

Em comparação com julho de 2013, houve dez ocorrências a mais no mês passado: 341 contra 331 acidentes. A Avenida Dez de Dezembro, principal via de ligação entre as zonas norte e sul, é a que que a registrou o maior número de acidentes na cidade – quatro. Já a rodovia urbana com maior concentração de ocorrências de trânsito é a BR-369, com 11 acidentes. Do total de 59 óbitos computados neste ano, 37 ocorreram no local do acidente, nove foram registrados no mesmo dia, e outros 13 aconteceram depois de mais de um dia da ocorrência.

Trinta e três dos 59 óbitos ocorreram em acidentes envolvendo motocicletas (índice de 55%). A grande maioria das vítimas tinha entre 18 a 59 anos. Das 12 mortes por atropelamento, cinco vitimaram pedestres acima de 60 anos (índice de 41,6%).
Diego Prazeres
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
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