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Espaços de lazer carecem de infraestrutura

O Salto do Apucaraninha e o Parque Daisaku Ikeda são boas opções de turismo, mas é necessário implantar melhorias para receber os visitantes

Gina Mardones
O Parque Ecológico Daisaku Ikeda abrigou uma usina hidrelétrica
Anderson Coelho
A estrada de Lerroville até o Salto Apucaraninha não é asfaltada, o que representa um certo desconforto, mas a paisagem vale o sacrifício
Londrina – Em Londrina existem alguns espaços com potencial como mantenedores do equilíbrio ecológico e que são ideais para promover a educação ambiental, além de oferecer uma alternativa de lazer. A reportagem visitou o Salto do Apucaraninha e o Parque Ecológico Municipal Doutor Daisaku Ikeda, ambos na zona sul, locais que ainda são pouco conhecidos pelos londrinenses.

O Salto do Apucaraninha está localizado no Distrito de Lerroville, a 80 km ao sul da sede do município, no limite com Tamarana. A estrada de Lerroville até o Salto não possui pavimentação asfáltica, o que representa um certo desconforto, mas a paisagem vale o sacrifício. O caminho é pela Rodovia João Alves da Rocha Loures (PR-218) até o distrito, seguido de mais 28 km de estrada de terra até a queda. O salto possui 125 metros de altura e 50 metros de largura. As águas do rio Apucaraninha foram represadas em dois locais pelas barragens denominadas Fiú e Apucaraninha, distantes entre si mais ou menos 4 km.

O salto fica ao lado da Terra Indígena Apucaraninha, onde também está localizada a Usina Hidrelétrica de Apucaraninha, que foi incorporada em 1975 pela Copel junto à Empresa Elétrica de Londrina S/A. A usina utiliza o Rio Apucaraninha, afluente do Rio Tibagi e teve a operação comercial iniciada em 1949. O local atrai principalmente trekkers, alpinistas, ciclistas e motociclistas. Não há placas de sinalização turística, por isso é preciso ficar atento para não passar pelo mirante.

A coordenadora do curso de Turismo na Unopar, Alini Nunes de Oliveira, afirmou que o correto é o visitante ligar para a Funai e pedir autorização para visitar o salto. "Mas informalmente as pessoas ligam para os índios para pedir", afirma. Ela destacou que há atratividade do local, mais ainda não existe infraestrutura. "Eles não têm uma recepção de visitantes, logo tudo fica por conta e risco do turista", alertou. Faltam guarda-corpos mais seguros para os visitantes. Também não há um guia ou um monitor que possa contar um pouco sobre a história, a fauna e flora do local.

SERVIÇO
Quem quiser visitar o Salto do Apucaraninha e a Terra Indígena Apucaraninha deve entrar em contato com a Funai pelo fone (43) 3339-2588 ou 329-3080; ou para o vice-cacique Natalino Marcolino pelo fone (43) 9169-3853. Já para fazer uma visita técnica à usina hidrelétrica do Apucaraninha é preciso agendar pelo site www.copel.com ou fone 0800-5100116.
Vítor Ogawa
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
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