Fator cultural e família podem segurar mais jovens
Cornélio Procópio - Apesar de não haver nenhuma pesquisa que identifique o movimento populacional nas cidades do Norte Pioneiro, a professora do curso de Geografia da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp), Carla Holanda da Silva, afirma que a maior parte dos alunos da instituição, que possui campus em Cornélio Procópio, Jacarezinho e Bandeirantes, é de cidades menores da região. "É fato que os jovens buscam as cidades que oferecem qualificação e oportunidades de emprego", salienta. Por este motivo, destaca a professor, quem fica vivendo nas cidades pequenas é a população que já está colocada no mercado de trabalho, especialmente nos órgãos públicos, além de pessoas aposentadas e agricultores, já que esta é a principal fonte de renda da maior parte dos municípios de pequeno porte.
A professora, que é também coordenadora do colegiado de Geografia da Uenp, salienta que o movimento de jovens que saem das pequenas cidades em busca de melhor oportunidade só não é maior por conta de uma questão cultural. "Percebemos que esses jovens têm muito apego à família e os que não querem morar em uma cidade distante optam por voltar ao emprego que tinham antes da graduação, enquanto esperam abrir uma vaga em sua área de formação na cidade", exemplifica. Ela lembra que esta observação é feita informalmente já que não existem estudos específicos sobre isso.
Outro fator que pode favorecer a manutenção ou o aumento de população de pessoas nos pequenos municípios está relacionado ao custo de vida. "Nas cidades médias e grandes a moradia, alimentação e outros custos são muito mais altos, isso estimula empresários e trabalhadores a morarem em cidades menores, mas manterem suas atividades profissionais em municípios vizinhos que são maiores e oferecem mais estrutura", conclui. (M.A.)
FOLHA DE LONDRINA
A professora, que é também coordenadora do colegiado de Geografia da Uenp, salienta que o movimento de jovens que saem das pequenas cidades em busca de melhor oportunidade só não é maior por conta de uma questão cultural. "Percebemos que esses jovens têm muito apego à família e os que não querem morar em uma cidade distante optam por voltar ao emprego que tinham antes da graduação, enquanto esperam abrir uma vaga em sua área de formação na cidade", exemplifica. Ela lembra que esta observação é feita informalmente já que não existem estudos específicos sobre isso.
Outro fator que pode favorecer a manutenção ou o aumento de população de pessoas nos pequenos municípios está relacionado ao custo de vida. "Nas cidades médias e grandes a moradia, alimentação e outros custos são muito mais altos, isso estimula empresários e trabalhadores a morarem em cidades menores, mas manterem suas atividades profissionais em municípios vizinhos que são maiores e oferecem mais estrutura", conclui. (M.A.)
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