FUTEBOL - Procurador do STJD promete rigor com envolvidos em briga
Paulo Schmitt já solicitou imagens da confusão ocorrida no jogo entre Londrina e Brasil, no último sábado, no Café

Confusão generalizada pode resultar na perda de mandos de campo ao Londrina
O Londrina já começa a preparar a sua defesa para enfrentar os auditores do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nas próximas semanas. O clube deve ser denunciado nos próximos dias pela briga generalizada na noite do último sábado, durante a segunda partida da semifinal da Série D do Campeonato Brasileiro contra o Brasil-RS, no estádio do Café.
A procuradoria do STJD já solicitou imagens da briga e promete ser severa nas análises. "Estamos analisando imagens e fazendo uma varredura nos principais sites e redes de TV. Iremos identificar e denunciar com rigor todas as infrações, requerendo desde logo o relatório da arbitragem e do delegado da partida", afirmou nesta segunda-feira o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, em entrevista à Agência Estado.
Ele ainda destacou que pedirá suspensão "preventiva" aos denunciados. "Suspensões preventivas devem ser avaliadas para requerimento urgente, à medida que as equipes têm compromissos com partidas finais. Essa pancadaria e violência entre atletas, dirigentes e até torcedores nas arquibancadas merece uma pronta resposta", defendeu Schmitt.
O ex-presidente do próprio Londrina, Osvaldo Sestário Filho, será o defensor do clube neste episódio. Ele é o mesmo advogado daquele episódio que culminou no rebaixamento da Portuguesa no Brasileirão de 2013. Sestário afirmou ontem que vai aguardar a denúncia ser oficializada para definir a estratégia a seguir. Porém, ressaltou que já está fazendo a coleta de materiais que possam ajudar a amenizar uma possível punição ao Tubarão.
"Temos que esperar a denúncia primeiro. O STJD recebe a súmula e ela é encaminhada ao procurador, que faz a denúncia", disse, reforçando que acredita na possibilidade de o clube ser julgado já na próxima semana.
SÚMULA
Na súmula, o árbitro Eduardo Tomaz de Aquino Valadão relata nominalmente as expulsões de membros das duas comissões técnicas e dos jogadores Allan Vieira e Madison, do Londrina, e Eduardo Martini, do Brasil, todos por agressão. Ele relatou ainda o arremesso de um rádio portátil no gramado e que o autor foi identificado e apresentado à Polícia Militar pelo clube, o que pode amenizar a situação.
Ainda segundo a súmula, a confusão iniciou aos 28 minutos do segundo tempo, pouco depois de o árbitro ter expulsado o técnico Rogério Zimmermann, do Brasil. "Visualizamos uma confusão na entrada dos vestiários localizados atrás da meta defendida pelo goleiro da equipe G.E. Brasil (Grêmio Esportivo Brasil). A partir deste momento, deu-se início a um confronto generalizado entre atletas (jogador e suplentes) e comissões técnicas de ambas as equipes, não sendo possível precisar quem o desencadeou", escreveu o árbitro.
Sestário disse que está juntando o máximo de vídeos possíveis para utilizar na defesa que está preparando. "Estamos analisando vídeos, os Boletins de Ocorrência que foram feitos, as declarações dadas", contou.
O problema é que, na maioria dos vídeos, constam imagens de funcionários do Londrina tentando tomar a câmera de um cinegrafista da TV RBS e o agredindo. O tumulto maior começa a partir disso. Depois deste momento é que o mordomo do LEC, Sidnei Schelian, o Chimbika, foi agredido com um chute no rosto.
Sestário concorda que a agressão ao jornalista gaúcho pode complicar a situação alviceleste. "Na questão da briga em campo podem denunciar somente quem brigou ou não, são hipóteses, vai depender do procurador. Pela súmula acho que está tranquilo. Agora, vai depender das imagens. A situação do cinegrafista pode complicar, por isso estou pedindo vários vídeos para ver o que ocasionou. Vai saber o que esse jornalista estava fazendo ali, se era de forma tendenciosa", argumentou o advogado. "O treinador saiu provocando e o que aconteceu são consequências de uma briga", completou.
DENÚNCIA
O Londrina deve ser denunciado com base no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD): "Deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto, invasão do campo ou local da disputa do evento desportivo, lançamento de objetos no campo ou local da disputa do evento desportivo". A pena prevista é de multa que varia de R$ 100 a R$ 100 mil e perda de mando de campo de uma a dez partidas.
O Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul emitiu nota condenando as agressões ao profissional da imprensa gaúcha. Já a direção do Brasil emitiu nota em que critica severamente a diretoria alviceleste e a imprensa londrinense pela cobertura, segundo eles, parcial do episódio. A repercussão da batalha campal envolvendo Londrina e Brasil-RS repercutiu até mesmo fora do País. O jornal inglês The Guardian também publicou uma notícia sobre o assunto e um vídeo do confronto.
O gestor do clube, Sérgio Malucelli, dará uma entrevista coletiva hoje para falar deste assunto e do futuro da equipe.
A procuradoria do STJD já solicitou imagens da briga e promete ser severa nas análises. "Estamos analisando imagens e fazendo uma varredura nos principais sites e redes de TV. Iremos identificar e denunciar com rigor todas as infrações, requerendo desde logo o relatório da arbitragem e do delegado da partida", afirmou nesta segunda-feira o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, em entrevista à Agência Estado.
Ele ainda destacou que pedirá suspensão "preventiva" aos denunciados. "Suspensões preventivas devem ser avaliadas para requerimento urgente, à medida que as equipes têm compromissos com partidas finais. Essa pancadaria e violência entre atletas, dirigentes e até torcedores nas arquibancadas merece uma pronta resposta", defendeu Schmitt.
O ex-presidente do próprio Londrina, Osvaldo Sestário Filho, será o defensor do clube neste episódio. Ele é o mesmo advogado daquele episódio que culminou no rebaixamento da Portuguesa no Brasileirão de 2013. Sestário afirmou ontem que vai aguardar a denúncia ser oficializada para definir a estratégia a seguir. Porém, ressaltou que já está fazendo a coleta de materiais que possam ajudar a amenizar uma possível punição ao Tubarão.
"Temos que esperar a denúncia primeiro. O STJD recebe a súmula e ela é encaminhada ao procurador, que faz a denúncia", disse, reforçando que acredita na possibilidade de o clube ser julgado já na próxima semana.
SÚMULA
Na súmula, o árbitro Eduardo Tomaz de Aquino Valadão relata nominalmente as expulsões de membros das duas comissões técnicas e dos jogadores Allan Vieira e Madison, do Londrina, e Eduardo Martini, do Brasil, todos por agressão. Ele relatou ainda o arremesso de um rádio portátil no gramado e que o autor foi identificado e apresentado à Polícia Militar pelo clube, o que pode amenizar a situação.
Ainda segundo a súmula, a confusão iniciou aos 28 minutos do segundo tempo, pouco depois de o árbitro ter expulsado o técnico Rogério Zimmermann, do Brasil. "Visualizamos uma confusão na entrada dos vestiários localizados atrás da meta defendida pelo goleiro da equipe G.E. Brasil (Grêmio Esportivo Brasil). A partir deste momento, deu-se início a um confronto generalizado entre atletas (jogador e suplentes) e comissões técnicas de ambas as equipes, não sendo possível precisar quem o desencadeou", escreveu o árbitro.
Sestário disse que está juntando o máximo de vídeos possíveis para utilizar na defesa que está preparando. "Estamos analisando vídeos, os Boletins de Ocorrência que foram feitos, as declarações dadas", contou.
O problema é que, na maioria dos vídeos, constam imagens de funcionários do Londrina tentando tomar a câmera de um cinegrafista da TV RBS e o agredindo. O tumulto maior começa a partir disso. Depois deste momento é que o mordomo do LEC, Sidnei Schelian, o Chimbika, foi agredido com um chute no rosto.
Sestário concorda que a agressão ao jornalista gaúcho pode complicar a situação alviceleste. "Na questão da briga em campo podem denunciar somente quem brigou ou não, são hipóteses, vai depender do procurador. Pela súmula acho que está tranquilo. Agora, vai depender das imagens. A situação do cinegrafista pode complicar, por isso estou pedindo vários vídeos para ver o que ocasionou. Vai saber o que esse jornalista estava fazendo ali, se era de forma tendenciosa", argumentou o advogado. "O treinador saiu provocando e o que aconteceu são consequências de uma briga", completou.
DENÚNCIA
O Londrina deve ser denunciado com base no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD): "Deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto, invasão do campo ou local da disputa do evento desportivo, lançamento de objetos no campo ou local da disputa do evento desportivo". A pena prevista é de multa que varia de R$ 100 a R$ 100 mil e perda de mando de campo de uma a dez partidas.
O Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul emitiu nota condenando as agressões ao profissional da imprensa gaúcha. Já a direção do Brasil emitiu nota em que critica severamente a diretoria alviceleste e a imprensa londrinense pela cobertura, segundo eles, parcial do episódio. A repercussão da batalha campal envolvendo Londrina e Brasil-RS repercutiu até mesmo fora do País. O jornal inglês The Guardian também publicou uma notícia sobre o assunto e um vídeo do confronto.
O gestor do clube, Sérgio Malucelli, dará uma entrevista coletiva hoje para falar deste assunto e do futuro da equipe.
Thiago Mossini
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA

