Pesquisa sobre aids tem foco em região de fronteira
Resultado parcial do estudo da Sesa mostra que jovens ainda desconhecem prevenção e tratamento
Foz do Iguaçu – A alta incidência de casos de aids entre jovens na região de fronteira do Paraná tem chamado a atenção das autoridades em saúde pública. Para avaliar o grau de conhecimento do público alvo em relação à doença, o governo estadual desenvolve uma pesquisa em 27 colégios de Ensino Médio e universidades em Foz do Iguaçu (Oeste). Outras 24 instituições de ensino de Paranaguá e Antonina (Litoral) também são abrangidas pelo estudo.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), as duas regiões são as que registram maior vulnerabilidade entre o público de 15 a 34 anos. Em Paranaguá, a taxa de incidência de HIV entre jovens é quatro vezes mais alto que na Região Metropolitana de Curitiba. Já em Foz do Iguaçu, a incidência é o dobro da capital. A Sesa não divulgou dados por regiões, mas durante o ano passado, em todo o Paraná, foram notificados 377 casos de HIV positivo de pessoas com idades entre 15 a 29 anos.
A coordenadora do Programa Estadual de Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids, Elisete Ribeiro, explica que a vulnerabilidade das duas regiões se dá pela alta circulação de pessoas. "Enquanto no litoral temos o porto e as praias, Foz do Iguaçu é o segundo destino turístico do Brasil", contextualizou. "Os mais recentes estudos em saúde nos mostram que as regiões de fronteira não devem ser tratadas como nas divisões geopolíticas, ignorando o fluxo migratório", completou.
Para abordar o fenômeno, a pesquisa conta com a parceria da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). A coordenadora explica que a circulação de pessoas implica na mudança da tipologia do vírus. "O resultado deste trânsito livre é que a região Sul possui um subtipo mais agressivo da doença, que resiste mais aos antirretrovirais e deteriora sistema imune", explicou Elisete.
Elisete informou que cerca de 3,5 mil estudantes já foram entrevistados. O resultado parcial é alarmante. "Não tabulamos os dados ainda, mas já é possível afirmar que muitos deles têm informações sobre HIV, mas desconhecem prevenção e o tratamento. É importante frisar que tratamento não é cura", alertou. Ela explica que com os dados consolidados, será possível traçar estratégias para aperfeiçoar as campanhas de conscientização.
VARIAÇÃO
Considerando as notificações entre todas as idades, a região de Foz do Iguaçu registrou 67 casos em 2013, com taxa de incidência de 16,61 por 100 mil habitantes. O índice já chegou a 20,58 em 2010. Marcos Augusto Moraes Arcoverde, mestre em Enfermagem e professor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) no campus de Foz do Iguaçu, comentou que, pelo curto período de tempo, a redução na estatística não pode ser considerada como positiva. "É preciso mais tempo para se afirmar que a contaminação realmente diminuiu. A queda pode ser causada por uma subnotificação, de pessoas que não procuram os serviços de saúde", detalhou.
O enfermeiro aponta que a cidade possui índices diferenciados e que demandam atenção. "Percebemos que os jovens desconhecem os serviços oferecidos nos postos de saúde. Isso nada mais é que vulnerabilidade". Segundo Arcoverde, para cada pessoa diagnosticada com aids, podem existir cerca de 20 a 30 pessoas que não sabem que estão infectadas.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), as duas regiões são as que registram maior vulnerabilidade entre o público de 15 a 34 anos. Em Paranaguá, a taxa de incidência de HIV entre jovens é quatro vezes mais alto que na Região Metropolitana de Curitiba. Já em Foz do Iguaçu, a incidência é o dobro da capital. A Sesa não divulgou dados por regiões, mas durante o ano passado, em todo o Paraná, foram notificados 377 casos de HIV positivo de pessoas com idades entre 15 a 29 anos.
A coordenadora do Programa Estadual de Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids, Elisete Ribeiro, explica que a vulnerabilidade das duas regiões se dá pela alta circulação de pessoas. "Enquanto no litoral temos o porto e as praias, Foz do Iguaçu é o segundo destino turístico do Brasil", contextualizou. "Os mais recentes estudos em saúde nos mostram que as regiões de fronteira não devem ser tratadas como nas divisões geopolíticas, ignorando o fluxo migratório", completou.
Para abordar o fenômeno, a pesquisa conta com a parceria da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). A coordenadora explica que a circulação de pessoas implica na mudança da tipologia do vírus. "O resultado deste trânsito livre é que a região Sul possui um subtipo mais agressivo da doença, que resiste mais aos antirretrovirais e deteriora sistema imune", explicou Elisete.
Elisete informou que cerca de 3,5 mil estudantes já foram entrevistados. O resultado parcial é alarmante. "Não tabulamos os dados ainda, mas já é possível afirmar que muitos deles têm informações sobre HIV, mas desconhecem prevenção e o tratamento. É importante frisar que tratamento não é cura", alertou. Ela explica que com os dados consolidados, será possível traçar estratégias para aperfeiçoar as campanhas de conscientização.
VARIAÇÃO
Considerando as notificações entre todas as idades, a região de Foz do Iguaçu registrou 67 casos em 2013, com taxa de incidência de 16,61 por 100 mil habitantes. O índice já chegou a 20,58 em 2010. Marcos Augusto Moraes Arcoverde, mestre em Enfermagem e professor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) no campus de Foz do Iguaçu, comentou que, pelo curto período de tempo, a redução na estatística não pode ser considerada como positiva. "É preciso mais tempo para se afirmar que a contaminação realmente diminuiu. A queda pode ser causada por uma subnotificação, de pessoas que não procuram os serviços de saúde", detalhou.
O enfermeiro aponta que a cidade possui índices diferenciados e que demandam atenção. "Percebemos que os jovens desconhecem os serviços oferecidos nos postos de saúde. Isso nada mais é que vulnerabilidade". Segundo Arcoverde, para cada pessoa diagnosticada com aids, podem existir cerca de 20 a 30 pessoas que não sabem que estão infectadas.

Celso Felizardo
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA

