SÉRIE D - Vergonha no Café
Tubarão é eliminado ao empatar com o Brasil; briga entre jogadores e integrantes das comissões técnicas vira caso de polícia

Goleiro do Brasil, Eduardo Martini foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos sobre a confusão

Membro da comissão técnica do Londrina recebeu atendimento ainda no gramado

A direção do Londrina deve convocar uma coletiva de imprensa nos próximos dias para comentar as cenas de selvageria protagonizadas por membros de Tubarão e Brasil de Pelotas no segundo jogo da semifinal da Série D do Campeonato Brasileiro na noite do último sábado. O que era para ser um jogo de futebol, terminou como batalha campal, escrevendo um triste capítulo na história do Estádio do Café. O clube aguarda as argumentações do árbitro Eduardo Tomaz de Aquino Valadão na súmula da partida, que não havia sido divulgada ainda até ontem, para definir qual atitude tomar.
Valendo uma vaga na final da competição, a partida começou tensa já antes do árbitro apitar. Havia ficado um clima ruim desde o jogo de ida, em Pelotas, vencido pelo Brasil por 3 a 1. Houve muita reclamação por parte dos londrinenses em relação ao tratamento recebido no Rio Grande do Sul, assim como protesto formal em súmula do trio de arbitragem daquela partida com relação às ameaças sofridas vindas do time gaúcho.
O jogo de sábado era disputado sob forte tensão desde os minutos iniciais, com jogadas ríspidas de ambos os lados e muita reclamação alviceleste com relação à cera feita pelos jogadores do Brasil. O quarteto de arbitragem não teve pulso para controlar nem o ímpeto agressivo dos jogadores nem a cera gaúcha.
O Brasil foi para o intervalo vencendo por 1 a 0, gol de Nena. A vantagem dos gaúchos era imensa. O Londrina voltou para o segundo tempo com uma nova formação, mas em nova falha defensiva, Nena fez 2 a 0 com dois minutos de jogo. O Tubarão conseguiu o empate com Diogo Roque e depois Sílvio e foi aí que começou a confusão. O técnico Rogério Zimmermann foi expulso após reclamações. Na saída para os vestiários ele e membros da comissão técnica do Londrina deram início à confusão e a briga começou.
O cinegrafista da RBS TV, afiliada da Globo no Rio Grande do Sul, Jefferson Kickhofel, que registrava os incidentes, foi agredido por integrantes da comissão técnica do Londrina. Ele foi derrubado ao tentar proteger seu equipamento. Nas imagens divulgadas pela emissora, aparece o gerente de futebol do Londrina, Alex Brasil, exigindo que o cinegrafista apagasse as imagens registradas. "Apaga isso aí", gritava. Logo em seguida, ele foi derrubado.
O goleiro Eduardo Martini teria tentado proteger o cinegrafista. Neste momento, outros jogadores do Brasil chegaram e a briga ganhou grandes proporções, a ponto de um jogador reserva do time gaúcho chutar o rosto do roupeiro do Londrina, Chimbika, que ficou desacordado por cerca de 15 minutos. Ele passou a noite em observação, recebeu inúmeros pontos no rosto, mas já foi liberado e passa bem.
Ao final da confusão, o goleiro Eduardo Martini e o lateral-esquerdo do Londrina, Allan Vieira, foram expulsos. O Londrina já estava com a menos, já que Madison havia sido expulso minutos antes por chutar um adversário no chão.
Vários jogadores do Londrina, como os zagueiros Sílvio e Dirceu, além do técnico Cláudio Tencati e o auxiliar Aléssio, aparecem nas imagens tentando acalmar os ânimos.
O jogo recomeçou após quase 30 minutos de paralisação. Deu tempo ainda para o goleiro Vítor defender um pênalti cobrado por Nena.
Após a partida, Martini, o zagueiro Fernando Cardozo e o roupeiro do Brasil, Paulo Sérgio Tatu, que chegou a pegar um gancho de ferro que segurava as redes do gol durante a briga, foram encaminhados para a delegacia para esclarecimentos e liberados em seguida. O gestor do Londrina, Sérgio Malucelli, registrou boletim de ocorrência contra o trio. Já o cinegrafista Jeferson Kickhofel prestou queixa sobre agressão que sofreu. Uma audiência está pré-agendada no Juizado Especial Criminal para 9 de janeiro de 2015.
Após o jogo, Tencati mostrou sua indignação com a briga. "Infelizmente, saio infeliz por tudo o que aconteceu. Queríamos um espetáculo de futebol e que, se o Londrina caísse, caísse dentro de campo, não da maneira que aconteceu. Despreparada a arbitragem. Tudo começou quando da expulsão do treinador, o quarto árbitro não o acompanhou até os vestiários e dali começou a confusão com o pessoal de apoio nosso aqui fora. Eu não compactuo, os jogadores não compactuam, a direção não compactua. O Londrina tem uma postura, é um clube formador e não concorda com tudo o que aconteceu", lamentou o treinador.
O Brasil avançou à decisão da Série D, o Londrina comemorou o acesso e o ano vitorioso que teve. O único que foi embora derrotado do Café na batalha de sábado à noite foi o futebol.
Valendo uma vaga na final da competição, a partida começou tensa já antes do árbitro apitar. Havia ficado um clima ruim desde o jogo de ida, em Pelotas, vencido pelo Brasil por 3 a 1. Houve muita reclamação por parte dos londrinenses em relação ao tratamento recebido no Rio Grande do Sul, assim como protesto formal em súmula do trio de arbitragem daquela partida com relação às ameaças sofridas vindas do time gaúcho.
O jogo de sábado era disputado sob forte tensão desde os minutos iniciais, com jogadas ríspidas de ambos os lados e muita reclamação alviceleste com relação à cera feita pelos jogadores do Brasil. O quarteto de arbitragem não teve pulso para controlar nem o ímpeto agressivo dos jogadores nem a cera gaúcha.
O Brasil foi para o intervalo vencendo por 1 a 0, gol de Nena. A vantagem dos gaúchos era imensa. O Londrina voltou para o segundo tempo com uma nova formação, mas em nova falha defensiva, Nena fez 2 a 0 com dois minutos de jogo. O Tubarão conseguiu o empate com Diogo Roque e depois Sílvio e foi aí que começou a confusão. O técnico Rogério Zimmermann foi expulso após reclamações. Na saída para os vestiários ele e membros da comissão técnica do Londrina deram início à confusão e a briga começou.
O cinegrafista da RBS TV, afiliada da Globo no Rio Grande do Sul, Jefferson Kickhofel, que registrava os incidentes, foi agredido por integrantes da comissão técnica do Londrina. Ele foi derrubado ao tentar proteger seu equipamento. Nas imagens divulgadas pela emissora, aparece o gerente de futebol do Londrina, Alex Brasil, exigindo que o cinegrafista apagasse as imagens registradas. "Apaga isso aí", gritava. Logo em seguida, ele foi derrubado.
O goleiro Eduardo Martini teria tentado proteger o cinegrafista. Neste momento, outros jogadores do Brasil chegaram e a briga ganhou grandes proporções, a ponto de um jogador reserva do time gaúcho chutar o rosto do roupeiro do Londrina, Chimbika, que ficou desacordado por cerca de 15 minutos. Ele passou a noite em observação, recebeu inúmeros pontos no rosto, mas já foi liberado e passa bem.
Ao final da confusão, o goleiro Eduardo Martini e o lateral-esquerdo do Londrina, Allan Vieira, foram expulsos. O Londrina já estava com a menos, já que Madison havia sido expulso minutos antes por chutar um adversário no chão.
Vários jogadores do Londrina, como os zagueiros Sílvio e Dirceu, além do técnico Cláudio Tencati e o auxiliar Aléssio, aparecem nas imagens tentando acalmar os ânimos.
O jogo recomeçou após quase 30 minutos de paralisação. Deu tempo ainda para o goleiro Vítor defender um pênalti cobrado por Nena.
Após a partida, Martini, o zagueiro Fernando Cardozo e o roupeiro do Brasil, Paulo Sérgio Tatu, que chegou a pegar um gancho de ferro que segurava as redes do gol durante a briga, foram encaminhados para a delegacia para esclarecimentos e liberados em seguida. O gestor do Londrina, Sérgio Malucelli, registrou boletim de ocorrência contra o trio. Já o cinegrafista Jeferson Kickhofel prestou queixa sobre agressão que sofreu. Uma audiência está pré-agendada no Juizado Especial Criminal para 9 de janeiro de 2015.
Após o jogo, Tencati mostrou sua indignação com a briga. "Infelizmente, saio infeliz por tudo o que aconteceu. Queríamos um espetáculo de futebol e que, se o Londrina caísse, caísse dentro de campo, não da maneira que aconteceu. Despreparada a arbitragem. Tudo começou quando da expulsão do treinador, o quarto árbitro não o acompanhou até os vestiários e dali começou a confusão com o pessoal de apoio nosso aqui fora. Eu não compactuo, os jogadores não compactuam, a direção não compactua. O Londrina tem uma postura, é um clube formador e não concorda com tudo o que aconteceu", lamentou o treinador.
O Brasil avançou à decisão da Série D, o Londrina comemorou o acesso e o ano vitorioso que teve. O único que foi embora derrotado do Café na batalha de sábado à noite foi o futebol.
Thiago Mossini
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA

