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FUTEBOL EM LONDRINA - 'Que a parceria dure mais 15 anos'

Felipe Prochet, presidente do LEC, destaca importância do acordo com SM Sports e garante interesse na renovação do contrato, que termina em 2020

Marcos Zanutto
Prochet assumiu o cargo em dezembro de 2013; mandato vai até o final de 2016
Profissionalização no quadro colaborativo do clube, construção de um centro de treinamentos para formação de jogadores, levantamento das potencialidades e de como explorá-las, licenciamento de produtos, instalação de museu e loja, e zeramento das dívidas. As palavras soavam como utopia para o Londrina até um passado recente. Porém, hoje são as mais debatidas nos corredores da sede administrativa do clube, no VGD e estão cada vez mais sendo colocadas em prática. Este renascimento do Tubarão ocorreu não apenas dentro de campo, onde voltou a ter conquistas e revelar jogadores por meio da parceria com a SM Sports. Mas o trabalho feito fora de campo também projeta um futuro animador ao clube mais popular do interior do Paraná.

A entrega da gestão do departamento de futebol a uma empresa especializada e com capital para garantir esse custo alto, com um acordo bem costurado e vantajoso para o clube, possibilitou tranquilidade à administração para botar a casa em ordem e projetar o futuro mais profissional, lucrativo e estruturado.

Estas foram as metas do ex-presidente Cláudio Canuto, que teve todo o tato para reduzir consideravelmente as dívidas trabalhistas, e continuam sendo do atual mandatário, Felipe Prochet, que fala dos projetos que estão em andamento de forma empolgada, com brilho nos olhos. Ele cuida pessoalmente da transformação pela qual passa o estádio VGD e percorre clubes pelo Brasil e pelo exterior em busca de exemplos do que pode ser feito no Tubarão. O presidente assumiu o cargo em dezembro de 2013 e o mandato dele vai até o final de 2016.

Tem o auxílio de conselheiros que fazem parte de uma nova geração e possuem uma nova visão do futebol, como o diretor de marketing Mário Henrique Cardoso, responsável por iniciativas, como o licenciamento de produtos, que futuramente podem gerar receita ao clube. Gente que vê que a única forma de tocar o clube sozinho, quando a SM Sports resolver sair, é tendo essa reestruturação e encarando o futebol como negócio.

"Daqui a dez anos o clube pode começar a pensar em caminhar sozinho, colhendo os frutos de hoje. Que a parceria dure mais 15 anos", celebra Prochet, rechaçando qualquer possibilidade de o clube não querer seguir com a parceria com a SM Sports após 2020, quando acaba o contrato atual de gestão.

No entanto, ele sabe que neste período é fundamental utilizar o dinheiro que entra nos cofres alvicelestes para essa estruturação. Apenas em 2014, a SM Sports repassou para o Londrina R$ 650 mil correspondentes aos 5% que o clube tem dinheiro em negociações de jogadores ao longo da temporada que acabou. Não estão computadas a transferência de Joel ao Cruzeiro, e as parcelas que faltam ser pagas em negociações parceladas, como a de Wendell ao Bayer Leverkusen, da Alemanha. O clube ainda faturou R$ 300 mil entre bilheterias e patrocínios e garantiu R$ 1 milhão da Timemania. Esse dinheiro vindo da loteria fica bloqueado e só pode ser usado para pagamentos de débitos com o governo federal, como impostos e encargos sociais e é o que o Londrina vem fazendo. O Tubarão conseguiu emplacar seu refinanciamento das dívidas, que giravam em torno de R$ 5,5 milhões. Pagou R$ 1,5 milhão de entrada e vem pagando parcelas de R$ 52 mil mensais. Hoje, o time é o 26º colocado no ranking das apostas, o que lhe garante um valor aproximado de R$ 80 mil mensais da loteria. Os 20 melhores deste ranking recebem uma fatia três vezes maior desse bolo, por isso, uma das metas alvicelestes é entrar neste grupo, o que significaria, pelos números atuais, mais 500 mil apostas durante um ano.

Com os números atuais, a expectativa de Prochet é de ver a dívida ser totalmente paga em no máximo cinco anos. "Nossa meta é estar com todas as certidões negativas em cinco anos, mas se subirmos de faixa na Timemania, esse processo pode cair para 2,5 anos", argumentou.

A prioridade nesta quitação se justifica. O clube tem um projeto de construção de um centro de treinamentos para as categorias de base e a ideia é ser beneficiado pela lei de incentivo ao esporte do governo federal.

O CT será de uso exclusivo para as categorias de base do clube e já há até um local possível para ser instalado: uma área próxima ao Catuaí Shopping, que pode ser comprada pelo clube. Caso o clube consiga a doação de uma área pública, o CT ficará no Distrito de São Luiz. "Estamos começando a fazer os orçamentos. Visitamos alguns CTs e conversamos com arquitetos e pessoas que participaram de projetos e construção de outros CTs. Estamos levantando os custos para tentarmos captar por meio de recursos federais. Muitos clubes construíram seus centros de treinamentos assim", lembrou o presidente, que acredita que a obra possa ser concluída até 2020.

ESCOLINHAS

Um dos projetos de Prochet é a disseminação das escolinhas oficiais do clube. Com o aumento no número de alunos, sobem também a receita do clube, a possibilidade de descoberta de novos talentos e também o número de torcedores mirins alvicelestes. A meta é chegar ao fim de 2015 com três mil alunos em 20 escolinhas franqueadas. O ex-jogador do clube, Adalberto de Jesus, foi contratado para coordenar as categorias de base e cuidar deste processo. No início do mês que vem, a primeira franquia já será inaugurada. Será em Ourinhos, no interior de São Paulo. "Vamos cobrar uma taxa anual de R$ 4 mil. Vamos dar um percentual dos jogadores revelados nas escolinhas para o dono da escola que o descobriu. A ideia é de que os melhores, as promessas, venham treinar no clube. Os 30 melhores de cada categoria. Vamos ampliar o número de torcedores também. O menino começa a torcer e também a sonhar em jogar pelo clube", projetou. Hoje, são 176 alunos na escolinha.
Thiago Mossini
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
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