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Retrato falado é arma para elucidar crimes

Técnica que auxilia na identificação de suspeitos será usada com mais frequência pela Polícia Civil

Celso Pacheco
A papiloscopista Amanda Santos Finato é a única responsável pela elaboração de retratos falados em Londrina
Londrina – Lembrar características de criminosos como o formato do rosto e dos olhos e a existência de cicatrizes e de manchas na pele contribui para a elucidação de casos investigados pela Polícia Civil. Os detalhes gravados na memória das vítimas são importantes para a elaboração do retrato falado, que deve ser produzido com mais frequência pelo Instituto de Identificação em Londrina.

A intenção do delegado chefe da 10ª Subdivisão da Polícia Civil em Londrina, Sebastião dos Santos Neto, é aumentar os pedidos de elaboração de retratos falados. Segundo ele, a pouca demanda pelo serviço chamou a atenção da equipe. "Percebi que não existia um protocolo para encaminhar as vítimas para o retrato falado. É um procedimento que ajuda na investigação e que não pode demorar muito para ser feito. A tendência é que a pessoa se esqueça de algumas características. Quando você mostra uma fotografia de um suspeito qualquer antes da elaboração do retrato falado, você compromete todo o trabalho", explicou.

Conforme o delegado, a orientação a partir de agora é para que os investigadores registrem a descrição detalhada da ocorrência e encaminhem a vítima para a sede do Instituto de Identificação, onde a imagem do suspeito é produzida. Só após a elaboração do retrato falado é que fotografias de suspeitos poderão ser mostradas às vítimas.

Em todo o ano passado, 132 retratos falados foram produzidos no Paraná. Desse total, pouco mais de 20 foram elaborados em Londrina. Este tipo de trabalho também é feito em Curitiba e Foz do Iguaçu. A papiloscopista do Instituto de Identificação, Amanda Santos Finato, é a única responsável pelo processo de elaboração de retratos falados em Londrina. O sistema foi implantado há menos de um ano. "A principal demanda que nós temos aqui está relacionada a crimes sexuais. O retrato falado reduz o universo de suspeitos e o laudo final produzido aqui instrui o inquérito", explicou.

Uma técnica específica é utilizada para entrevistar as vítimas. Todas as informações são coletadas, inclusive sobre o modus operandi do criminoso. O retrato falado é produzido com a ajuda de um banco de imagens da Polícia Federal, com modelos de formatos de rosto, olhos, nariz e boca, além dos possíveis acessórios e disfarces. As entrevistas duram aproximadamente três horas.

A sede de Londrina do Instituto de Identificação atende a população de 23 municípios da região. Para o delegado Santos Neto, por enquanto, a estrutura é suficiente para atender a demanda.

REESTRUTURAÇÃO

Um laboratório papiloscópico deve ser implantado no complexo técnico do instituto em Londrina. Alguns materiais já foram encaminhados para o imóvel da Rua Maranhão, no centro. Outros equipamentos são aguardados pela equipe.

De acordo com o chefe do Instituto de Identificação em Londrina, Fabrício Marques Severino, a nova estrutura vai auxiliar os trabalhos de investigação. "Antes os laboratórios eram centralizados em Curitiba. Todo o material apreendido tinha que ser enviado para a capital. Com a nova direção do instituto, a tendência é descentralizar os laboratórios para dar mais celeridade nas respostas dos laudos de locais de crimes e nos atendimentos", destacou. O laboratório, segundo ele, vai auxiliar na elaboração de uma análise técnica mais completa. No entanto, não há prazo para a implantação da nova estrutura.
Viviani Costa
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
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