Médicos peritos aderem à greve no INSS
Após 54 dias de paralisação dos servidores da Previdência, médicos também vão parar e prometem manter apenas 30% do atendimento

Servidores públicos federais da Saúde, Trabalho, Previdência e Ação Social de Londrina votaram a continuidade da greve ontem
Os médicos peritos da Previdência Social entram em greve por tempo indeterminado a partir de hoje em todo o Brasil, o que deve aumentar a paralisação dos serviços nas unidades do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já prejudicados pela greve dos servidores administrativos, que completa 55 dias.
Segundo a secretária da Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP), Clarissa Coelho Bassin, as gerências do Paraná aderiram à greve e devem manter 30% do atendimento, principalmente para os segurados que necessitam da primeira perícia para cobertura por meio da entrada no auxílio-doença, além do atendimento dos grupos prioritários.
"Esperamos que a agenda seja reorganizada pelo INSS, pois os médicos não possuem essa autonomia. Além disso, sugerimos que os segurados compareçam nas perícias agendadas mesmo que seja apenas para remarcar uma nova data para garantir o pagamento do benefício até a próxima perícia", explicou.
De acordo com ela, os médicos reivindicam a reposição de 27% nos salários referente aos últimos cinco anos, quando a categoria recebeu aumento anual abaixo dos índices da inflação. A ANMP também cobra a reestruturação da carreira e afirma que 70% dos requerimentos do INSS passam pelos médicos. "Além das perícias, outras 64 atividades são realizadas pelos profissionais que atendem os ministérios da Previdência, Planejamento, Saúde, Justiça e outros órgãos federais", acrescentou.
Clarissa ainda lembrou que desde 2011 cerca de 2.500 médicos peritos pediram demissões, sendo que aproximadamente 500 reposições foram realizadas por meio de concursos públicos. "Hoje, a defasagem é de 2 mil profissionais em todo o País. Por isso, reivindicamos novos concursos sem a terceirização dos serviços", afirmou.
O integrante do Comando de Greve do Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Ação Social do Estado do Paraná (Sindprevs) Maurício Barros informou que a categoria aprovou a continuidade da greve em assembleia ontem na sede do INSS, na avenida Duque de Caxias, em Londrina. O sindicato realiza hoje um ato público na unidade do Jardim Shangri-lá, zona oeste, em busca de novas adesões. "A paralisação dos médicos peritos também vai fortalecer o movimento na cidade e em todo País", opinou.
Em seguida, uma nova assembleia deve ocorrer para discutir o corte do ponto na gerência de Londrina, o que não teria ocorrido em outras regiões do Paraná. "As negociações foram abertas com a gerência, mas ainda não foi confirmado que o desconto no salário não será realizado novamente. Essa é uma medida autoritária e antidemocrática, já que a greve não foi julgada ilegal e ainda deixou servidores em uma condição difícil, sem salários com a necessidade de ajuda de amigos e parentes", afirmou Barros.
Segundo a secretária da Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP), Clarissa Coelho Bassin, as gerências do Paraná aderiram à greve e devem manter 30% do atendimento, principalmente para os segurados que necessitam da primeira perícia para cobertura por meio da entrada no auxílio-doença, além do atendimento dos grupos prioritários.
"Esperamos que a agenda seja reorganizada pelo INSS, pois os médicos não possuem essa autonomia. Além disso, sugerimos que os segurados compareçam nas perícias agendadas mesmo que seja apenas para remarcar uma nova data para garantir o pagamento do benefício até a próxima perícia", explicou.
De acordo com ela, os médicos reivindicam a reposição de 27% nos salários referente aos últimos cinco anos, quando a categoria recebeu aumento anual abaixo dos índices da inflação. A ANMP também cobra a reestruturação da carreira e afirma que 70% dos requerimentos do INSS passam pelos médicos. "Além das perícias, outras 64 atividades são realizadas pelos profissionais que atendem os ministérios da Previdência, Planejamento, Saúde, Justiça e outros órgãos federais", acrescentou.
Clarissa ainda lembrou que desde 2011 cerca de 2.500 médicos peritos pediram demissões, sendo que aproximadamente 500 reposições foram realizadas por meio de concursos públicos. "Hoje, a defasagem é de 2 mil profissionais em todo o País. Por isso, reivindicamos novos concursos sem a terceirização dos serviços", afirmou.
LONDRINA
O integrante do Comando de Greve do Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Ação Social do Estado do Paraná (Sindprevs) Maurício Barros informou que a categoria aprovou a continuidade da greve em assembleia ontem na sede do INSS, na avenida Duque de Caxias, em Londrina. O sindicato realiza hoje um ato público na unidade do Jardim Shangri-lá, zona oeste, em busca de novas adesões. "A paralisação dos médicos peritos também vai fortalecer o movimento na cidade e em todo País", opinou.
Em seguida, uma nova assembleia deve ocorrer para discutir o corte do ponto na gerência de Londrina, o que não teria ocorrido em outras regiões do Paraná. "As negociações foram abertas com a gerência, mas ainda não foi confirmado que o desconto no salário não será realizado novamente. Essa é uma medida autoritária e antidemocrática, já que a greve não foi julgada ilegal e ainda deixou servidores em uma condição difícil, sem salários com a necessidade de ajuda de amigos e parentes", afirmou Barros.
Rafael Fantin
Reportagem local-folha de londrina
Reportagem local-folha de londrina


