PARANAENSE-2016 - CAPITAL X INTERIOR
Pela proposta apresentada, Trio de Ferro terá verba de televisão 40% maior que os demais participantes do campeonato

A Federação Paranaense de Futebol deverá oficializar hoje junto aos clubes a proposta da rede de televisão detentora dos direitos de transmissão do Campeonato Paranaense 2016. Segundo o que a FOLHA apurou, o valor pago aos clubes da capital será quase 40% maior em relação aos times do interior. Juntos, Coritiba, Atlético e Paraná Clube vão embolsar R$ 5,3 milhões, enquanto o restante dos participantes terá R$ 3,8 milhões.
Os donos das maiores cotas serão Furacão e Coxa, que vão receber R$ 2,2 milhões cada. O Tricolor da Vila Capanema aparece logo abaixo na lista, com R$ 900 mil. Encabeçando a lista do interior está o Londrina, que terá um contrato no valor de R$ 600 mil, enquanto o restante - FC Cascavel, PSTC, Rio Branco, Toledo, Maringá, Foz do Iguaçu, Operário e J.Malucelli - receberá cerca de R$ 400 mil cada. Vale ressaltar que o Jotinha tem sede em Curitiba, mas recebe cota como clube do interior.
Um dos principais oponentes aos contratos anteriores firmados com a tevê, o Tubarão bateu o pé para receber mais e usou como argumentos o título estadual conquistado em 2014 e a vaga na Série B do Campeonato Brasileiro, obtida em 2015. Os valores ficaram acordados em uma reunião realizada na capital na última quarta-feira (23), restando somente a assinatura dos contratos, que ficou para depois do Natal.
O presidente do PSTC, caçula da primeira divisão, Mário Iramina, classificou os valores acordados como "razoáveis". "Está tudo acordado. Será algo em torno de R$ 360 mil, já descontados os impostos e outras coisas. Houve uma certa discordância geral no início, pois tinha outra emissora interessada, mas ela desistiu, o páreo ficou sem concorrência e tivemos que aceitar o que nos foi oferecido. Como caçula do campeonato, vejo que é melhor que o que estava previsto", conformou-se, lembrando que até este ano, os clubes do interior receberam pouco mais de R$ 280 mil.
Por outro lado, Arif Osman, presidente do Foz do Iguaçu, semifinalista deste ano, mostrou-se totalmente contrário aos valores indicados e prometeu se movimentar para mudar a situação. "Não concordo com os valores, acho ridículo. Tudo bem que Atlético e Coritiba tenham que receber um valor maior, mas por que Paraná e Londrina terão mais dinheiro se a representatividade deles é do mesmo nível mesma de um Operário, por exemplo? Não vejo por que haver diferença se estamos disputando um campeonato estadual e não um nacional. A cota tinha que ser a mesma para todos. Espero que os clubes do interior se unam para reverter essa situação", convocou.
Rafael Souza
Reportagem Local
Reportagem Local
FOLHA DE LONDRINA


