Matrículas da Uenp de Bandeirantes caem 52%





Nos últimos seis anos, total de estudantes no campus Luiz Meneghel passou de 2,2 mil para cerca de mil matriculados

Carlos Almeida/Divulgação
Em recente reunião na Uenp de Bandeirantes, secretário de Ensino Superior, João Gomes, se comprometeu a avaliar a situação da instituição

Bandeirantes – O campus Luiz Meneghel da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp) perdeu, nos últimos seis anos, 1,2 mil alunos, de acordo com recente levantamento. Hoje, com um pouco mais de mil estudantes, acumula uma queda de 52% do quadro discente. A situação preocupa e foi tema de reunião na semana passada entre representantes da sociedade civil e autoridades públicas, durante visita de rotina do secretário de Ciências, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, ao campus. Participaram do encontro Fátima Paduan, reitora da UENP, Ederson Sgarbi, diretor do campus, Celso Silva (PDT), prefeito de Bandeirantes, Romeu Furlan, vice-prefeito, Sônia Zambone, presidente da Câmara de Vereadores, Carlota Rensi Meneghel, empresária, entre outros.
Segundo o prefeito, a diminuição de alunos preocupa, compromete e agrava o cenário econômico e social. "Não dá para aceitar pacificamente este esfacelamento de uma das faculdades de Agronomia mais respeitadas de nosso Estado e País. A Luiz Meneghel é um patrimônio histórico dos bandeirantenses", defende.
Para ele, a diminuição de alunos é consequência da mudança do sistema de vestibular, que passou a ser realizado uma vez ao ano com oferta menor de vagas em seus cursos. "Na época em que houve esta mudança, acredito que faltou comunicação. O que está ocorrendo hoje é um desequilíbrio, pois os municípios que possuem universidades públicas e privadas têm entre seus fomentos econômicos e sociais, a movimentação dos estudantes. É preciso abrir discussão, unir forças para reverter este perigoso quadro", enfatiza Silva.
A reitora da UENP, Fátima Paduan, afirmou que a redução de alunos ocorreu em função de vários fatores. Segundo ela, os cursos de licenciatura, por exemplo, vem tendo menos procura desde 2012. Outro fator preponderante apontado por Fátima é o grande número de cursos à distância que são oferecidos por milhares de instituições de ensino superior. O curso de Ciências Biológicas também teve redução na procura. No caso especifico do curso de Agronomia, carro chefe do campus de Bandeirantes, a mudança no sistema de ensino também dispersou pretendentes. Antes da estadualização da Faculdade de Agronomia, o curso tinha um sistema de crédito, era semestral e o aluno poderia ficar na instituição o tempo necessário para se formar. Hoje o curso é anual e o aluno não pode reprovar uma disciplina mais de duas vezes, caso contrário ele fica retido.
A reitora Fátima Paduan explicou que os cursos de Ciências Biológicas são ofertados no período integral com duração de quatro anos, e isto também desestimula muitos alunos. "No caso da Agronomia, foram retiradas 30 vagas para garantir a qualidade e o alto padrão daquela instituição. Mas estamos concentrando esforços para buscar alternativas que permitam maior acesso de alunos não apenas no campus Luiz Meneghel, mas também no de Cornélio Procópio e em Jacarezinho, sede da Uenp. Uma das alternativas pode ser o SISU (Sistema de Seleção Unificada) do Ministério da Educação. Todas as vezes que sobrarem vagas, poderemos aproveitar os alunos que fizeram esta opção", observa a reitora. Ela informou que a instituição está preparando um documento técnico com todas as informações, gráficos e dados referentes ao desempenho da Uenp nos últimos quatro anos.
Após receber documento sobre a situação da Uenp de Bandeirantes, o secretário João Carlos Gomes se mostrou preocupado e sugeriu uma nova reunião para tratar especificamente sobre o assunto.
Marcos André de Brito
Especial para a FOLHA DE LONDRINA

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