Norte Pioneiro pode perder unidade militar



Uma equipe do Exército vistoria nesta semana as instalações do Tiro de Guerra; prefeitura garante que começará obras em 20 dias


Santo Antônio da Platina – Esta semana pode ser decisiva para o Tiro de Guerra (TG) 05-004 de Santo Antônio da Platina. Uma equipe de engenharia do Exército Brasileiro está na cidade para avaliar as condições daquela unidade militar, que passa pelo seu pior momento, desde que foi criada em 1929. A falta de manutenção, por parte da prefeitura do município obrigou o comando do TG a suspender instruções e atividades nas instalações internas e no pátio de instrução.
No início deste ano, o chefe de instrução, subtenente Elvandir Machado Taugen encaminhou ao Exército, relatório com a descrição das reais condições do prédio. O documento, acompanhado de fotos, revelam que grande parte da estrutura está comprometida com rachaduras nas paredes, buraco no solo ao lado da sala de armamento, deslocamento do forro junto à parede na sala de instruções e palestras, rachaduras nas paredes dos banheiros, dos vestiários, do dormitório, fiação elétrica danificada e o pátio externo totalmente destruído.
O TG de Santo Antônio da Platina é um dos cinco existentes no Norte Pioneiro, as outras unidades estão sediadas em Cornélio Procópio, Cambará, Jacarezinho e Bandeirantes. A iniciativa de comunicar ao comando militar a real situação do TG foi definida depois que o chefe de instrução, Elvandir Machado, não recebeu resposta oficial da prefeitura sobre o pedido de reforma nas dependências.
No documento encaminhado ao comando do Exército, o subtenente Machado ressalta que é necessária uma reforma total da unidade para que os trabalhos possam continuar cumprindo a finalidade com a segurança na instrução e formação dos 50 novos atiradores em atividade este ano. Machado esclareceu no documento que vários contatos foram mantidos com o secretário municipal de Planejamento, Serviços e Obras, Orlando Pimentel, que esteve várias vezes no TG constatando a necessidade da manutenção.
Em março deste ano, o responsável pelo Departamento de Arquitetura e Urbanismo da prefeitura, Daniel Vidal da Silva, o secretário de Planejamento, Orlando Pimentel e o engenheiro Rodrigo Augusto Carvalho, diretor do Departamento de Engenharia da prefeitura estiveram vistoriando as dependências do TG e constataram que a unidade precisa de reparos, mas que ela poderia prosseguir com as instruções.
"Não faço mais as instruções no prédio e sim na quadra de esportes. Os chuveiros não funcionam e os atiradores após todas as atividades que realizam, tomam banho em suas casas, ao contrário do que deveria normalmente ocorrer", contou o instrutor.
O subtenente Machado informou que nesta semana o Tiro de Guerra recebe a visita do general Carlos Alberto Mansur, novo comandante da 5ª Região Militar que já conhece os problemas e está preocupado com a situação. "É lamentável esta realidade, enquanto que sedes militares de Jacarezinho, Cambará, Bandeirantes e Cornélio Procópio estão muito melhores que a nossa", comentou.

OUTRO LADO
O prefeito Pedro Claro, que não deve concorrer à reeleição este ano, lamenta a atual situação e reconhece que realmente há um problema sério para ser solucionado. Ele explicou que a falta de servidores no setor de obras prejudica toda a estrutura de serviços no município. A Prefeitura de Santo Antônio da Platina possui apenas um pedreiro e quatro auxiliares para realizar serviços de galerias de águas pluviais, recuperação de pontes, pequenos consertos em todas as repartições públicas do município. "Nosso índice está no limite e não há como contratar. Tivemos o problema das chuvas em fevereiro e março. Se conseguimos uns dez ou 15 dias para trabalhar foi muito e, com isso, os problemas foram se acumulando. O Tiro de Guerra é também uma prioridade da administração, mas devemos levar em conta que há necessidades e necessidades e vamos dando atenção e resolvendo aquelas que mais necessitam de atenção imediata. O Tiro de Guerra será atendido sim", enfatizou Pedro Claro.
O secretário de Planejamento garantiu que, no máximo, em 20 dias, o pedreiro e seus auxiliares estarão trabalhando nas dependências do Tiro de Guerra. "Inclusive já temos o material comprado, portanto, acredito que este prazo de 20 dias seja o suficiente para que consigamos levar a equipe de obras para lá", garantiu.
Marcos André de Brito
Especial para a FOLHA DE LONDRINA
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