Multas de trânsito aumentam 114% em Londrina
A quantidade de multas de trânsito aplicadas em Londrina entre os meses de janeiro e outubro saltou de 100.455 em 2015 para 214.874 em 2016. O aumento de 114% superou o crescimento observado no Estado. De janeiro a outubro de 2016 foram aplicadas quase 310 mil multas a mais no Paraná em relação ao mesmo período do ano anterior, o que equivale a um crescimento de 14% no número de autuações. Até outubro, o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) registrou 2.562.500 infrações na área urbana e nas rodovias estaduais.
Com o crescimento expressivo de multas aplicadas em Londrina, a cidade subiu da 5ª posição para a 3ª no ranking das que mais autuam, perdendo apenas para Curitiba e Maringá. Entre os motivos para o aumento na quantidade de infrações punidas em Londrina estão o reforço na fiscalização com a instalação de radares e videomonitoramento, contratação de mais agentes de trânsito e falta de conscientização dos motoristas.
O diretor de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Hemerson Pacheco, lembra que os novos equipamentos eletrônicos que auxiliam a fiscalização foram instalados em junho, após um período de três anos sem as câmeras. "Nós estávamos priorizando a questão da educação no trânsito. A multa era o último recurso. Agora já começa a haver um decréscimo na quantidade de infrações", destacou. Os equipamentos foram instalados em pontos estratégicos da cidade. Conforme a CMTU, a cada 300 veículos que passaram pelos radares, um cometeu infração de trânsito no mês de junho. Em outubro, foi registrada uma infração a cada 634 veículos.
Vinte novos agentes de trânsito passaram a integrar a equipe da CMTU desde o final do ano passado. Ao todo, 50 fiscais se revezam em diferentes turnos. Dirigir sem o cinto de segurança, dirigir falando ao celular e estacionar em desacordo com a regulamentação estão entre as principais infrações identificadas pelas equipes em 2016. "Ainda há muito que se melhorar na educação do trânsito. Percebemos que os motoristas já estão se policiando mais. O comportamento melhorou e o número de vítimas de acidentes vem caindo, mas estamos engatinhando nessa questão", concluiu o diretor de trânsito. A quantidade de infrações médias aumentou 180% em Londrina, segundo dados do Detran. No Paraná, o crescimento foi de 28%.
A pressa dos condutores e a desatenção também foram citados pelo chefe da Divisão de Autos e Processos de Infrações do Detran-PR, Rodrigo Kozakiewicz, como razões para o crescimento da quantidade de autuações em todo o Estado. "Mesmo com mais radares, se o condutor respeitasse o limite de velocidade, não haveria infração. O radar é fixo e está ali. Os condutores têm conhecimento. Quem respeita a legislação não é multado", ressaltou.
Com o reajuste nos valores das multas desde 1º de novembro, a expectativa é que os motoristas passem a transitar de acordo com a lei. Falar ou manusear o celular enquanto dirige, por exemplo, deixou de ser infração média e passou a ser classificada como gravíssima. O valor aumentou de R$ 85,13 para R$ 293,47. "Só a educação no trânsito não vai conseguir mudar o comportamento dos motoristas. Esses valores estavam defasados. A expectativa é que haja uma redução no balanço de infrações a partir do ano que vem. Ainda assim, é preciso trabalhar com a educação, mas desde a pré-escola para conscientizar as crianças", defendeu.
Os valores arrecadados com o pagamento das infrações são revertidos para as ações de educação, sinalização viária, projetos de engenharia de tráfego, policiamento e fiscalização de trânsito.
Com o crescimento expressivo de multas aplicadas em Londrina, a cidade subiu da 5ª posição para a 3ª no ranking das que mais autuam, perdendo apenas para Curitiba e Maringá. Entre os motivos para o aumento na quantidade de infrações punidas em Londrina estão o reforço na fiscalização com a instalação de radares e videomonitoramento, contratação de mais agentes de trânsito e falta de conscientização dos motoristas.
O diretor de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Hemerson Pacheco, lembra que os novos equipamentos eletrônicos que auxiliam a fiscalização foram instalados em junho, após um período de três anos sem as câmeras. "Nós estávamos priorizando a questão da educação no trânsito. A multa era o último recurso. Agora já começa a haver um decréscimo na quantidade de infrações", destacou. Os equipamentos foram instalados em pontos estratégicos da cidade. Conforme a CMTU, a cada 300 veículos que passaram pelos radares, um cometeu infração de trânsito no mês de junho. Em outubro, foi registrada uma infração a cada 634 veículos.
Vinte novos agentes de trânsito passaram a integrar a equipe da CMTU desde o final do ano passado. Ao todo, 50 fiscais se revezam em diferentes turnos. Dirigir sem o cinto de segurança, dirigir falando ao celular e estacionar em desacordo com a regulamentação estão entre as principais infrações identificadas pelas equipes em 2016. "Ainda há muito que se melhorar na educação do trânsito. Percebemos que os motoristas já estão se policiando mais. O comportamento melhorou e o número de vítimas de acidentes vem caindo, mas estamos engatinhando nessa questão", concluiu o diretor de trânsito. A quantidade de infrações médias aumentou 180% em Londrina, segundo dados do Detran. No Paraná, o crescimento foi de 28%.
A pressa dos condutores e a desatenção também foram citados pelo chefe da Divisão de Autos e Processos de Infrações do Detran-PR, Rodrigo Kozakiewicz, como razões para o crescimento da quantidade de autuações em todo o Estado. "Mesmo com mais radares, se o condutor respeitasse o limite de velocidade, não haveria infração. O radar é fixo e está ali. Os condutores têm conhecimento. Quem respeita a legislação não é multado", ressaltou.
Com o reajuste nos valores das multas desde 1º de novembro, a expectativa é que os motoristas passem a transitar de acordo com a lei. Falar ou manusear o celular enquanto dirige, por exemplo, deixou de ser infração média e passou a ser classificada como gravíssima. O valor aumentou de R$ 85,13 para R$ 293,47. "Só a educação no trânsito não vai conseguir mudar o comportamento dos motoristas. Esses valores estavam defasados. A expectativa é que haja uma redução no balanço de infrações a partir do ano que vem. Ainda assim, é preciso trabalhar com a educação, mas desde a pré-escola para conscientizar as crianças", defendeu.
Os valores arrecadados com o pagamento das infrações são revertidos para as ações de educação, sinalização viária, projetos de engenharia de tráfego, policiamento e fiscalização de trânsito.
Viviani Costa
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA


