LONDRINA - Vocação universitária
Fábio Alcover


Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, Londrina conta com 15 instituições de ensino superior, que ofertam ao todo 235 cursos de graduação e 373 de pós, incluindo especializações, residências, mestrados e doutorados. Juntas, elas somam cerca de 40 mil alunos, boa parte vindos de outras cidades, o que deu origem a uma outra característica de Londrina: o grande número de repúblicas estudantis. Muitos retornam depois de conquistarem a formação que vieram buscar. Outros se encantam pela cidade de tal modo que decidem não mais voltar.
Essa vocação universitária de Londrina teve início entre o final da década de 1950 e começo dos anos 1960, quando foram criados os primeiros cursos superiores que mais tarde dariam origem à Universidade Estadual de Londrina (UEL). Ela que, aliás, é a principal responsável pela reputação que a cidade ganhou de polo universitário. Dentre os muitos fatores que fizeram da UEL referência de ensino superior de qualidade, a reitora Berenice Jordão destaca a qualificação do corpo docente. "A UEL congrega profissionais altamente qualificados: 90% dos nossos docentes são mestres ou doutores e isso é bastante propulsor para a universidade", avalia. Com essa concentração de conhecimento, a UEL se tornou fonte de soluções de problemas e de desenvolvimento para a cidade, além de oferecer uma série de serviços para a comunidade.
Nos seus 45 anos, a UEL já formou mais de 75 mil profissionais de vários cantos do País. "Muitos deles permanecem aqui depois de formados e contribuem para o desenvolvimento da cidade e da região", conta a reitora. "Temos muitos ex-alunos bem-sucedidos no mercado do trabalho, tanto no Brasil, quanto fora", acrescenta.
A psicóloga Josiane Zorzenon está entre os muitos que decidiram ficar. Quando saiu de Ribeirão Preto (SP) para prestar vestibular em outras cidades, a UEL era a última opção, por ser a mais distante de casa. Quando se formou, em 2012, depois de cinco anos em Londrina, a distância já não era problema. "Assim que me formei, comecei a fazer pós-graduação e fui ficando. Acho que estava procurando motivos para ficar porque não queria voltar para casa. Gosto muito de Londrina e não quis voltar a morar com meus pais depois de cinco anos fora", argumenta.
Juliana Gonçalves
Especial para a FOLHA DE LONDRINA
Especial para a FOLHA DE LONDRINA


