Campanha vacina 500 cães em Londrina



Meta é imunizar cães de rua que foram adotados e cujos donos não têm condições de pagar a vacina


Centenas de donos de cães levaram seus animais de estimação para vacinar gratuitamente no sábado (18), em Londrina. Os pets foram imunizados contra diversas viroses que podem provocar até a morte. A iniciativa foi promovida pela ONG SOS Vida Animal e aconteceu na zona norte da cidade.

A vacinação foi promovida na sede da Associação Flávia Cristina, que fica na Avenida Saul Elkind, no conjunto Parigot de Souza. Os animais receberam uma dose da vacina V8, que previne cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa, adenovirose, coronavirose, parainfluenza e leptospirose.

"Nossa meta é vacinar 500 animais. Essa campanha está sendo patrocinada pela Venco Farma e tem como objetivo atender cachorros que eram de rua e foram recolhidos por seus donos atuais. Pretendemos atingir principalmente as pessoas que não têm condições de pagar pela dose, que custa em média R$ 20 em clínicas particulares", afirmou Nina Biagini, diretora da SOS Vida Animal.

A presidente da ONG explicou que a imunização pode prevenir até mesmo a morte dos cães causada por viroses. "As doenças que são evitadas pela vacina podem causar muito sofrimento e mortes de forma terríveis nos animais. Cães adultos devem receber uma dose anual da vacina. Já os filhotes necessitam de três doses por ano", esclareceu Carol Gavetti.

A campanha de vacinação contou com a participação de dez alunos dos cursos de Veterinária da Universidade Estadual e Londrina (UEL) e Unifil. "Além de receber a vacina, os cães passaram por um processo de vermifugação e, em alguns casos, receberam remédio contra pulgas e carrapatos. A equipe de estudantes nos auxiliaram nesta tarefa", detalhou Nina.

A vacinação atraiu moradores de diversos locais da cidade e de várias idades. "Moro na zona sul, mas quando soube desta campanha pela internet fiz questão de trazer meu cachorro. Acho essas ações preventivas muito importantes, ainda mais para quem não pode pagar pela vacina", salientou a comerciante Cícera Rosa.

"Recolhi cinco cachorros da rua. Hoje trouxe dois para receberem a vacina. É importantíssimo protegê-los contra essas doenças todas", enfatizou Roseli Carvalho, que trabalha como auxiliar de laboratório. "Tenho meu cachorro há um ano e meio e sempre o levo para campanhas de vacinação", afirmou Luiz Fernando Hencklin.


Leptospirose canina pode ser prevenida


A leptospirose é uma doença séria que afeta os cães e também os humanos. Apesar de não se ouvir muito sobre ela, é muito comum e pode se tornar mais frequente em períodos de chuva. A lepto, também conhecida como a doença da urina do rato, pode ser fatal e atinge os cães de forma grave nos rins e no fígado. "A leptospirose é altamente letal e a principal forma de transmissão se dá pela urina do rato", alerta a veterinária Larissa Salles Teixeira, da Venco Saúde Animal.

Trata-se de uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero Leptospira e que estão distribuídas no mundo todo, segundo a veterinária da Venco, em cerca de 250 sorovares, agrupados em sorogrupos, ou seja, são diversas bactérias classificadas de acordo com suas características antigênicas. "O rato abriga essa bactéria nos túbulos renais e quando ele urina elimina a bactéria, podendo contaminar o ambiente, a água, o solo e os alimentos, sendo fonte de transmissão para os cachorros e para os humanos", alerta Larissa, lembrando que em períodos de chuva, como no verão, os cuidados precisam ser redobrados. "Uma vez que o cachorro está infectado, ele se transforma em uma fonte de transmissão para o homem. Essa é uma das principais doenças que temos hoje em questão de saúde pública".

Larissa observa que a Leptospira pode penetrar na pele íntegra, com pequenas feridas ou mesmo nas mucosas. E tanto as espécies domésticas, como as silvestres são capazes de adquirir a infecção e se tornar portadoras e serem fontes de transmissão, inclusive para o homem. "O cão, principalmente por seu contato íntimo com as pessoas, se torna a principal fonte de leptospirose humana, podendo eliminar as bactérias na urina, ainda que não manifeste nenhum sintoma".
O mais importante, reforça a veterinária, é que a doença tem prevenção. "Essa é a parte mais importante quando se fala em leptospirose. E a principal forma de prevenir é por meio da vacinação", ressalta. Larissa lembra que a prevenção contra a lepto normalmente está contemplada nas vacinas múltiplas, contra cinomose ou parvovirose, por exemplo. Quando se fala em vacina para lepto, o importante é que ela contemple pelo menos os principais sorovares encontrados na região, dentre os mais de 250 tipos já identificados. "A vacina que tiver a maior quantidade de sorovares fornece maior proteção", pontua. A Venco, por exemplo, trabalha com as vacinas Vencomax 8, 11 e 12 que possuem essa proteção, sendo que a mais abrangente é a Vencomax 12, que além de proteger contra as principais doenças infecciosas de cães, protege contra 7 sorovares de leptospira, tornando-se a mais completa do mercado.

Também é preciso pensar no controle dos roedores, alerta a veterinária. "É fundamental dificultar o acesso deles à ração do cão, não deixar o saco de ração aberto ou em local de fácil acesso e evitar acúmulo de lixo e entulho no quintal. A ração é um atrativo e o animal vem buscando esses restos de comida", explica.
A doença, conforme Larissa, pode causar sintomas tanto no cão quanto no homem, embora também possa ser assintomática no cão. Nos sintomas iniciais, o cachorro apresenta febre, vômito, diarreia, que não são específicos da doença e podem passar despercebidos. Em quadro mais avançado, a icterícia e a insuficiência renal aguda são as principais manifestações clínicas. No ser humano também pode causar insuficiência renal ou hepática, meningite e inflamação no músculo do coração, por exemplo. Se não for tratada corretamente, pode ser fatal.
O diagnóstico, segundo a veterinária, é feito levando em conta algumas informações do animal, histórico de vacinação, se ele entrou em contato com água contaminada, enchente, alagamento ou roedores e também através de exames laboratoriais mais apurados, buscando a identificação dos anticorpos ou do próprio microrganismo.
A doença tem tratamento, mas segundo Larissa depende da precocidade com que se consegue detectar a enfermidade. É feito à base de antibióticos, reposição de líquidos e até transfusão sanguínea se o animal estiver em um quadro de anemia grave.
Marcos Roman
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA
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