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Governador do Paraná pede autorização para passar seis dias em Londres

Beto Richa e a primeira-dama Fernanda Richa foram condenados pela 3ª Vara da Fazenda Pública a restituir os recursos "irregularmente" empenhados em viagem a Paris em 2015

Curitiba –O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), pediu autorização à Assembleia Legislativa (AL) para fazer nova viagem ao exterior. O destino é Londres, no Reino Unido, onde acontece o "Global Expansion Summit", de 18 a 20 de junho. A solicitação é do dia 15 ao 21 do mesmo mês. O evento deve reunir mais de 1.000 pessoas, de 62 países, entre empresários, investidores e políticos.

Marcos Zanutto
Marcos Zanutto


A leitura do ofício, por parte do presidente em exercício da AL, Guto Silva (PSD), gerou polêmica durante a sessão plenária desta segunda-feira (12). O líder da oposição, Tadeu Veneri (PT), disse que encaminhará um requerimento exigindo explicações do Executivo.

Procurada pela FOLHA, a assessoria de imprensa do Palácio Iguaçu informou que Beto embarcará antes em razão do feriado de Corpus Christi, na quinta-feira (15). Na data seguinte, as repartições públicas do Estado estarão em recesso. Ainda segundo o governo, o tucano arcará com os custos de hospedagem dos três primeiros dias. Além dele, faz parte da comitiva o secretário de Estado da Fazenda, Mauro Ricardo Costa. A viagem se torna oficial no dia 18 de junho, quando começa o evento. A partir de então que os valores utilizados virão do caixa do Estado.

"PARADA TÉCNICA"

Também nesta segunda, veio a público a notícia de que Beto, a primeira-dama, Fernanda Richa, e o governo do Estado precisarão restituir os recursos "irregularmente" empenhados em uma estadia em um hotel de luxo na capital francesa. O despacho, do juiz Roger Vinicius Pires de Camargo Oliveira, da 3ª Vara da Fazenda Pública, é de quinta-feira (8). Ainda cabe recurso.

A sentença responde a uma ação civil pública proposta, entre outros, por Rodrigo Tomazini e Bernardo Pilotto, candidatos ao Palácio Iguaçu pelo PSTU e pelo Psol, respectivamente, em 2014; Gisele Ricobom, professora da Universidade Federal da Integração Latino-Americana; Ramon Prestes Bentivenha, advogado; e Xênia Mello, advogada e candidata à prefeitura de Curitiba pelo Psol em 2016.

OUTRO LADO

Em nota, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) disse que considera a decisão equivocada, "pois tais valores já foram restituídos voluntariamente ao final da missão internacional que teve por escopo a busca de investimentos e empregos para o Paraná. Os valores ressarcidos aos cofres públicos, inclusive, foram superiores aos utilizados na parada técnica na França. Assim sendo, o Estado apresentará recurso contra a decisão de forma a ser restabelecida a justiça ao caso concreto".
Mariana Franco Ramos
Grupo FOLHA DE LONDRINA

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