Menos pessoas sem renda
O Paraná registrou uma das menores taxa de desemprego do país no segundo trimestre deste ano. A taxa nacional caiu de 24,1% de janeiro a março para 23,8% de abril a junho, de acordo com a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada nesta quinta-feira (17). No Estado, a taxa diminuiu de 10,3% para 8,9%.
A economista Suelen Glinski, do Observatório do Trabalho da Seju (Secretaria de Estado da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos), avalia como positivo o resultado da pesquisa. "Das 14 atividades pesquisadas pela Pnad, somente três apresentaram números negativos no Paraná. Percebemos uma pulverização dos empregos nos grandes centros e no interior, principalmente nos setores de exportação", disse Suelen.
A indústria em geral puxou a redução do desemprego. De abril a junho, 902 mil pessoas estavam empregadas no setor, contra 860 nos três meses anterior. O desempenho foi puxado pela indústria frigorífica, a que mais contratou no semestre, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), seguida da sucroalcooleira e têxtil. "Ao compararmos os dados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, vemos que a indústria de couro e calçado vem apresentando números negativos, enquanto o Paraná está favorecido", comentou a economista.
"O polo têxtil de Apucarana ficou entre os dez que mais contrataram em julho, de acordo com o Caged. Na região Oeste, os frigoríficos contrataram mais. Pato Branco se destacou no acumulado do ano, em função de duas indústrias de eletrodomésticos. Em Paranavaí, a duplicação da BR-376 e a indústria da citricultura, voltada para exportação, estão alavancando o emprego", exemplificou Suelen. Segundo ela, a tendência é que esses números se mantenham positivos.
A comparação trimestral aponta um aumento da ocupação no Estado, com menor pressão sobre o mercado de trabalho. Mas a situação é diferente quando analisado o segundo trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado. Em 2016, a taxa de desocupação era de 8,2% e agora fechou em 8,9%.
"Percebemos no comparativo com ano passado uma queda nos empregos formais e aumento da informalidade e de conta própria. Esse crescimento da atividade precária também tem reflexo na renda que teve queda de 1,6% no segundo trimestre", comentou Sandro Silva, economista e supervisor técnico do Dieese Paraná (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
Em comparação com o segundo trimestre de 2016, a renda teve um acréscimo de 3,2%, de acordo com ele o resultado da inflação mais alta do ano passado. O trabalho por conta própria apresentou variação de 2,7% de abril a junho, em relação aos três meses anteriores. O número de trabalhadores sem carteira assinada (5,3%) e no setor público (4,3%) também registrou alta.
Na avaliação do economista do Dieese, esse crescimento em parte se justifica porque as pessoas estão buscando novas fontes de renda. O aumento no setor público pode ser consequência da recomposição dos cargos de confiança das novas administrações municipais que assumiram em janeiro. "Demorou um pouco para os novos administradores fazerem a contratação de novos servidores", analisou Silva.
Apesar da Pnad Continua não trazer um recorte da posição empregador, que teve variação de 8,4% do segundo trimestre de 2017 para o mesmo trimestre de 2016, Silva acredita que esse dado positivo está focado nas pequenas iniciativas de empreendedorismo. Ele também afirma que os indicadores não permitem avaliar se haverá uma recuperação do emprego nos próximos trimestres. "Ainda estamos em uma situação frágil. O mercado de trabalho será o último a sentir a recuperação da crise", disse.
A economista Suelen Glinski, do Observatório do Trabalho da Seju (Secretaria de Estado da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos), avalia como positivo o resultado da pesquisa. "Das 14 atividades pesquisadas pela Pnad, somente três apresentaram números negativos no Paraná. Percebemos uma pulverização dos empregos nos grandes centros e no interior, principalmente nos setores de exportação", disse Suelen.
A indústria em geral puxou a redução do desemprego. De abril a junho, 902 mil pessoas estavam empregadas no setor, contra 860 nos três meses anterior. O desempenho foi puxado pela indústria frigorífica, a que mais contratou no semestre, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), seguida da sucroalcooleira e têxtil. "Ao compararmos os dados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, vemos que a indústria de couro e calçado vem apresentando números negativos, enquanto o Paraná está favorecido", comentou a economista.
"O polo têxtil de Apucarana ficou entre os dez que mais contrataram em julho, de acordo com o Caged. Na região Oeste, os frigoríficos contrataram mais. Pato Branco se destacou no acumulado do ano, em função de duas indústrias de eletrodomésticos. Em Paranavaí, a duplicação da BR-376 e a indústria da citricultura, voltada para exportação, estão alavancando o emprego", exemplificou Suelen. Segundo ela, a tendência é que esses números se mantenham positivos.
A comparação trimestral aponta um aumento da ocupação no Estado, com menor pressão sobre o mercado de trabalho. Mas a situação é diferente quando analisado o segundo trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado. Em 2016, a taxa de desocupação era de 8,2% e agora fechou em 8,9%.

"Percebemos no comparativo com ano passado uma queda nos empregos formais e aumento da informalidade e de conta própria. Esse crescimento da atividade precária também tem reflexo na renda que teve queda de 1,6% no segundo trimestre", comentou Sandro Silva, economista e supervisor técnico do Dieese Paraná (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
Em comparação com o segundo trimestre de 2016, a renda teve um acréscimo de 3,2%, de acordo com ele o resultado da inflação mais alta do ano passado. O trabalho por conta própria apresentou variação de 2,7% de abril a junho, em relação aos três meses anteriores. O número de trabalhadores sem carteira assinada (5,3%) e no setor público (4,3%) também registrou alta.
Na avaliação do economista do Dieese, esse crescimento em parte se justifica porque as pessoas estão buscando novas fontes de renda. O aumento no setor público pode ser consequência da recomposição dos cargos de confiança das novas administrações municipais que assumiram em janeiro. "Demorou um pouco para os novos administradores fazerem a contratação de novos servidores", analisou Silva.
Apesar da Pnad Continua não trazer um recorte da posição empregador, que teve variação de 8,4% do segundo trimestre de 2017 para o mesmo trimestre de 2016, Silva acredita que esse dado positivo está focado nas pequenas iniciativas de empreendedorismo. Ele também afirma que os indicadores não permitem avaliar se haverá uma recuperação do emprego nos próximos trimestres. "Ainda estamos em uma situação frágil. O mercado de trabalho será o último a sentir a recuperação da crise", disse.
Aline Machado Parodi
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA


