Colégio da PM de Londrina ofertará 120 vagas



As melhorias no colégio incluem reparos no telhado, forro e luminárias, troca do piso, instalações elétricas e consertos na quadras poliesportivas


O Colégio Estadual São José, no jardim Leonor, na zona oeste de Londrina, deverá se transformar em Colégio da Polícia Militar a partir do ano letivo de 2018. Ainda falta a assinatura de um decreto do Governo do Estado autorizando a mudança, porém a expectativa da Diretoria de Ensino e Pesquisa da PM é que isso aconteça logo após a autorização das secretarias competentes, como a da Educação.

Segundo o capitão Alfredo Euclides Dias Neto, coordenador do processo de transição do colégio, neste primeiro momento serão ofertadas 120 vagas, sendo 60 para o 6º ano do Ensino Fundamental e o mesmo número para o 1º ano do Ensino Médio. "É um processo gradativo e esperamos em dois ou três anos atingir em torno de mil alunos, usando o limite máximo do estabelecimento", projetou. Atualmente, aproximadamente 300 estudantes estão na escola. Aqueles que desejarem poderão permanecer.

A Polícia Militar ainda analisa em que formato serão ofertadas as vagas de ensino. No colégio militar de Curitiba, que foi criado há 58 anos, 60% das oportunidades são para filhos de civis e militares e 40% para o público em geral. Os estudantes que quiserem ingressar na instituição terão que passar por um teste seletivo. "São 30 questões abordando matérias diversas, como história, matemática, português e geografia, além de produção de texto", elenca.

Em comparação com os demais colégios, o São José deverá oferecer as mesmas disciplinas da grade curricular seguida no Estado, com o acréscimo da aula de educação cívica militar. Outra diferença é o modelo de trabalho que será desenvolvido, baseado nos valores da corporação, com o hasteamento diário da bandeira do Brasil em dois períodos e o cântico de hinos cívicos.

TRANSFERÊNCIA
Professores e funcionários que queiram trabalhar no colégio, ou pedir transferência para outra instituição de ensino, terão este direito. "A prioridade será dada para aqueles que já estão lá. Quem quiser trabalhar ou sair deverá entregar uma ordem no núcleo demonstrando o interesse. Como fazemos a distribuição de aulas somente em janeiro, este processo segue o tramite que já funciona nas demais escolas", explicou Lucia Aparecida Cortez, chefe do Núcleo Regional de Educação em Londrina.

O trabalho no colégio funcionará no sistema de parceria, em que a Secretaria de Educação dispõe dos professores e outros colaboradores de serviços administrativos, enquanto que a Polícia Militar ficará responsável pela diretoria. "Tudo continuará transitando dentro do nosso núcleo. A parte pedagógica será de nossa responsabilidade e o restante vai dispor de outra formação, que é a da polícia", afirma Cortez. A corporação, entretanto, também vai contar com seus servidores em todos os setores.

De acordo com capitão Alfredo, cerca de 30 militares irão trabalhar na instituição. Este número não deverá sofrer alterações, mesmo com o aumento na quantidade de alunos. "Estamos recebendo uma grande demanda de pais interessados em matricular seus filhos. Era um desejo antigo ter este colégio no interior do Paraná e desde de maio estamos com frentes de conversas com as famílias, comando e governo para esta efetivação. A escolha do São José se deu por ser um local que poderia fechar por conta da baixa quantidade de alunos", destacou. Londrina será o primeiro município fora da Capital a receber o Colégio da Polícia Militar.

REFORMA
Antes de receber a nova denominação, o Colégio São José passará por reformas. Na semana passada, o governo autorizou a liberação de R$ 732 mil para obras no local, que deverão começar no final do ano. As melhorias incluem reparos no telhado, forro e luminárias, troca do piso, instalações elétricas e consertos na quadras poliesportivas, pintura, adequação das calçadas e drenagem.

"Estivemos em duas ocasiões no São José, junto com a Polícia Militar, para avaliar a estrutura, a relação das obras necessárias e dimensão dos custos. O próximo passo foi viabilizar os recursos na secretaria da Fazenda e Casa Civil", disse o deputado Tiago Amaral (PSB), um dos interlocutores da transformação da instituição.
Pedro Marconi
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA
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