Cresce aprovação do governo Belinati em 300 dias de gestão



Pesquisa revelou que 65,5% dos entrevistados disseram não ter nenhuma confiança na Câmara de Londrina


Uma nova pesquisa do Instituto Multicultural, em parceria com a FOLHA e a Rádio Paiquerê AM, revela que a avaliação positiva do prefeito de Londrina, Marcelo Belinati (PP), e a confiança dos eleitores cresceram em relação à última pesquisa, realizada aos 200 dias de governo.

Dos 602 entrevistados entre 20 e 23 de outubro, 57,5% disseram aprovar a administração que se iniciou há 300 dias. Na segunda fase da pesquisa, a avaliação positiva era de 53,5%, levemente menor que aos 100 dias (55%). A confiança em Belinati subiu de 55% para 59,5%. Os dois índices – de aprovação e confiança – cresceram acima da margem de erro, que é de 3%

Em contrapartida, a nota do prefeito teve queda nesta terceira fase de 6 para 5,6. A nota foi menor em praticamente todas as regiões, com destaque para a zona norte (de 6,5 para 6) e zona sul (6,3 para 5,8). Somente no centro a nota foi maior, passando de 5,2 para 5,6.



O diretor estatístico do Multicultural, Edmilson Vicente Leite, disse que a contradição entre o crescimento da aprovação e queda na nota é apenas aparente. "É preciso fazer um leitura histórica para entender o que ocorreu", explicou. Nas pesquisas de 100 e 200 dias, 12% e 8% dos entrevistados não souberam opinar, índice que agora caiu para 5%. "As pessoas que ainda não tinham avaliação do governo estão aprovando e confiando e quem já confiava reduziu um pouco a nota. Ou seja, apesar de continuar aprovando, deram nota um pouco menor."

Acostumado a realizar pesquisas, Leite disse que a avaliação positiva de um governo é bastante normal no primeiro ano. "A partir do primeiro ano, as pessoas querem resultados efetivos e a cobrança fica maior." Segundo ele, ao longo dos próximos meses o prefeito deverá dar atenção e solução aos problemas que continuam a preocupar os moradores. "A saúde é um problema crônico e desde que começamos a fazer essas pesquisas, na gestão passada, sempre aparece no topo das preocupações", lembrou o pesquisador. "A manutenção básica da cidade, a limpeza pública também estão aparecendo."

Conforme a nova pesquisa, a maior insatisfação dos entrevistados – incluindo aqueles que se declararam insatisfeitos e completamente insatisfeitos – é com a poda de árvores, seguida do asfalto, saúde e varrição. Na saúde, 43,5% dos entrevistados disseram estar complemente insatisfeitos. Já os serviços com os maiores índices de satisfação (quem se disse satisfeito, completamente satisfeito e considerou o serviço normal) são a coleta de lixo, segurança pública prestada pela Guarda Municipal e o transporte coletivo. A maior aprovação é do serviço de coleta de lixo – 24,5% disseram estar completamente satisfeitos.

A terceira fase não incluiu a avaliação dos governos estadual e federal, mas estarão presentes na quarta fase, que será realizada em dezembro. "Seriam duas pesquisas muito próximas e decidimos deixar para esta última fase, que será bem abrangente", afirmou Leite.



Câmara tem péssima avaliação
Pela primeira vez, o Multicultural pesquisou em Londrina o índice de confiança social, que mede o grau de confiabilidade das instituições. O destaque negativo vai para a Câmara de Vereadores, instituição na qual 65,5% dos entrevistados disseram não ter nenhuma confiança; 16% declararam ter quase nenhuma confiança; 12%, alguma confiança; e somente 6,5% responderam ter muita confiança.

Os números também são muito ruins para os partidos políticos, em que as pessoas que têm muita confiança ou alguma confiança somam apenas 14% e as que praticamente não confiam ou não têm nenhuma confiança somam 86% e para o Congresso Nacional, cujos índices são respectivamente de 21% e 79%. Os sindicatos são a quarta instituição pior avaliada.

"De maneira geral, a classe política é mal vista e, com a Lava Jato, essa percepção piorou", analisou o diretor estatístico do Multicultural, Edmilson Vicente Leite. "No caso da Câmara de Londrina, além do desgaste da classe política, a situação é bem ruim porque os escândalos internos foram muitos. A Câmara se expôs, 'lavou roupa suja', teve cassação de vereador."

Os entrevistados também responderam à pergunta sobre a cassação de Emerson Petriv (PR), o Boca Aberta, que perdeu o mandato em sessão realizada há pouco mais de uma semana: 72,5% disseram concordar com a cassação; 16,5% não concordaram; e 11% não souberam responder.

VALORES TRADICIONAIS
No outro extremo da lista, entre as instituições mais bem avaliadas pelos entrevistados, estão a Igreja (81% disseram ter muita ou alguma confiança); o Corpo de Bombeiros (78%); a empresa onde trabalha (62,5%); e as Forças Armadas (61%). Poder Judiciário e Polícia ficam empatados. Porém, a Polícia tem 28% de pessoas que declaram ter muita confiança e 27% que dizem ter alguma confiança; já no Judiciário, 18,5% disseram ter muita confiança e 36,5%, alguma confiança.

Quanto à confiança em pessoas e grupos sociais, os entrevistados também confiam muito em sua família (82,5%), em seus amigos (62,5) e nos vizinhos (52,5%). "Os números revelam que a comunidade londrinense é tradicional, tem valores tradicionais enraizados, confiando bastante na família e na Igreja", resumiu.

O pesquisador também comentou sobre a importância deste tipo de pesquisa. "Este índice de confiança social é utilizado por vários setores para aferir o grau de confiabilidade das instituições. Nossa intenção, é fazer incluir essa pergunta nas pesquisas uma vez por ano para comparar, historicamente, como o londrinense percebe a sociedade. É um indicador importante", explicou Leite. (L.C.)
Loriane Comeli
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA
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