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Obras de Hospital Regional devem ser retomadas no início de 2018

Projeto prevê que o hospital terá uma área construída de 7,6 mil metros quadrados, contendo três blocos, com três centros cirúrgicos de média complexidade e 140 leitos


Cornélio Procópio – Paralisadas desde julho de 2015, as obras do Hospital Regional, em Cornélio Procópio, devem ser retomadas no início de 2018. A expectativa da administração municipal é resolver o impasse jurídico com a empreiteira responsável no início de novembro e fazer uma nova licitação do empreendimento até o fim deste ano. Outras duas obras importantes devem ser finalizadas em cerca de 30 dias: a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Santa Terezinha e uma creche para atender 260 crianças no Jardim Bela Vista, chamada de Supercreche.

A previsão inicial era de que a construção do hospital, iniciada em meados de 2012, fosse concluída até julho de 2014. Houve atrasos e a necessidade de maior investimento, por conta de mudanças no local da construção. Um impasse entre a empreiteira e Prefeitura, em julho de 2015, paralisou as obras. A administração municipal não concordou com o valor do aditivo e rescindiu o contrato, o que fez a empreiteira entrar na Justiça para reaver valores. Até o momento 50% da obra foram concluídos. "Um perito judicial está elaborando um laudo, que apontará o valor realmente gasto no empreendimento. Assim que o laudo for realizado, repassaremos a quantia à empresa, e colocaremos fim ao impasse jurídico, para então licitar novamente a obra", afirmou o prefeito de Cornélio Procópio, Amin Hannouche.

O projeto do hospital prevê uma área construída de 7,6 mil metros quadrados, contendo três blocos, com três centros cirúrgicos de média complexidade e 140 leitos. A unidade vai atender os 20 municípios da Amunop (Associação dos Municípios do Norte do Paraná), abrangendo uma população de quase 300 mil habitantes.

Segundo o prefeito, o dinheiro para a finalização das obras está disponível. "Foram R$ 15 milhões vindos do governo federal. Metade foi usada, a outra metade ainda está depositada na Caixa Econômica, aguardando a retomada das obras", afirmou. A previsão é que o hospital fique pronto em 18 meses após o início das obras, e seja mantido por uma parceria entre as prefeituras da Amunop. "Queremos dar prioridade para a finalização desta obra, que trará muitos benefícios para toda a região."

UPA
A Prefeitura de Cornélio Procópio também pretende terminar, em cerca de 30 dias, a obra da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Santa Terezinha, que estava estagnada havia aproximadamente dois anos, também por desentendimentos sobre repasses adicionais à empreiteira. "Falta menos de 5% para finalizar. Fizemos um acordo com a empresa, e iremos repassar R$ 250 mil que restavam para a conclusão do projeto", afirmou o prefeito. A unidade custou cerca de R$ 2 milhões, advindos do governo federal, e uma contrapartida de R$ 370 mil do município. A licitação para mobília e equipamentos já está em andamento. A unidade será 24 horas e contará com leitos para observação, raio-X, eletrocardiografia, pediatria e laboratório.

Conforme Hannouche, a questão mais difícil a se solucionar será a manutenção da unidade. "Estimamos que o gasto será de R$ 1 milhão por mês. Inicialmente a UPA foi projetada para atender Cornélio Procópio, Leópolis, Sertaneja e Uraí, mas em função dos altos custos queremos abranger outros municípios próximos. Vamos levar a proposta ao Consórcio Intermunicipal de Saúde, e a intenção é que todos colaborem conforme o número de habitantes."

CRECHE
Outra meta da Prefeitura é entregar, em 30 dias, uma creche localizada no Jardim Bela Vista, cujas obras foram iniciadas em 2013. "Ela tem capacidade para 130 crianças permanecerem em período integral, porém, atendendo a pedidos da população, vamos manter o meio período, e dobrar a capacidade, assistindo 260 crianças", explicou Hannouche. Conforme o prefeito, mesmo com a inauguração da nova creche, a demanda na cidade ainda será de 400 vagas.

A nova creche, também chamada de Supercreche, terá salas de aula, espaço de lazer, biblioteca e brinquedoteca, e teve um custo de R$ 1,3 milhão. A expectativa é de que esteja atendendo a comunidade em 2018.

Outra supercreche está em construção no bairro Marta Dequech. "Esta obra também está parada há mais de dois anos, porém em fase inicial. Estamos negociando com a empreiteira para finalizar o contrato e realizar nova licitação. Essas creches são prioridade, por conta da grande demanda", concluiu Hannouche.
Rubia Pimenta
Especial para a FOLHA DE LONDRINA

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