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Ibiporã implanta primeiro trecho de ciclofaixa

Antônio Marcos Amâncio reclama da falta de respeito: "Passam de moto e caminhões estacionam em cima da faixa"


Ibiporã - Com um grande fluxo de ciclistas se locomovendo pela cidade em meio à frota de cerca de 18 mil veículos, Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina) implantou recentemente seu primeiro trecho de ciclofaixa. A delimitação da via para bicicletas possui 2,5 quilômetros de extensão e se inicia no bairro San Rafael, indo até o Parque Industrial Quatro, na saída para Londrina, na marginal da BR-369. Foi realizada a pintura e divisão da pista com tachões.

O trabalho foi orçado em aproximadamente R$ 100 mil e também contemplou o recapeamento de uma rua e a recuperação da calçada. "Este primeiro trecho foi escolhido para esta região, pois é uma via em que muitos trabalhadores se deslocam diariamente de bicicleta até as empresas. Também é uma forma de nos adaptarmos às novas maneiras de locomoção, que são mais saudáveis e econômicas", elencou Alexandre Ferreira, secretário de Obras do município.
Os ciclistas que usam as vias com as faixas exclusivas aprovaram a nova opção para pedalar. Eles apontam o serviço realizado como necessário e importante para que mais pessoas possam usar a bicicleta, principalmente para ir ao trabalho. "Oferece mais segurança e está sendo bom. O movimento é intenso e antes tínhamos que ficar disputando espaço com os veículos", elencou o metalúrgico Gelson Rodrigo Gomes.
Além da pintura para demarcar o espaço para ciclistas, o sentido da marginal foi alterado de duplo para único, otimizando a locomoção de motoristas e ciclistas. "Deu mais agilidade e vou para o serviço e casa mais cedo. Conheço muitas pessoas no serviço que usam bicicleta como forma de economia e sustentabilidade e todos estão gostando", contou o cerigrafista Claudio Aparecido de Paula. "O bom era que levassem para mais lugares, como o restante da marginal e outras avenidas importantes", sugeriu.
Mesmo com as placas alertando a ciclofaixa, muitos motoristas e ciclistas insistem em transitar pela faixa de forma irregular. "Não estão respeitando totalmente. Passam de moto na ciclofaixa, caminhões estacionam em cima e até alguns na contramão usam para não bater em outros veículos", lamentou o motorista Antônio Marcos Amâncio. Trafegar em ciclofaixa ou ciclovia é infração gravíssima, enquanto que estacionar é grave, segundo o Código Brasileiro de Trânsito. A multa para os casos varia de R$ 195,23 a R$ 880,41.

AMPLIAÇÃO
Segundo a Secretaria de Obras de Ibiporã, existe um projeto para execução de uma ciclovia. Ela ligaria o ginásio de esportes Pedro Dias à região da avenida Ronat Walter Sodré, margeando a linha do trem, com calçada para caminhada e espaço exclusivo para ciclistas. O investimento seria de R$ 100 mil, de recursos próprios do município.
"Esta ideia, junto com a ciclofaixa, faz parte do projeto de mobilidade urbana para a cidade. O dinheiro para o serviço já está garantido e trata-se de um investimento baixo em relação aos benefícios que traz este tipo de espaço. Também acaba atendendo uma reivindicação da população e provoca outras melhorias, como o aumento dos canteiros e calçadas", destacou Ferreira.

UEL conta com um quilômetro de ciclofaixa

Ricardo Chicarelli
Ricardo Chicarelli - A delimitação do espaço é feita com a pintura da via, sem a colocação de tachões
A delimitação do espaço é feita com a pintura da via, sem a colocação de tachões


A UEL (Universidade Estadual de Londrina) conta desde novembro com uma ciclofaixa de cerca de mil metros pelas vias internas do campus. A pintura da pista de rolamento faz parte da obra de recuperação da malha asfáltica da instituição. A faixa exclusiva para o uso de bicicletas liga o Departamento de Morfologia, no Centro de Ciências Biológicas, à rotatória das agências bancárias, com saída para avenida Castelo Branco.

O objetivo da ciclofaixa, segundo o prefeito do campus, Dari de Oliveira Toginho Filho, é incentivar alunos e servidores a andarem mais de bicicleta, além de oferecer segurança. "Estávamos estudando ter uma estrutura deste tipo há dois anos, quando foi montado um grupo de estudo. Porém, só conseguimos direcionar verba agora. Temos um fluxo muito grande de veículos e a intenção é que as pessoas usem mais outras formas de locomoção", explicou.

Neste primeiro momento, a delimitação do espaço para aqueles que optam pela bicicleta será apenas com a pintura da via, sem a colocação de tachões. "Estamos apostando no respeito da comunidade universitária tem no cumprimento das leis de trânsito. Talvez seja implantado esta medida de segurança, mas em alguns lugares de maior movimento e não por toda a faixa."

Estudante de artes visuais, Priscila Sousa Anunciação, 25, se locomove de bicicleta até a universidade desde o primeiro ano do curso, em 2014. Para ela, o meio de transporte é uma forma de ter uma vida saudável e relaxar. "Estávamos precisando de uma sinalização nas vias, pois era difícil para os ciclistas. O recape também foi importante, porque perdi a conta de quantas vezes tive que arrumar o pneu por causa de buracos. O local que foi implantada é onde as pessoas mais usam", avaliou.

Para 2018, a projeção é que mais dois trechos da UEL recebam a ciclofaixa. Uma seria da avenida Castelo Branco até o estacionamento do Centro de Estudos Sociais Aplicados, e a outra ligaria a rotatória do Centro de Educação Física e Esporte também até a Castelo Branco. A prioridade é para locais que possuem estacionamento ou em que se observa uma maior quantidade de ciclistas.

"A perspectiva é que se consiga uma liberação de dinheiro junto à administração da universidade para implantar estas faixas. Neste locais que poderão receber a ciclofaixa, a malha asfáltica está boa. Então, o gasto seria apenas com a pintura", defendeu Toginho. (P.M.)
Pedro Marconi
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA

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