Ministério Público manda fechar bares e boates sem documentação em Cornélio Procópio
Na noite da última sexta-feira ,8, o Ministério Público da comarca de Cornélio Procópio, em conjunto com a Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Conselho Tutelar e Vigilância Sanitária, realizaram uma operação denominada Ação Integrada Fiscalização Urbana (AIFU), onde nove estabelecimentos comerciais foram visitados, entres eles bares e uma boate de nome “Societá”, localizada no KM 91 da BR-369, onde supostamente funcionaria uma casa de prostituição.
De acordo com o Promotor de Justiça Francisco Ilídio Hernandes Lopes, a operação atendeu pedidos e denúncia da população, que reclamam de perturbação do sossego, uso de bebidas alcoólicas por menores de idade, uso de drogas e outras situações que incomodam os moradores da cidade.
Segundo Lopes, na boate da BR-369, a qual já vem sendo investigada em um inquérito transita pela justiça contra o estabelecimento, nenhum documento de funcionamento foi apresentado pelo proprietário.
Bares das ruas Marechal Deodoro (centro), Amazonas (Jardim Bela Vista), Francisco Morato (Vila Independência), Avenida Adelia Pereira (Jardim Progresso), Avenida Minas Gerais (centro), foram encontradas várias irregularidades e no “Bar do Carioca”, na Praça Pio XII, onde está localizado o monumento ao Cristo Rei, foi constatado que o local funciona sem alvará da prefeitura.
No estabelecimento conhecido como Porão Bar Rock, o responsável não apresentou os documentos, informando que estes estavam com seu contador e somente na casa de shows Route Music Bar, na Avenida Dom Pedro toda a documentação estava em dia, podendo funcionar sem maiores problemas, informou o promotor.
O promotor salientou que foi solicitada a presença de fiscais da prefeitura durante a operação, os quais têm autonomia de interditarem os locais que não apresentaram a documentação necessária para funcionar, mas este não foi atendido pela administração municipal, não sendo possível naquele momento fechar os estabelecimentos, contudo, na manhã de segunda-feira (11), o Ministério Público enviou um documento oficial ao setor responsável requisitando para que nos próximos cinco dias sejam tomadas as devidas providências para interditar ou fechar os comércios notificados.
O Ministério Público ainda quer saber a razão de não haver uma fiscalização constante por parte da prefeitura, visto que muitos proprietários dos estabelecimentos afirmaram nunca ter recebido a visita dos fiscais, tendo o poder público informar quando foi feita a última fiscalização.
O compromisso do Ministério Público é com a população e novas operações semelhantes devem acontecer na cidade, se estendendo a restaurantes, tabacarias, depósitos de bebidas e similares, informou Lopes.
O promotor público finalizou salientando que a população pode contribuir através de denúncias que relatem sobre estabelecimentos que estariam funcionando de forma incorreta, não possuindo alvarás, vendendo bebidas para menores e não respeitando a segurança de seus frequentadores, pois todos estes lugares serão vistoriados.
Portal Anuncifacil / VIA ODAIR MATIAS


