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Nova tabela de frete tem redução média de 20% nos preços

O estabelecimento de preços mínimos para os fretes foi uma das reivindicações da greve dos caminhoneiros.

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) publicou na noite desta quinta-feira (7), resolução com a nova tabela de preços mínimos de fretes rodoviários, com valores 20% menores, em média. A principal novidade em relação à tabela anterior, de 30 de maio, é o detalhamento com preços diferenciados por quilômetro rodado de acordo com número de eixos dos caminhões - anteriormente o valor era único. Outra mudança é a não aplicação da tabela aos fretes de retorno, ou seja, considera apenas uma viagem ida e volta, mesmo que o veículo volte vazio.  



Segundo a resolução, a tabela não se aplica aos contratos com prazo determinado formalizados até a publicação desta quinta-feira e os contratos firmados com prazo indeterminado terão valores ajustados aos preços mínimos em até 90 dias. A tabela de preços mínimos também não será aplicada: aos veículos que necessitem de autorização especial de trânsito; aos veículos alugados; aos não movidos a diesel; aos caminhões com transporte de produtos radioativos, de valores, na coleta de lixo e de transportes alguns tipos de resíduos sólidos.

Como exemplo, o preço mínimo de um veículo de transporte de carga geral para um percurso de 901 quilômetros a 1.000 quilômetros era de R$ 0,93 por quilômetro e por eixo. Com a nova tabela, o valor varia de R$ 0,52 km/eixo para um veículo com nove eixos a R$ 1,28 km/eixo para um caminhão com apenas dois eixos. No caso de um veículo de carga a granel, largamente utilizado para o transporte de soja e milho, o preço mínimo fixo na tabela anterior era o mesmo - R$ 0,93 km/eixo - do de carga geral e agora varia de R$ 0,51 km/eixo para um veículo de nove eixos a R$ 1,28 km/eixo para um de dois eixos.

Pelo mesmo exemplo, o frete mínimo para caminhões frigorificados, que transportam carnes e outros alimentos, era fixo em R$ 0,66 por quilômetro e por eixo para o mesmo trecho entre 901 quilômetros e 1.000 quilômetros, e agora varia de R$ 0,54 km/eixo a R$ 1,30 km/eixo para o mesmo percurso. Os valores não incluem impostos, despesas com seguro nem despesas durante a operação, como alimentos e estadias.

REDUÇÃO
O ministro dos Transportes, Valter Casimiro, disse que a nova tabela mostrou uma redução de 20%, em média, nos preços praticados na primeira versão. Segundo ele, representantes dos caminhoneiros e também do setor produtivo já tiveram conhecimento da nova tabela em reunião no Ministério dos Transportes.

"O Ministério dos Transportes fez a reunião do fórum dos caminhoneiros, onde teve também a participação das trades do agronegócio. Os caminhoneiros entenderam que a tabela está bem próxima do que já era aplicado no mercado e os aprimoramentos vão ser realizados na consulta pública".

Na próxima semana, a ANTT publicará um chamamento público. Serão realizadas audiências públicas para aperfeiçoamento de eventuais distorções da nova tabela. Segundo o ministro, a primeira tabela já existia, mas não fixava um preço mínimo, sendo apenas uma referência. O estabelecimento de preços mínimos para os fretes foi uma das reivindicações da greve dos caminhoneiros.



Das agências/VIA FOLHA DE LONDRINA
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