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Ambulância do Samu de Londrina é apreendida por licenciamento atrasado após acidente

Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Londrina, no norte do Paraná, foi apreendida por estar com o licenciamento vencido após um acidente de trânsito.

A batida ocorreu na tarde de sexta-feira (10), no Centro da cidade, e não deixou nenhum ferido. O veículo foi atingido de leve, na traseira. 

A ambulância, que atende o Samu desde 2014, agora não pode sair do pátio da polícia até que a situação seja regularizada. Os débitos somam R$ 405. Há uma dívida de R$ 166 de taxas de licenciamento e o seguro obrigatório de 2017 também está atrasado. Tem ainda multas por transitar acima da velocidade permitida e pela falta de identificação do condutor.

É preciso que a Prefeitura de Londrina faça o pagamento para que a ambulância seja liberada.
Após essa apreensão, a RPC Londrina apurou que há outras ambulâncias da cidade com a documentação irregular. 

Uma delas, modelo 2015, faz atendimentos normalmente, apesar das dívidas. O veículo está com o licenciamento e o seguro obrigatório atrasados. Tem ainda multa por excesso de velocidade. Total de R$ 234,10 em débitos, e risco de ser apreendida como a outra. 

Por dia, cada ambulância chega a rodar 300 quilômetros. Isto agrava o desgaste e força a renovação da frota com frequência. Quatro novas ambulâncias já estão em Londrina desde maio. Elas foram enviadas pelo Ministério da Saúde, mas até agora não podem ser usadas. 

Estão paradas em um pátio a céu aberto, aguardando a prefeitura contratar um seguro para os veículos. O município informou que houve atraso porque há poucas seguradoras interessadas neste serviço.

O que diz a prefeitura

Em relação ao seguro, a assessoria da Prefeitura de Londrina informou que a previsão é concluir a contratação na semana que vem. 

Quanto à ambulância apreendida, a Secretaria Municipal de Saúde disse que o atendimento não está comprometido porque outras nove ambulâncias estão rodando. Há ainda uma décima, de reserva. A pasta diz que o número é maior que o exigido pelo Ministério da Saúde pra cidades do tamanho de Londrina. 


Sobre as dívidas das ambulâncias, a assessoria informou que o município ainda não fez o pagamento porque o motorista da ambulância precisa pagar a multa para só depois a prefeitura quitar o licenciamento e o seguro obrigatório. 


Lembrando que o Código de Trânsito não libera motoristas de ambulâncias de multas por excesso de velocidade. No entanto, quando comprovado que eles estavam em deslocamento pra ocorrências, os órgãos de trânsito acabam cancelando as multas. Isto não ocorre quando a multa é aplicada no momento em que as ambulâncias andam sem pacientes ou fora de casos de urgência. 


FONTE - G1 PARANA

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