Olimpíada de robótica estimula jovens
Evento vai classificar 12 equipes para representar a região de Londrina na fase estadual, em Curitiba
A paixão pela robótica e a motivação para vencer desafios reuniram nesta sexta-feira (10) cerca de 200 alunos do ensino médio e de cursos técnicos de várias cidades do interior do Paraná. Eles participaram da etapa regional da OBR (Olimpíada Brasileira de Robótica), realizada no Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) em Londrina, e o objetivo era a classificação para a fase estadual, em Curitiba, que acontece em 31 de agosto e 1º de setembro.
Após meses debruçadas sobre o projeto, as 27 equipes participantes do evento puderam avaliar o desempenho de seus robôs, fazer ajustes e trocar experiências. Alunas do Colégio Mãe de Deus, Julia Maria Serra, 12, e Ana Luiza da Silva de Oliveira, 14, orgulham-se de ser a equipe mais nova e a única exclusivamente feminina a participar da OBR. Elas construíram um robô simples, com peças de Lego, programado para andar em linha reta e desviar de obstáculos. Durante a competição, foram identificando as falhas do projeto e fazendo os ajustes necessários para tentar garantir uma boa colocação que lhes garantisse o avanço à fase estadual da olimpíada.
"É uma experiência nova. A gente aprende mais e encontra pessoas que fizeram a mesma coisa", disse Serra. "Não é igual a uma olimpíada esportiva, que a gente pratica e desempenha sozinha. Aqui, a gente pode pedir ajuda para outros participantes", comparou Oliveira, que vê as aulas de robótica no colégio como uma futura profissão. O robô que levou para a OBR nesta sexta-feira, foi o segundo construído por ela. Já a companheira de equipe considera a disciplina um hobby e uma ótima diversão. "Desde pequena eu queria aprender a montar um robô", contou Serra.
David Capelari, 17, estuda no Sesi (Serviço Social da Indústria), em Cambé (Região Metropolitana de Londrina), e estava animado com a experiência de participar da OBR. O robô de Lego projetado por ele outros três colegas passou por várias versões e foi sendo simplificado até que conseguissem sanar todos os problemas observados. Capelari lamentava ter feito uma programação errada, o que prejudicou o desempenho do robô em uma das etapas da competição, mas estava otimista com a possibilidade de representar o colégio em Curitiba, no final do mês. "Eu sinto a pressão muito fácil, fico nervoso. Eu esperava mais. Foram quatro meses de trabalho e a programação é a parte mais difícil, mas a gente mudou o código e acho que vai dar para ir para a próxima fase", comentou.
"Aqui, os estudantes estão o tempo todo trocando experiências, mas eles se dedicam a esse projeto desde o começo do ano e vão descobrindo o jeito de fazer. Durante a olimpíada, eles vão reprogramando os robôs e o ponto principal é que podem contar com a cooperação de outras equipes e outras pessoas. É uma troca de experiências muito rica e tem também o ambiente de competição", destacou o professor de robótica Gabriel Lima Pereira.
A OBR é uma das olimpíadas científicas brasileiras e seu objetivo principal é estimular os jovens às carreiras científico-tecnológicas, identificar jovens talentosos e promover debates e atualizações no processo de ensino-aprendizagem brasileiro. Os alunos inscritos na competição têm entre 15 e 19 anos de idade e nas aulas de robótica, no colégio, recebem o manual no começo do ano. Nesta edição da olimpíada, o objetivo era fazer o robô cumprir uma missão de resgate a vítimas, simulando um ambiente hostil. O robô deveria ser autônomo, feito de peças de Lego ou Arduino. "É um trabalho de muitos meses e, na olimpíada, é avaliado se vão superar o redutor de velocidade, contornar obstáculos, fazer a encruzilhada e completar o caminho. Avaliamos o desempenho e tudo conta pontos", explicou a organizadora do evento, Thalita Pimenta.
Cada robô tem que completar o percurso em três pistas com diferentes níveis de dificuldade e as 12 equipes com a melhor pontuação seguem para a fase estadual. O primeiro colocado em Curitiba representa o Estado na etapa nacional, que acontece em novembro, em João Pessoa (PB).
A paixão pela robótica e a motivação para vencer desafios reuniram nesta sexta-feira (10) cerca de 200 alunos do ensino médio e de cursos técnicos de várias cidades do interior do Paraná. Eles participaram da etapa regional da OBR (Olimpíada Brasileira de Robótica), realizada no Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) em Londrina, e o objetivo era a classificação para a fase estadual, em Curitiba, que acontece em 31 de agosto e 1º de setembro.
Após meses debruçadas sobre o projeto, as 27 equipes participantes do evento puderam avaliar o desempenho de seus robôs, fazer ajustes e trocar experiências. Alunas do Colégio Mãe de Deus, Julia Maria Serra, 12, e Ana Luiza da Silva de Oliveira, 14, orgulham-se de ser a equipe mais nova e a única exclusivamente feminina a participar da OBR. Elas construíram um robô simples, com peças de Lego, programado para andar em linha reta e desviar de obstáculos. Durante a competição, foram identificando as falhas do projeto e fazendo os ajustes necessários para tentar garantir uma boa colocação que lhes garantisse o avanço à fase estadual da olimpíada.
"É uma experiência nova. A gente aprende mais e encontra pessoas que fizeram a mesma coisa", disse Serra. "Não é igual a uma olimpíada esportiva, que a gente pratica e desempenha sozinha. Aqui, a gente pode pedir ajuda para outros participantes", comparou Oliveira, que vê as aulas de robótica no colégio como uma futura profissão. O robô que levou para a OBR nesta sexta-feira, foi o segundo construído por ela. Já a companheira de equipe considera a disciplina um hobby e uma ótima diversão. "Desde pequena eu queria aprender a montar um robô", contou Serra.
David Capelari, 17, estuda no Sesi (Serviço Social da Indústria), em Cambé (Região Metropolitana de Londrina), e estava animado com a experiência de participar da OBR. O robô de Lego projetado por ele outros três colegas passou por várias versões e foi sendo simplificado até que conseguissem sanar todos os problemas observados. Capelari lamentava ter feito uma programação errada, o que prejudicou o desempenho do robô em uma das etapas da competição, mas estava otimista com a possibilidade de representar o colégio em Curitiba, no final do mês. "Eu sinto a pressão muito fácil, fico nervoso. Eu esperava mais. Foram quatro meses de trabalho e a programação é a parte mais difícil, mas a gente mudou o código e acho que vai dar para ir para a próxima fase", comentou.
"Aqui, os estudantes estão o tempo todo trocando experiências, mas eles se dedicam a esse projeto desde o começo do ano e vão descobrindo o jeito de fazer. Durante a olimpíada, eles vão reprogramando os robôs e o ponto principal é que podem contar com a cooperação de outras equipes e outras pessoas. É uma troca de experiências muito rica e tem também o ambiente de competição", destacou o professor de robótica Gabriel Lima Pereira.
A OBR é uma das olimpíadas científicas brasileiras e seu objetivo principal é estimular os jovens às carreiras científico-tecnológicas, identificar jovens talentosos e promover debates e atualizações no processo de ensino-aprendizagem brasileiro. Os alunos inscritos na competição têm entre 15 e 19 anos de idade e nas aulas de robótica, no colégio, recebem o manual no começo do ano. Nesta edição da olimpíada, o objetivo era fazer o robô cumprir uma missão de resgate a vítimas, simulando um ambiente hostil. O robô deveria ser autônomo, feito de peças de Lego ou Arduino. "É um trabalho de muitos meses e, na olimpíada, é avaliado se vão superar o redutor de velocidade, contornar obstáculos, fazer a encruzilhada e completar o caminho. Avaliamos o desempenho e tudo conta pontos", explicou a organizadora do evento, Thalita Pimenta.
Cada robô tem que completar o percurso em três pistas com diferentes níveis de dificuldade e as 12 equipes com a melhor pontuação seguem para a fase estadual. O primeiro colocado em Curitiba representa o Estado na etapa nacional, que acontece em novembro, em João Pessoa (PB).
Simoni Saris Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA




