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Jataizinho sofre com alagamentos após temporal

O aposentado Luiz Carlos Souza volta para casa no Jardim Paraíso para contabilizar os estragos causados pela inundação
Jataizinho - Uma tromba d'água causou transtornos, na tarde desta quarta-feira (3), aos moradores do município de Jataizinho (Região Metropolitana de Londrina). Diversas ruas ficaram alagadas, duas pontes caíram na zona rural e pouco mais de uma dezena de árvores foram derrubadas durante o temporal, que começou por volta das 13h30 e durou mais de três horas. Não foram registrados feridos e nem acidente graves, apesar de muitas casas terem sido alagadas. Em um restaurante localizado na rodovia BR-369, próximo ao pedágio, uma árvore caiu sobre a varanda e outra atingiu o carro de um dos clientes. "Ainda não foi possível calcular o tamanho do estrago, assim como quantas famílias foram atingidas. A chuva não para e os trabalhos de apoio continuam", afirmou Adriano Antonholi, diretor de Meio Ambiente do município.

Mesmo com a presença dos agentes da prefeitura, os moradores reclamaram de falta de apoio. A comerciária Débora Silva Cavalcante, 24, não conseguiu socorro para sua vizinha, uma idosa que estava operada e que teve a casa alagada. "Liguei várias vezes e não fui atendida. Ficamos muito preocupados, até que conseguimos que um trator ajudasse a senhora a sair de casa. Ela saiu carregada na pá. Um absurdo", reclamou a moradora do Jardim Paraíso. O vizinho ao lado, o aposentado Luiz Carlos Souza, 62, ainda não havia contabilizado o prejuízo. A casa dele havia sido totalmente alagada. "Todo ano a chuva me faz perder colchão, televisão, geladeira. Já não sei o que faço", lamentou. 

Nos bairros mais afetados, Pombal e Vila Frederico, um barco a remo serviu para o transporte de moradores. O presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Fabiano Marques, acompanhava os trabalhos. "A prefeitura disponibilizou o barco e os próprios moradores vão se ajudando", explicou.

Preocupados com os vizinhos, os estudantes Gabriel Rannã e Jeferson dos Santos, ambos de 17 anos, assumiram os remos para ajudar as pessoas que formavam uma pequena fila para esperar o transporte até suas casas. "Já fizemos quatro viagens com moradores para levá-los para áreas mais seguras, longe do alagamento", afirmou Rannã.


Pedro Moraes
Reportagem Local/FOLHA DE LONDRINA

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