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Prefeito de São Jerônimo da Serra chefiava esquema de desvio de recursos públicos, diz MP-PR

Prefeito de São Jerônimo da Serra, no Norte Pioneiro do Paraná, João Ricardo de Mello (PPS), foi preso nesta quarta-feira (16)
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) afirma que o prefeito de São Jerônimo da Serra, no Norte Pioneiro do Paraná, João Ricardo de Mello (PPS), preso nesta quarta-feira (16), chefiava o esquema que fraudava licitações municipais.
“O prefeito está no ápice da pirâmide, nada acontecia sem ele saber, sem ele dar anuência. O prefeito tem total participação nos crimes”, pontuou o promotor Jorge Barreto.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, nesta quarta-feira (16), uma operação contra suspeitos de participar de um esquema que fraudou licitações. O prefeito e mais sete foram presos preventivamente, que é por tempo indeterminado.
Segundo as investigações, a prefeitura adquiriu uma quantidade de produtos acima do necessário ou itens desnecessários, sobretaxam os valores ou simplesmente faziam uma licitação para justificar a aquisição ilegal de produtos.
O vice-prefeito Laércio Pereira Correia, a secretária de Saúde e um servidor também foram afastados dos cargos por determinação da Justiça. Correia chegou a ser preso em flagrante por posse ilegal de arma, pagou fiança e foi liberado momentos depois.
O advogado que informou que representa o prefeito e o vice-prefeito disse que só vai se manifestar após ter acesso ao processo.
“Estamos diante de um quadro de realização de licitações para aquisições de peças automotivas, produtos hospitalares e outros objetos de forma ilegal. 

Entre os produtos comprados pelo município, estão peças automotivas, o MP descobriu que em alguns casos esses itens não eram entregues ou se eram entregues não eram substituídos, pilhas para a Secretaria Municipal de Saúde e produtos diversos para a secretaria Municipal de Educação.

Vice-prefeito investigado

O promotor Jorge Barreto explica que o vice-prefeito não foi preso, mas o afastamento foi autorizado pela Justiça porque Correia dava anuência ao que acontecia na prefeitura.
“Ele não determinava diretamente um acordo, mas tinha conhecimento. É a mesma situação da secretária municipal de Saúde, ela também tinha conhecimento do esquema”, acrescentou.
O Ministério Público afirma que os investigados devem responder pelos crimes de organização criminosa, peculato, corrupção e fraude a licitações.
FONTE - GI PR (REDE GLOBO)

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