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Entidades de Turismo do Paraná, Bahia e Santa Catarina defendem a volta do horário de verão


 Horário especial permite mais uma hora de atividade dos setores de gastronomia, lazer e entretenimento, afirmam


Um grupo de entidades de turismo do Paraná, Bahia e Santa Catarina, filiadas a Confederação Nacional de Turismo (CNTur), irão encaminhar em conjunto ofício ao Governo Federal pelo retorno do horário de verão já em 2021. Sendo que estas buscam reforços de outras entidades brasileiras para fortalecer o pedido. A iniciativa, mesmo que não reflita em economia de energia elétrica, pode representar um fôlego extra para o setor, um dos mais afetados pela pandemia do novo Coronavírus (COVID-19).

Com o horário de verão, quando os relógios de algumas regiões do país são adiantados em uma hora, as atividades ligadas ao turismo contam com uma hora a mais ainda durante o dia para receber turistas e clientes tradicionais. “Sabemos que o horário diferenciado não reduz o consumo de energia elétrica, mas vai refletir socialmente em nosso setor”, diz Fábio Aguayo, Vice-Presidente da CNTur.

A iniciativa leva em consideração que a iniciativa não terá muitos reflexos sobre a crise hídrica e o baixo nível dos reservatórios de captação de água. “No entanto, bares, restaurantes e empreendimentos voltados ao turismo sofreram queda brusca no faturamento, apesar de não estarem recebendo subsídios do governo”.

“A volta do horário de verão não é só uma medida energética e científica, mas será como uma medida social indispensável”, ressaltou Aguayo. O dirigente classista já alertava, quando o horário de verão foi suprimido na temporada 2019/2020, que o setor de gastronomia, lazer e entretenimento seria afetado diretamente.

A medida trouxe reflexos negativos as cidades que estão nas duas costas do estado - as litorâneas que dependem essencialmente da alta temporada e a Oeste, na orla do Lago Itaipu, onde está Foz do Iguaçu, segunda destino do Brasil que mais recebe turistas estrangeiros.

Contexto
O Horário de Verão no Brasil começou no governo de Getúlio Vargas, em 1931 e foi adotado em períodos alternados. O último período, encerrado em 2019, ocorreu de 1985 até 2018. A prática de adiantar o relógio em uma hora, é um grande incentivo ao turismo do país e principalmente ao turismo interno.

O setor de gastronomia e entretenimento era um dos mais privilegiados com a grande procura de clientes e turistas. “Para se ter uma ideia, no período, chegamos a  romover 30% a mais na geração de empregos, sem falar na arrecadação de tributos ao erário, com produtos comercializados, especialmente bebidas que tem alta tributação de IPI e ICMS”, afirma Aguayo.

Horário alternativo
O atual cenário dos reservatórios de hidrelétricas do país vem assustando o Governo Federal, que pretende lançar um programa para incentivar o consumo de energia fora dos horários de pico. Os níveis dos reservatórios do Brasil estão muito precários, sendo que os da região Sudeste e Centro-Oeste apresentam o pior nível em 91 anos!

Isso impacta não só no consumo, já que o racionamento se faz mais do que urgente, como também no bolso, visto que a conta de energia deve subir. A ANEEL revelou recentemente que está estruturando uma campanha nacional de comunicação para  incentivar o uso racional de água e energia. A iniciativa seria semelhante ao antigo horário de verão.

Mais informações e portais das entidades:
Fábio Aguayo: (41) 99610-7474 / (41) 3224-9057
http://febha.com.br
http://www.fhoresc.org.br
http://feturismo.com.br
www.cntur.com.br

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