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NORTE-PIONEIRENSE É O MAIOR CRIADOR DE PAVÃO DO SUL DO PAÍS


 

E UM DOS MAIORES DO PAÍS COM O PLANTEL EM SUA CHÁCARA PERTO DA CIDADE

Torcedor do Athetico Paranaense, ex-presidente da Sociedade Paranaense de Cardiologia, Jorge Cendon Garrido trabalha em sua clínica e reside em Santo Antônio da Platina. Junto com sua bonita neta, Ana Helena, de 14 anos, ele recebeu o npdiario em sua paradisíaca chácara em torno de 60 mil metros quadrados ou seja dois alqueires e meio.  O médico cardiologista é hoje e o maior criador de pavões do Sul do Brasil, com um plantel de mais de 200 aves.

Quem desejar mais informações pode ligar no (43) 99600-8451, também é WhatsApp.

Npdiario: Há quantos anos que você tem essa chácara, doutor Jorge Garrido?

Jorge Garrido: Essa chácara nós adquirimos em 1983. Portanto, há 37 anos.

NP: Em princípio foi só para lazer. Depois, acabou virando uma fábrica de massas e agora, também de venda de pavões.

Como começou essa relação?

Garrido: O motivo dela é mais para lazer. Com a profissão de médico e trabalhando muito da forma como eu trabalhei durante toda minha vida, muitas vezes ficando no consultório até duas ou três horas da manhã, eu tinha de ter no local onde o espírito descansasse, onde pudesse renovar as baterias. Sempre foi isso! Uma chácara que não teve finalidade comercial alguma, mas apenas para dar aquele descanso para o espírito de médico que trabalha bastante e necessita disso para atender bem as pessoas que precisam e estão aflitas.

NP: São quantos metros quadrados de área total e quais os tipos de árvores frutíferas sãs cultivadas?

Garrido: São 60 mil metros quadrados, o que equivale a 2,5 alqueires. Temos quase todas as árvores frutíferas que são capazes de produzir aqui na região. Temos caju, pitanga, graviola, mamão, romã, manga de diversas variedades e temos uma boa plantação de abacate que agora está em alta porque dizem que ajuda no combate à Covid-19. Não sei se é verdade.

NP: Quais os tipos de aves que tem aqui?

Garrido: O pato, por ser muito resistente a doenças, transfere essas doenças para outras aves. Então, eu fui aconselhado a um técnico a eliminar os patos. Aqui temos marreco mallard, do pescoço verde e o marreco de pequim, que é branco.

Temos o ganso sinaleiro chinês e o sinaleiro africano. Temos também várias raças de galinha. Temos uma galinha que se chama cara de palhaço, que é  originária da Espanha e as galinhas Brahma, que são americanas. São aquelas que têm penas até os pés.

Essas são galinhas ornamentais, muito bonitas. Temos três variedades dessa galinha: a Brahma dark , a Gold (dourada) e a Brahma branca.

NP: Que curioso… E quais outros tipos de animais são comercializados?

Garrido: Além dos pavões, também comercializamos o ganso sinaleiro chinês e ganso sinaleiro africano. O casal adulto custa R$ 380. Temos as galinhas importadas Brahma, que são dos Estados Unidos. Essas, temos na variedades gold e dark e branca, que são as galinhas douradas, prateadas e brancas, que têm pena até nos pés. Essa nós vendemos a R$ 250 o casal. Temos também uma galinha originária da Espanha, que é a cara de palhaço, também na mesma faixa de preço.

Os gansos são usados para a melhoria dos plantéis da região. Além disso, temos também carneiros Suffolk, que nós criamos há mais de 30 anos. Nessas três décadas, fomos melhorando a genética da raça e hoje contamos com uma qualidade muito muito significativa. Então, vendemos os machos para melhorar a raça, por um preço razoável. Como nós não registramos e o registro do carneiro é muito caro, então acaba saindo por um preço razoável. Algo em torno de R$ 1000 um borrego de quase um ano, já servindo para reprodução.

NP: E os pavões?

Garrido: Temos também o maior plantel de pavões do sul do Brasil. No Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul não há outro criador que tenha a quantidade de pavões que temos aqui. Há um criador em Minas Gerais que tem mais do que temos aqui. Então, não somos o maior do Brasil. Mas somos o maior da região Sul.

Temos as variedades de pavões branca, azul, ombros negros e verde. O pavão branco, o ombros negros e o azul são originários da Índia e o pavão verde – que é raro e, por isso também, muito caro – é originário da Ilha de Java, na Indonésia.

Isso tudo nós temos aqui. Apesar de a gente não divulgar, de vez em quando vem gente de longe. A semana passada mesmo eu vendi pavão para um diretor do Bradesco de São Paulo. Vendi para um pessoal que tem fazenda em Arapongas. Vendo para pessoas que vem de longe, porque é um tipo de criação que, por ser uma ave ornamental, para embelezar o ambiente, muita gente anda léguas e léguas atrás e, às vezes, o vizinho não dá muito valor nisso.

Os vizinhos às vezes me perguntam se eu vendo pavão e eu respondo que, quando eu encontro um maluco igual a mim, eu vendo. A criação de pavões é uma coisa tão gostosa, que quando você vende, você fica feliz. E quando você não vende, fica feliz também, porque mantém essa beleza por perto.

NP: E quanto é o preço?

Garrido: Os pavões variam de preço conforme a raridade da cor. Todos são muito bonitos, porém o mais comum e que todo mundo tem é o pavão azul. Por isso, por ser mais comum, ele é mais barato. Um casal de pavão azul adulto, já botando, é vendido por R$ 900.

O ombros negros, que é um cruzamento do pavão azul com o verde, custa R$ 1.100. O casal do branco custa R$ 1.500. O pavão branco é albino.

Já o verde, que é mais raro porque é originário da Ilha de Java, na Indonésia, é o mais caro, mais arisco e o maior de todos. Esse é vendido a R$ 3.500 o casal. Mas, os criadores que têm o pavão verde, normalmente vendem por um preço bem maior que esse nosso aqui. Atualmente, o pavão branco eu só tenho sob encomenda. Eu teria de aguardar porque, nesse momento, eu não tenho como entregar.

NP: E os ovos, são comestíveis? As pessoas costumam comer ovos de pavoa ou eles são utilizados apenas para procriação?

Garrido: Olha, o ovo é comestível. O gosto dele é bem parecido com o do peru caipira. Mas não vale a pena. Uma ave tão bonita e que tem um preço razoavelmente alto, você quebrar o ovo para comer…

NP: Quantos ovos cada fêmea bora por vez?

Garrido: Normalmente, a pavoa verde bota entre setembro e dezembro. A branca, azul e a ombros negros começam a botar em outubro e vão até janeiro. Uma pavoa bota, em média, de 8 a 12 ovos por ano.

                      

DESCRIÇÃO

É uma ave exótica de grande porte. A beleza das penas e a exuberância das cores na cauda do pavão fazem com que essa animal seja considerado uma ave ornamental. As cores verde, dourada e azul, em diversas tonalidades, são as naturais das penas da cauda do pavão. Os pavões de plumagem preta, branca ou púrpura, são resultados de seleção artificial.
Comprimento: 2 m
Altura: 80 cm
Peso: Aproximadamente 4 kg
Expectativa de vida: 30 anos

CARACTERÍSTICAS

Esta é uma ave territorialista, ou seja, não aceita a presença de outros animais, sobretudo se forem machos da mesma espécie. Nesse caso, aquele que teve seu território invadido luta com o adversário até que o estranho saia de sua área.
Quando perde, o pavão se retira do território que até então era seu, e sai em busca de outro local.
Quando irritados, destroem arbustos e flores. Os pavões passam a noite no topo das árvores e também recorrem à elas quando ameaçados. Ao cair da noite, costumam gritar, sendo que na época do acasalamento seus gritos noturnos se tornam extremamente desagradáveis. Para voar o pavão precisa correr uma determinada distância, sendo que seu voo é muito desajeitado e ruidoso.

CUIDADOS BÁSICOS

Os principais cuidados que o Pavão precisa são em relação à sua convivência isolada de outras aves e animais, já que não é sociável e seus gritos são muito desagradáveis e podem assustar outras espécies que morem ou estejam no mesmo local. Também deve-se proteger o Pavão do frio e de fortes correntes de ar.

ALIMENTAÇÃO

O Pavão alimenta-se de frutas, sementes, folhas, pétalas, insetos e pequenos mamíferos e répteis. Costuma comer duas vezes ao dia: pela manhã e à noite. A ração para galináceos também faz parte da dieta deste animal.

ESPAÇO PARA CRIAÇÃO

O pavão prefere viver em árvores. À tarde, sobe numa árvore, de galho em galho, até chegar ao topo, onde passa a noite. Desce ao amanhecer. O ambiente mais adequado pode ser uma fazenda, sítio ou chácara na zona rural, onde ele tenha bastante espaço para andar livremente.
FONTE - NP DIARIO

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