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Quadrigêmeas que nasceram em Mandaguari passam bem e estão em casa


 A rotina de uma diarista de 39 anos, moradora de Mandaguari, a 30 quilômetros de Maringá, ganhou quatro novas fontes de alegria e amor, mas também de preocupações. Passados quase dois meses desde que deu à luz quadrigêmeas, Tânia Medeiros alegra-se com a rápida recuperação das filhas, que nasceram prematuras. “Por ser prematuras, são bem espertas. Se eu deixar na cama, quando vou ver, já estão lá na outra ponta”, conta a mãe, que também preocupa-se com o futuro das crianças, que demandam, além de muita atenção, um pacote de fraldas por dia.

 

Tânia e as quatro filhas: Diarista faz planos para voltar a trabalhar, mas se preocupa com vaga em creches do município
Tânia e as quatro filhas: Diarista faz planos para voltar a trabalhar, mas se preocupa com vaga em creches do município | Arquivo Pessoal
 


Medeiros é a segunda mulher do município a ser surpreendida com a notícia de iria ter quatro filhos de uma só vez. Em 2019, outra mulher de Mandaguari, que tem apenas 35 mil habitantes, também deu à luz quadrigêmeos, o que fez o município ser alvo de brincadeiras, sendo apelidado de "cidade fértil".  

 

Tânia teve uma gravidez tranquila. Ela recebeu a ajuda de diversas pessoas até para comprar os quatro berços, alimentos e fraldas
Tânia teve uma gravidez tranquila. Ela recebeu a ajuda de diversas pessoas até para comprar os quatro berços, alimentos e fraldas | Arquivo Pessoal
 


Para batizar as quadrigêmeas, Medeiros contou com a ajuda da sua segunda filha, Beatriz, e não relutou em adotar nomes compostos que contassem com “Vitória”, em razão das circunstâncias do nascimento. Assim, o quarteto passou a ser formado por Luisa Vitória, Elisa Vitória, Isabelli Vitória e Isadora Vitória. “Foi uma vitória porque não teve complicações, tive que ir no hospital só duas vezes. Entrei com 28 semanas e saí com 30 semanas, depois de ganhar elas. Foi uma vitória”, definiu. 


A primeira surpresa durante a gestação veio com o segundo ultrassom. Isso porque o primeiro exame identificou "apenas" três filhas. Quando foi informada de que mais uma estava a caminho, a mãe disse que já havia "se acostumado com a ideia" de que teria muitos filhos, o que a fez reagir com tranquilidade. 


Entretanto, uma gravidez de quadrigêmeas não costuma ser nada tranquila e não foram raros os momentos em que a moradora achou que não iria sobreviver. Assustada, conta que conseguiu entrar em contato com a mãe dos quadrigêmeos João Gabriel, Pedro Augusto, José Henrique e Luís Emanoel, que nasceram após uma inseminação artificial, em 2019. Eles são filhos do casal Kátia e André, também de Mandaguari. "Fiquei com muito medo. Será que eu vou morrer? Porque na hora pensei, 'meu Deus, como vai sair tudo isso", brincou a diarista, que se sentiu mais confiante depois de falar com a moradora. 


"O PARTO PARECIA UM EVENTO"


Tânia Medeiros foi internada com 28 semanas de gestação. “Eu fiquei na UTI dois dias só para acompanhamento. Foi uma equipe grande. Quando eu entrei na sala, parecia um evento. Médicos, enfermeiros querendo ver na porta", contou. 


As bebês nasceram com menos de 30 semanas completas, abaixo do peso e tamanho ideais. Luisa, a primeira a chegar ao mundo, tinha apenas 33 centímetros e precisou ficar internada na UTI do Hospital Universitário de Maringá por 48 dias. "Ela ainda estava precisando de oxigênio, não estava respirando sozinha", explicou. 


Além dela, Isadora, a última a nascer, foi diagnosticada com Onfalocele, uma má formação na parede abdominal, e precisou passar por uma cirurgia. "No mesmo dia que nasceu já fez a cirurgia, graças a Deus", alegrou-se com o sucesso do procedimento. 

 

AJUDA 


Desde que ficou sabendo da gravidez, Tânia Medeiros recebeu a ajuda de diversas pessoas até para montar os quatro berços. Além de alimentos, caixas de leite e pacotes de fraldas foram doados. No entanto, não tem sido nada fácil, "pois elas não param um minuto e trocaram o dia pela noite", definiu a diarista, que conta com a ajuda da própria mãe para revezar o cuidado com as filhas. Questionada, avaliou que possui alimentos e fraldas suficientes para os próximos três meses.


Mas existem outras preocupações, especialmente com o futuro. Uma delas é em matricular as filhas em uma creche pública dentro de um ou dois anos. “Vai ser outro desafio porque quando vamos procurar vaga para um já é difícil. Quero que elas fiquem juntas. Vou me preparar para que eu possa trabalhar. Vaga ainda não sei se tem", disse. 


Contato para doações

(44) 9 9730-3875 


Vitor Struck - Grupo Folha (FOLHA DE LONDRINA).

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