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Preservação da Araucária no Paraná é destaque nacional


 A preservação da Araucária, árvore-símbolo do Paraná, a partir das técnicas desenvolvidas pelo professor e pesquisador Flávio Zanetti foi destaque em jornal da Rede Globo. Em reportagem no Hora 1 desta quarta-feira (25), o professor da UFPR aponta que os avanços realizados podem encerrar o processo de extinção da planta. A produção da árvore também tem incentivo e apoio em nível estadual com a aprovação da lei proposta pelo deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD) em 2020.


“Esqueçamos, deixamos para história a araucária que, sobretudo no século 20, teve uma grande devastação. Vamos focar com a tecnologia, com o que tem de disponível no século 21 e nós estaremos salvando a Araucária” disse o pesquisador de Ciências Agrárias durante a entrevista.


Resultado de mais de 35 anos de pesquisas, a técnica utilizada pelo professor Zanetti faz enxertos com o material genético da araucária de caçador, que ficou conhecida pelo recorde de produtividade, a maior já conhecida até hoje no Brasil e no mundo.


Em 2015, quando Zanetti iniciou o experimento, a árvore gerou mais de 600 pinhas, resultado três vezes maior que a média de um pinheiro normal. Em 2017 os resultados dos clones começaram a aparecer. Agora, cada planta matriz apresenta 45 ramos.


A técnica de Zanetti ganhou adeptos em Curitiba e na região metropolitana, entre eles, o alpinista Waldemar Niclevicz, que plantou espécimes da árvore em sua propriedade na região metropolitana de Curitiba.


Lei de incentivo - A preservação ganhou um novo impulso e incentivo a partir da lei dos deputados Luiz Claudio Romanelli (PSD), Hussein Bakri (PSD) e Emerson Bacil (União Brasil), que regulamentou o plantio e a exploração dos subprodutos da Araucária.


"Foi um amplo processo de debate e temos agora uma lei que é um marco regulatório. O agricultor vai poder plantar uma floresta de pinheiro araucária com algumas espécies que foram desenvolvidas que vão dar grande produção do pinhão e de outros subprodutos. Isso tem um valor econômico fantástico e quem plantar nas regras estabelecidas, poderá explorar tanto a madeira quanto o subproduto", destacou Romanelli.


O deputado afirma ainda que com o aumento do plantio, o estado poderá ter uma grande floresta de pinheiros. "Isso vai significar maior renda para a agricultura e ao mesmo tempo vai retirar a pressão sobre as florestas nativas de araucária. É um grande marco regulatório que vai virar o jogo na devastação das florestas nativas do pinheiro araucária no Paraná".


O professor Zanetti disse que a lei aprovada no Paraná não torna a araucária uma peça de museu. “A produção de araucária precisa de uma política pública de renovação para sua perpetuação e essa lei, agora, existe. Pelo menos no Paraná”, afirmou.


Potencial - Durante a entrevista ao Hora 1, o professor destacou o potencial econômico e nutricional a partir do consumo dos pinhões, as sementes da Araucária. “O pinhão é um alimento de excelente qualidade, já consumido lá atrás. Nossos ancestrais, os indígenas já consumiam, portanto, é um alimento que não precisa discutir a qualidade , o que falta é pôr na mesa, o que falta é disponibilizá-lo.” completou.


Nos 19 viveiros do IAT (Instituto Água e Terra), a araucária é a muda mais procurada pelos paranaenses entre as espécies ameaçadas de extinção. Somente no ano passado foram doadas 127.760 mudas da árvore, conhecida também como Pinheiro do Paraná. 


Os viveiros produzem mais de 100 espécies nativas diferentes, 25 delas são consideradas ameaçadas de extinção. A capacidade de produção é de até 5 milhões de mudas/ano. Dois laboratórios de sementes completam a estrutura do Estado.

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