POLÍCIAS CIVIS DO PR, MG E SC DESARTICULAM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA INTERESTADUAL DE FURTOS E EXTORSÃO DIGITAL
Em uma ação coordenada e integrada, às Polícias Civis do Paraná, Minas Gerais e Santa Catarina desarticulam uma sofisticada organização criminosa especializada no furto, receptação qualificada e extorsão de usuários de dispositivos móveis de alto valor.
A operação é o resultado de uma força-tarefa para neutralizar uma rede que operava como uma verdadeira estrutura empresarial do crime.
As investigações tiveram origem a partir de um minucioso trabalho de inteligência conduzido pela equipe da Polícia Civil do Paraná. O fio condutor da investigação iniciou-se em abril de 2025, após prisões em flagrante de executores e a interceptação de um transportador que portava aparelhos furtados com destino ao litoral catarinense.
A partir do levantamento de inteligência realizado pela equipe paranaense, que por meio de técnicas de investigação digital, foi possível identificar que o grupo era especializado em furtos de aparelhos em grandes eventos, tendo como foco principalmente as áreas VIPS desses eventos, além disso identificou-se que possuía ramificações consolidadas em três estados, desencadeando a necessidade de uma operação conjunta interestadual.
Com base no trabalho de inteligência da equipe paranaense, que utilizou técnicas de investigação digital, foi possível constatar que o grupo criminoso era especializado no furto de aparelhos em grandes eventos, com foco nas áreas VIPs. Além disso, identificou-se que a organização possuía ramificações consolidadas em três estados, o que tornou necessária uma operação conjunta interestadual.
A organização era dividida em núcleos específicos para maximizar o lucro ilícito e garantir a impunidade:
A liderança da organização criminosa foi localizada em Minas Gerais. Em virtude disso, as provas coletadas foram compartilhadas com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que representou pelas medidas cautelares naquele estado. O líder em MG era responsável por centralizar o financiamento do deslocamento dos executores e a revenda dos aparelhos em pontos comerciais estratégicos, sendo importante notar que os aparelhos receptados vinham de diversas unidades da federação.
O Núcleo Executor, composto por indivíduos do Paraná e Santa Catarina, era o responsável pela execução dos furtos em grandes eventos, bem como pela administração das bases de apoio e pelo transporte físico interestadual.
Outra equipe, especializada em engenharia social, era responsável por coagir as vítimas através de aplicativos de mensagens. Eles utilizavam identidades falsas (como se passar por policiais encarregados da recuperação do dispositivo ou por um falso Suporte Apple) ou faziam ameaças sérias para conseguir obter as senhas de acesso, permitindo assim a liberação do bloqueio de ativação dos aparelhos.
A investigação apurou que o grupo criminoso ocultava rapidamente os lucros para evitar a fiscalização bancária. Para isso, utilizavam Criptomoedas (Bitcoin), adquiridas para permitir a movimentação de valores de forma rápida e anônima, e plataformas de apostas esportivas e "contas laranjas", empregadas para dissimular a origem dos recursos e efetuar o pagamento de despesas operacionais da equipe.
Como resultado do compartilhamento de inteligência entre as forças de segurança dos três estados, na manhã desta quarta-feira, 22 de abril, estão sendo cumpridas diversas medidas judiciais simultâneas em todos os estados envolvidos.
Dentre as ações estão o cumprimento de:
1. Mandados de prisão cautelar contra lideranças e principais operadores.
2. Mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais.
3. Além de bloqueio e sequestro de bens e valores.
Esta operação conjunta reafirma o compromisso das forças de segurança em combater o crime organizado, garantindo que fronteiras estaduais não sirvam de barreira para a aplicação da justiça.
Fonte: Polícia Civil
INFORMOU EQUIPE ATENTO A REDE

