Municípios paranaenses podem ficar sem parcela do PFM; região norte são quatro
O motivo, segundo a CNM, seria inadimplência por parte dos municípios e que, se não foram regularizadas logo, poderão ter as contas congeladas. Na lista paranaense são citados, além dos quatro da região norte, Nossa Senhora das Graças, Farol, Nova Londrina, Ivaiporã, Manoel Ribas, Iporã, Arapuã, Assis Chateubriand, Campina do Simão, Clevelândia, Goioxim, Jaguariaíva, Lindoeste, Palmas, Palmital, Ramilândia, Santa Helena, Tibagi, Ventania, Vera Cruz do Oeste e Verê.
Conforme informações da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), a Delegacia Regional repassará as informações necessárias à RFB em Brasília, que vai providenciar a liberação dos recursos. Estes estarão disponíveis aos entes no 1° dia útil subsequente à autorização da RFB ao Banco do Brasil S.A.
Norte paranaense
Dos quatro municípios do norte paranaense, apenas Carlópolis estaria com as contas em dia e a sua inclusão na listagem seria um equívoco. De acordo com o Procurador Geral do Município, Marcos dos Santos Fagundes, as pendências que o município possuía foram resolvidas e Carlópolis está com todas as certidões negativas em mãos. "Acredito que fomos incluídos nesta listagem por causa de uma pendência, na transição da administração, no início do ano, com relação ao Pasep. Porém, já está tudo em dia e não creio que teremos problemas com o repasse do FPM", comentou.
Em Salto do Itararé, a assessoria jurídica foi procurada para comentar a situação do município e o reflexo do corte do repasse do FPM para a economia local. No entanto, a responsável pelo setor estava em audiência em outro município.
O prefeito de Santa Mariana, Jorge Rodrigues Nunes (PMDB), disse que o município está com bloqueio dos repasses do FPM, mas que isso é questão de dias para ser revertido. "Tivemos problemas com o Pasep em 2012 e, quando assumimos o governo, negociamos com a Receita Federal. Porém, há algumas obrigações que ficaram para trás e que estão refletindo ainda na questão dos repasses federais. Mas como já negociamos praticamente tudo, é só questão de dias para termos a certidão negativa liberada novamente", ressaltou.
Assim como em Santa Mariana, o repasse do FPM é a principal fonte de receita dos municípios de pequeno porte que tem vive praticamente do setor agropecuário. Segundo Nunes, em seu município a parcela do fundo representa 75% da arrecadação do município, sendo que o restante está entre os impostos municipais como IPTU e ISS e o ICMS.
A segunda parcela do FPM seria entregue na segunda-feira (20) aos municípios brasileiros. A CNM anuncia que o valor será de R$ 594.816.071,85 sem calcular o montante destinado ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Ao incluir a retenção – valores brutos – o montante chega a R$ 743.520.089,81.
De acordo com estimativa da Confederação, o repasse será 2,1% menor do que o estimado pela Receita Federal do Brasil (RFB), no começo deste mês. Mas, em comparação com o segundo decêndio de maio de 2012, o valor será 3,8% maior em termos reais.

