Tercilio diz que modelo de Lerner para pedágio “virou encruzilhada”
Autor da sugestão para levar ex-governador à CPI,
deputado analisa: “Obras ficaram no papel, tarifa continuou subindo e empresas
arrecadando”
O deputado estadual Tercilio
Turini considerou importante a presença de Jaime Lerner na CPI do Pedágio, na
Assembleia Legislativa, mas ressaltou que o modelo adotado pelo ex-governador
na concessão das rodovias no Paraná se transformou numa encruzilhada para a
população. “A grande maioria das obras ficou só no papel. Enquanto isso, os
valores das tarifas continuaram subindo e as concessionárias arrecadando cada
vez mais”, afirmou o parlamentar.
A convocação de Jaime Lerner
foi sugerida por Tercilio Turni à CPI no dia 15 de julho. O requerimento com a
solicitação precisou ser subscrito pelo deputado Alceu Maron Filho porque
Tercilio não integra oficialmente a CPI. Posteriormente, os membros da comissão
aprovaram o convite ao ex-governador para prestar esclarecimentos sobre o
pedágio.
Na reunião de hoje (01/10) de
manhã, Tercilio Turini questionou Lerner sobre a expectativa criada em relação
à duplicação de rodovias, construção de viadutos e transposições, perimetrais,
contornos e acessos, além de melhorias em estradas não-pedagiadas, como o
ex-governador anunciou quando assinou os contratos com as concessionárias. “A
promessa de obras virou pesadelo. Para piorar, a concessão por 24 anos e o
sistema de reajuste foram danosos ao Paraná”, destacou.
O ex-governador voltou a
defender o modelo de pedágio, mas o deputado contestou. “Se a opção fosse pelo
fluxo de caixa, com avaliação da receita e obras executadas, depois de tantos
anos de arrecadação certamente o pedágio teria baixado e não aumentado tanto. É
evidente que os critérios escolhidos tornaram-se vantajosos para as
concessionárias. Faltou amarração melhor nos contrato para estabelecer o sistema
de reajustes”, avaliou o parlamentar.
Tercilio Turini disse que vai
insistir à CPI para apresentar ao plenário da Assembleia Legislativa o projeto
de lei que sugeriu, de adoção do cupom fiscal na arrecadação de pedágio no
Paraná. “Só assim vamos saber corretamente quanto as concessionárias faturam”,
afirmou. Para o deputado, o cupom fiscal também é um mecanismo para exercer
controle sobre a quantidade de veículos que passa diariamente pelas praças de
pedágio.


