Comportamento perigoso no trânsito
Tanto motoristas quanto pedestres apresentam certo grau de displicência ao transitar pelas vias, segundo especialista
Perito defende campanhas de conscientização para aumentar a segurança nas ruas
Londrina - Anderson Lacerda Pereira, de 4 anos; Argemiro Granado Munhoz, de 76; Dolores Coliado Perez, de 87; Fulvio Motanini Neto, de 70 anos; e Luiza Marley Sanglard, de 75. Estes são apenas alguns dos nomes das pessoas que perderam as suas vidas este ano, vítimas de atropelamento em Londrina. Segundo os dados do Corpo de bombeiros, nos últimos três anos o município registrou 1.365 acidentes, 542 deles em 2011, 463 em 2012 e, em 2013, foram registrados 378 atropelamentos até ontem à tarde. Este ano a Companhia de Trânsito da Polícia Militar (CiaTran) constatou que entre os idosos, se contabilizados apenas os primeiros cinco meses de 2013, aconteceram 25 ocorrências, contra 13 atropelamentos no mesmo período do ano passado.
Os números chamam a atenção para a importância da prevenção. O presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais e Auxiliares do Paraná (Sinpoapar), Leandro Cerqueira Lima, ressaltou que tanto os pedestres quanto os motoristas apresentam um certo grau de displicência ao transitar pelas vias. "Os motoristas não se atentam aos limites de velocidade para ter condições de desviar do pedestre em uma eventual manobra súbita", destacou.
Para Lima existem falhas na formação dos condutores, que deveriam oferecer mais aulas práticas antes de realizar a prova para obter a Carteira Nacional de Habilitação. E ressalta que os pedestres também têm culpa. "Aqueles que atravessam fora da faixa de segurança ou que descem dos ônibus e tentam realizar a travessia da rua na frente do coletivo estão na lista de pessoas que abusaram da orientação de privilegiar o pedestre. Fazem parte do mesmo grupo aqueles que transitam com roupas escuras e que não possibilitam uma visualização fácil por outras pessoas ou motoristas."
Segundo o diretor de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Arnaldo Sebastião, nenhum motorista sai às ruas com o objetivo de matar alguém, por isso é chamado de acidente. A doutrina penal também acompanhava este raciocínio, mas só recentemente começou a surgir a figura do homicídio com dolo eventual, praticado por pessoas que assumem alguns riscos ao dirigir o carro em situações como a de embriaguez ou de alta velocidade. Ele destacou que a CMTU tem realizado fiscalizações para coibir esse tipo de comportamento ao volante, mas ressaltou que a mudança deve partir de cada pessoa.
Há um ano a dona de casa Maria Candelária Massari, de 64 anos, atravessava pela Avenida das Laranjeiras, no Jardim Interlagos (zona leste), quando foi atropelada por um mototaxista. Ela afirmou que o condutor foi imprudente, pois a via não tinha saída naquele trecho e ele deveria estar trafegando em uma velocidade mais baixa. "Eu caí e meu ombro deslocou, tive o rompimento de um tendão e até hoje preciso fazer fisioterapia para me recuperar. Só não morri por um milagre", relatou. Ela criticou os motoristas e mototaxistas por não respeitarem os pedestres.
Mesmo o pedestre que faz a travessia na faixa de segurança não está livre de ser atropelado. A sobrinha da autônoma Sônia Regina da Silva, de 39 anos, colocou o pé na faixa confiando que os motoristas iriam parar, mas um carro passou sobre seus pés. "Ela trincou o pé", revelou. A dona de casa Márcia Barbosa Rocha, também de 39 anos, rebateu e afirmou que seu marido já atropelou uma criança que estava atrás de uma bola. "Ela praticamente se jogou para cima do carro. Ainda bem que a velocidade estava baixa", concluiu.
O perito Leandro Lima defende a realização de campanhas de conscientização. "O quadro presente, com congestionamentos, acidentes e atropelamentos tornou-se um sintoma do trânsito", destacou. Lima acredita que esses números estão relacionados com o aumento do número de veículos e de pessoas nas cidades, a falta de atenção e de cuidado vem incrementando o índice de atropelamentos na capital paranaense.
Os números chamam a atenção para a importância da prevenção. O presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais e Auxiliares do Paraná (Sinpoapar), Leandro Cerqueira Lima, ressaltou que tanto os pedestres quanto os motoristas apresentam um certo grau de displicência ao transitar pelas vias. "Os motoristas não se atentam aos limites de velocidade para ter condições de desviar do pedestre em uma eventual manobra súbita", destacou.
Para Lima existem falhas na formação dos condutores, que deveriam oferecer mais aulas práticas antes de realizar a prova para obter a Carteira Nacional de Habilitação. E ressalta que os pedestres também têm culpa. "Aqueles que atravessam fora da faixa de segurança ou que descem dos ônibus e tentam realizar a travessia da rua na frente do coletivo estão na lista de pessoas que abusaram da orientação de privilegiar o pedestre. Fazem parte do mesmo grupo aqueles que transitam com roupas escuras e que não possibilitam uma visualização fácil por outras pessoas ou motoristas."
Segundo o diretor de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Arnaldo Sebastião, nenhum motorista sai às ruas com o objetivo de matar alguém, por isso é chamado de acidente. A doutrina penal também acompanhava este raciocínio, mas só recentemente começou a surgir a figura do homicídio com dolo eventual, praticado por pessoas que assumem alguns riscos ao dirigir o carro em situações como a de embriaguez ou de alta velocidade. Ele destacou que a CMTU tem realizado fiscalizações para coibir esse tipo de comportamento ao volante, mas ressaltou que a mudança deve partir de cada pessoa.
Há um ano a dona de casa Maria Candelária Massari, de 64 anos, atravessava pela Avenida das Laranjeiras, no Jardim Interlagos (zona leste), quando foi atropelada por um mototaxista. Ela afirmou que o condutor foi imprudente, pois a via não tinha saída naquele trecho e ele deveria estar trafegando em uma velocidade mais baixa. "Eu caí e meu ombro deslocou, tive o rompimento de um tendão e até hoje preciso fazer fisioterapia para me recuperar. Só não morri por um milagre", relatou. Ela criticou os motoristas e mototaxistas por não respeitarem os pedestres.
Mesmo o pedestre que faz a travessia na faixa de segurança não está livre de ser atropelado. A sobrinha da autônoma Sônia Regina da Silva, de 39 anos, colocou o pé na faixa confiando que os motoristas iriam parar, mas um carro passou sobre seus pés. "Ela trincou o pé", revelou. A dona de casa Márcia Barbosa Rocha, também de 39 anos, rebateu e afirmou que seu marido já atropelou uma criança que estava atrás de uma bola. "Ela praticamente se jogou para cima do carro. Ainda bem que a velocidade estava baixa", concluiu.
O perito Leandro Lima defende a realização de campanhas de conscientização. "O quadro presente, com congestionamentos, acidentes e atropelamentos tornou-se um sintoma do trânsito", destacou. Lima acredita que esses números estão relacionados com o aumento do número de veículos e de pessoas nas cidades, a falta de atenção e de cuidado vem incrementando o índice de atropelamentos na capital paranaense.
Vítor Ogawa
Reportagem local-folha de londrina
Reportagem local-folha de londrina

