Ex-delegado geral é preso pelo Gaeco
Marcus Vinícius Michelotto foi detido durante operação contra jogo ilegal
Caça-níqueis, computadores e documentos foram apreendidos na ação
Curitiba - O ex-delegado geral da Polícia Civil do Paraná, Marcus Vinícius Michelotto, foi preso temporariamente ontem durante uma operação de combate ao jogo ilegal desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Curitiba. A ação contou com apoio , em conjunto com as polícias Militar e Civil.
Além de diversas máquinas caça-níqueis, também foram apreendidos computadores e documentos. Cerca de 50 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. O total de prisões não foi confirmado. Em nota, o MP-PR informou que todas as ações estão sob "segredo de Justiça por determinação judicial, para garantir a eficácia das investigações". Por conta disso, poucos detalhes foram revelados.
Além de Michelotto, outro delegado preso é Geraldo Celezinski, titular do 8º Distrito Policial (DP) da capital. As prisões dos dois delegados e de dois investigadores da Polícia Civil foram confirmadas pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná (Sidepol) e pelo Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná (Sinclapol). Ambos os delegados tiveram decretadas suas prisões temporárias, por cinco dias, prorrogáveis por mais cinco. Eles ficarão detidos no Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) da Polícia Civil.
Pelo menos cinco policiais militares (quatro ainda na ativa e um da reserva) também tiveram os mandados de prisão expedidos pelo juiz Antônio Carlos Schielbe Filho, da 11ª Vara Criminal de Curitiba. Os nomes deles não foram divulgados.
Cláudio Marques, presidente do Sidepol, esteve na sede do Gaeco pela manhã e conversou com a imprensa. Ele estranhou a realização da operação justamente no mesmo dia em que o pedido de renovação de licença do secretário de Segurança, Cid Vasques, estava sendo julgado pelo Conselho Superior do Ministério Público. "Me parece algo pessoal, então são coisas que a gente vai analisar com cautela. Também levantamos que nenhum delegado de polícia participou das investigações. Então tem algo errado", disse.
O discurso foi reforçado pelo advogado do Sinclapol, Milton Miró Vernalha Filho, que classificou a operação do Gaeco como um "show, um espetáculo midiático".
Como o caso está em segredo de Justiça, o Gaeco não confirma, mas especula-se que as investigações sobre os jogos de azar podem ter ligação com o caso que ficou conhecido como "mansão cassino". Em janeiro de 2012, uma mansão no bairro Parolin, em Curitiba, foi invadida por policiais civis que faziam protestos contra a diretoria da Polícia Civil. Na época, três pessoas foram presas e 40 máquinas caça-níqueis foram apreendidas.
A Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) informou que não vai se manifestar sobre o assunto, pois se trata de uma operação do Gaeco. A assessoria da Polícia Civil também não vai comentar o caso.
O delegado de defesa de Marcus Vinícius Michelotto, Marlus Arns de Oliveira, disse que vai tomar as medidas judiciais para fazerem valer os direitos do cliente dele, mas que não vai comentar a prisão porque o caso segue em segredo de Justiça.
Comando
Marcus Vinícius Michelotto ficou no cargo de delegado geral da Polícia Civil de janeiro de 2011 até julho deste ano. Atualmente, está à frente da Divisão de Polícia Especializada.
Além de diversas máquinas caça-níqueis, também foram apreendidos computadores e documentos. Cerca de 50 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. O total de prisões não foi confirmado. Em nota, o MP-PR informou que todas as ações estão sob "segredo de Justiça por determinação judicial, para garantir a eficácia das investigações". Por conta disso, poucos detalhes foram revelados.
Além de Michelotto, outro delegado preso é Geraldo Celezinski, titular do 8º Distrito Policial (DP) da capital. As prisões dos dois delegados e de dois investigadores da Polícia Civil foram confirmadas pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná (Sidepol) e pelo Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná (Sinclapol). Ambos os delegados tiveram decretadas suas prisões temporárias, por cinco dias, prorrogáveis por mais cinco. Eles ficarão detidos no Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) da Polícia Civil.
Pelo menos cinco policiais militares (quatro ainda na ativa e um da reserva) também tiveram os mandados de prisão expedidos pelo juiz Antônio Carlos Schielbe Filho, da 11ª Vara Criminal de Curitiba. Os nomes deles não foram divulgados.
Cláudio Marques, presidente do Sidepol, esteve na sede do Gaeco pela manhã e conversou com a imprensa. Ele estranhou a realização da operação justamente no mesmo dia em que o pedido de renovação de licença do secretário de Segurança, Cid Vasques, estava sendo julgado pelo Conselho Superior do Ministério Público. "Me parece algo pessoal, então são coisas que a gente vai analisar com cautela. Também levantamos que nenhum delegado de polícia participou das investigações. Então tem algo errado", disse.
O discurso foi reforçado pelo advogado do Sinclapol, Milton Miró Vernalha Filho, que classificou a operação do Gaeco como um "show, um espetáculo midiático".
Como o caso está em segredo de Justiça, o Gaeco não confirma, mas especula-se que as investigações sobre os jogos de azar podem ter ligação com o caso que ficou conhecido como "mansão cassino". Em janeiro de 2012, uma mansão no bairro Parolin, em Curitiba, foi invadida por policiais civis que faziam protestos contra a diretoria da Polícia Civil. Na época, três pessoas foram presas e 40 máquinas caça-níqueis foram apreendidas.
A Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) informou que não vai se manifestar sobre o assunto, pois se trata de uma operação do Gaeco. A assessoria da Polícia Civil também não vai comentar o caso.
O delegado de defesa de Marcus Vinícius Michelotto, Marlus Arns de Oliveira, disse que vai tomar as medidas judiciais para fazerem valer os direitos do cliente dele, mas que não vai comentar a prisão porque o caso segue em segredo de Justiça.
Comando
Marcus Vinícius Michelotto ficou no cargo de delegado geral da Polícia Civil de janeiro de 2011 até julho deste ano. Atualmente, está à frente da Divisão de Polícia Especializada.
Rubens Chueire Jr.
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA
Reportagem Local-FOLHA DE LONDRINA

